São Luís

Espaço colaborativo que estimula a criatividade

Um espaço que adota o conceito de coworking e ainda oferece diversos cursos de marcenaria e serralheria é a proposta da Casa da Árvore (@casadaarvorecoworking), com instalações no bairro Olho d’Água e no Centro Histórico. Criado pelo designer Edie Garcia em parceria com os mestres em Design Helton Bezerra e Leanjoelson Andrade, o projeto disponibiliza um ambiente compartilhado entre amadores e profissionais para a fabricação de móveis e outros tipos de objetos. Existe desde 2019, deslanchando no período da pandemia do novo coronavírus.

Com ferramentas e maquinário à disposição dos frequentadores, é possível trabalhar por quantas horas se quiser levando-se apenas os insumos. O trabalho é prazeroso, um exercício de criatividade e desenvolvido em perfeita harmonia com a sustentabilidade. Nada é jogado fora, mas tudo é reaproveitado.

Edie Garcia conta que, como ele e os sócios perceberam que havia necessidade de capacitar as pessoas para usar o espaço e assim produzir os seus objetos, começaram a oferecer os cursos. Com o domínio das técnicas, é muito mais fácil tirar as ideias do papel e colocar na prática. Uma vez dado o pontapé inicial, os alunos viajam em suas criações e se surpreendem com eles próprios.

“O primeiro curso foi ministrado em julho de 2019 e, assim, nos tornamos uma escola de marcenaria e serralheria, além de oferecermos o espaço para coworking, que funciona durante toda a semana. O curso fez tanto sucesso que não paramos mais”, revelou, explicando que quando o interessado se inscreve, recebe todos os materiais necessários para as aulas práticas.

Terapia – O designer explica que a Casa da Árvore é geralmente procurada por pessoas que buscam fabricar móveis para suas próprias residências como passatempo. Ou seja, exatamente o que aconteceu durante a pandemia, quando muita gente utilizou o espaço para terapia ou como hobby. Como a graça pegou, muitos não paraam mais.

O fluxo diário varia entre 8 a 12 pessoas no coworking. Já os cursos, em sua maioria, têm duração de um dia com, no máximo, seis pessoas. O mais procurado, batizado de “Bem-vindo à Marcenaria”, custa R$ 299,90 e acontece das 8h30 às 18h. “Nossa missão é, também, incentivar o ‘faça você mesmo’ e levamos em consideração, ainda, a questão da sustentabilidade com o reaproveitamento de material”, detalha.

Edie conta que tudo começou com a ajuda de um amigo que estudou com ele na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O ex-sócio e idealizador do projeto, Leanjoelson, que era coordenador do curso de Designer da Universidade Ceuma à época, fez a proposta. “Eu tinha uma empresa de móveis planejados, mas havia fechado as portas. Como eu tinha muito maquinário e ele também, unimos o útil ao agradável. Decidimos abrir o espaço para podermos usar tudo o que estava parado. E aí, acabei reabrindo a fábrica dentro do próprio espaço”, conta.

O público que mais procura a Casa da Árvore é formado por mulheres, em torno de 65%. O projeto oferece mais de 15 cursos, que acontecem mensalmente. Edie destaca que o de marcenaria moderna, com duração de três semanas, já atraiu dezenas de alunos. “Alguns passaram a trabalhar nessa área e estão se dando muito bem”, finaliza.

 

Preços do aluguel da oficina

  • 1 hora – R$ 24,00
  • 8 horas – R$ 96,00
  • 40 horas – R$ 399,00
  • 160 horas – R$ 960,00

Contato: (98) 99162-4671

Sucessão empresarial exige união, foco, competência e muita persistência

As metas de crescimento das empresas familiares no Brasil são otimistas. Um estudo da PWC (PricewaterhouseCoopers) aponta que 78% delas esperam bons resultados para este ano. Essa perspectiva positiva se deve ao forte desempenho antes da Covid-19, no qual 63% experimentaram crescimento e apenas 13% registraram redução nas vendas.

Apesar do momento positivo, muitas empresas dessa natureza acabam entrando para o ranking das que fecham as portas antes do terceiro ano de existência. Uma das explicações é a falta de uma boa estrutura organizacional e da implantação de uma estrutura mínima de governança, uma vez que é comum não haver hierarquia administrativa, ou seja, todos os sócios delegam funções e tomam decisões importantes.

A transição entre gerações pode ser um dos principais desafios enfrentados pelo gestor de uma empresa familiar, de modo que o sucessor tenha capacidade de tomar a melhor decisão, bem como enfrentar as dificuldades que encontrará no decorrer do caminho com preparo e necessário empoderamento para tal

“Os desafios começam quando as próximas gerações vão vindo e a família aumenta. Sou parte da segunda geração de uma empresa familiar e hoje conduzo o negócio com um cunhado”, conta o empresário Márcio Búrigo, presidente do Conselho de Administração da Pozosul Cimentos, em atividade desde a década de 1970, sendo pioneira na produção de cimento com adição de cinzas Pozolânicas.

Búrigo comanda uma empresa familiar que pode servir de exemplo para muitas outras no Brasil. O negócio deu bastante certo, apesar das diversas dificuldades à época da transição, pois as rédeas da Pozosul, com sede em Santa Catarina, tiveram de passar de pai para filhos sem nenhum planejamento. O processo foi delicado e exigiu muita superação e aprendizado. A empresa tem um histórico expressivo nesse ramo de atividade, tendo, entre outras coisas, participado diretamente de grandes obras de infraestrutura, a exemplo da construção de hidroelétricas e túneis como fornecedor de cinza e cimento pozolânico.

O empresário conta que ele, a mãe e os irmãos precisaram assumir o controle com a morte do pai, sendo que, nos primeiros anos da transição, quase foram à bancarrota. “Naquela época, na década de 90, os acordos eram muito pessoais (fio do bigode). Havia pouca formalização de contratos. Logo, tudo foi muito difícil, pois nós não tínhamos a experiência acumulada pelo meu pai para poder tomar decisões do dia para a noite”, revela.

A empresa foi fundada por Aryovaldo Búrigo e tinha como objetivo a comercialização da cinza volante originária da queima de carvão do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Estudos sobre esse produto levaram Búrigo a pesquisar um cimento que era produzido no exterior, chamado Portland Pozolânico, que possuía em sua composição a mesma cinza que a Pozolana já comercializava.

Mudança repentina

Do dia para a noite, os herdeiros tiveram de tomar decisões sem entender muito do negócio. Surgiram dificuldades financeiras de toda ordem, incluindo atrasos de fornecedores, impostos a pagar, endividamento bancário e por aí vai. A solução veio com muito trabalho, segundo conta Búrigo.

“Contamos com a tecnologia e a informatização. Foi preciso reorganizar processos e documentos, a parte contábil, jurídica e a administrativa, o que levou entre seis ou sete anos até a estabilidade”, conta.

A família utilizou modelos de governança, como, por exemplo, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para poder trabalhar em diferentes planos. “Nós começamos meio que dividindo as tarefas, mas todo mundo tocava. Até formalizar um outro modelo, que depois veio com o Conselho de Administração, separado do Conselho de Família. Alguns familiares não participarem mais do negócio”, detalha.

O executivo afirma que, mesmo atuando em um setor bastante tradicional que é o da construção civil, a nova proposta da empresa se volta muito para todas as possibilidades de inovação. “Assim como meu pai inovou ao utilizar um resíduo da usina termelétrica como componente do cimento hoje usado no Brasil inteiro, acreditamos que a inovação como base é importante para a nossa continuidade, usando a tecnologia ou não, mas principalmente instigando a mentalidade das pessoas que compõem nossa equipe”, frisa.

Márcio Búrigo foi em busca de conhecimento e aprendizado para administrar o negócio da família. Ele é pós-graduado em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV e tem especialização em Marketing pela Madia Associados SP, além de muitos cursos de especialização em diversas áreas.

Além disso, possui certificação financeira CPA-20 pela Anbima e expertise no desenvolvimento de projetos imobiliários inteligentes em São Paulo e Santa Catarina. Ele é, também, responsável por liderar processos de M&A (fusões e aquisições), pela reestruturação de empresas e implantação de Governança Corporativa e Advisor de performance para empresários e empresas familiares.

No Brasil, as empresas mais bem-sucedidas são também longevas, pois possuem uma gestão estável e agem rapidamente. Elas são de fundamental importância e podem ser consideradas um dos pilares da economia. Há diferentes tipos, sendo que as mais conhecidas são a tradicional, onde a administração é exercida pelos próprios sócios, a híbrida, cuja administração é formada por sócios e por executivos, e a profissionalizada, cujos sócios são apenas quotistas, sendo a administração exercida, em quase sua totalidade, por profissionais contratados para essa finalidade mais comum nas SA de capital aberto.

Há vários aspectos que caracterizam uma empresa familiar e um deles é o senso intenso de propriedade. Como herdaram o patrimônio dos pais e dos avôs, a responsabilidade de continuar os negócios torna-se, às vezes, um pesado fardo, já que os herdeiros não tem no negócio seu sonho de vida. Um outro aspecto diz respeito à longa permanência dos membros (geralmente o patriarca concentrador) da família na empresa.

Segundo o IBGE, as empresas familiares representam cerca de 90% dos empreendimentos. Apesar desse percentual expressivo, apenas 24% delas se prepararam para a sucessão. Visando garantir a longevidade e manter a competitividade, tornando-as mais duradouras. A sucessão, por meio de um planejamento bem feito, é de fundamental importância, uma vez que ele proporcionará não só uma melhor operação com redução de custos, mas organizará a passagem do patrimônio para os herdeiros e sucessores de uma forma gradual, organizada, simples e desburocratizada.

Realidade aumentada na construção civil e arquitetura é tendência

A moda agora na construção civil é a interação do real com o virtual. Engenheiros e arquitetos estão projetando a realidade das obras aos modelos que estão nas telas dos computadores, algo que os profissionais maranhenses também já dominam. As áreas de arquitetura, engenharia e construção civil estão entre as indústrias que terão maior impacto causado pela realidade aumentada, ficando atrás apenas das de jogos e educação.

Por meio de aplicativos de celular ou tablet, é possível projetar elementos e visualizá-los na tela do aparelho, ou ainda, pode-se observar os objetos no meio físico, com o auxílio de óculos de realidade aumentada.

A ideia de utilização desses aplicativos é realmente auxiliar no momento da obra, pois isso proporciona uma visão mais exata do que será construído, dos materiais, instalações e passo a passo, que muitas vezes é difícil de entender apenas por desenhos. Assim, plantas 3D e hologramas de maquetes são usados para melhorar a compreensão e facilitar a execução.

Um exemplo é quando queremos comprar algum móvel e alguns aplicativos que contêm a realidade aumentada nos permitem ver como ficará no local escolhido apenas usando a câmera do seu celular. É uma interação muito intuitiva a respeito das estruturas e dos ambientes. Uma tecnologia que possibilita identificar e corrigir as inconformidades geométricas, bem como controlar as ações para que o resultado seja mais assertivo.

Os responsáveis pela obra, tais sejam, engenheiros, arquitetos e mestres de obras, podem, ao mesmo tempo e em tempo real, observar o andamento da construção. Para tal, eles nem precisam estar em um mesmo local, uma vez que o software pode ser acessado de qualquer local em que a pessoa esteja, basta ter o programa adequado no computador e acesso à internet. Isto é possível também na arquitetura.

Avaliações – Aliás, tanto em uma quanto na outra a visualização antecipada das formas pode acelerar a avaliação de resultados e de simulações, bem como auxiliar a fabricação de componentes estruturais e agilizar o cotidiano da obra. O impacto é percebido na aceitação dos projetos, nos custos e no valor agregado ao serviço. O melhor de tudo é que a realidade aumentada é capaz de antecipar o resultado final.

No caso da arquitetura, programas são úteis não somente para a decoração de interiores ou pequenos ambientes, mas é possível criar espaços interativos com projetos em 3D, maquetes e até desenhar em três dimensões. A percepção da luminosidade e o dimensionamento dos cômodos são os recursos mais procurados nessa tecnologia. A imersão proporcionada pelas imagens em realidade aumentada traz credibilidade e reduz as chances de dúvidas por parte dos clientes e de erros por parte dos parceiros da obra.

Alguns aplicativos já mostram, por exemplo, o passo a passo de procedimentos e instalações de equipamentos nos canteiros de obras. Isso pode diminuir muito a ocorrência de erros. Além disso, a realidade aumentada possibilita diversos cenários de canteiros de obras e isso auxilia muito no momento de pôr a mão na massa. Os treinamentos desempenham um papel de destaque no sucesso da empresa e com a essa tecnologia, fica mais fácil fazer isso.

 

Realidade Aumentada? Como assim?

Nada mais é do que uma mistura de elementos virtuais e reais em um ambiente físico, diferente da realidade virtual, que cria um ambiente totalmente novo e independente do mundo real. Ela já vem sendo usada há algum tempo e está se popularizando por agora estar viável em celulares e tablets. Além disso, pode beneficiar arquitetos, engenheiros e toda a equipe de construção, aumentando a precisão e eficiência, reduzindo os erros e economizando tempo, dinheiro e recursos.

Brita: opção para drenagem em jardins e remineralização do solo

A brita é a grande aliada na montagem de jardins, vasos e canteiros. É que o produto garante eficiente drenagem, sem excesso de água. O melhor de tudo é que é excelente para a remineralização do solo, a partir da incorporação do pó da rocha, o que permite diversificar as fontes minerais de macro e micronutrientes a serem absorvidos pela planta.

Na verdade, mais do que escolher as plantas e produtos ideais para cada projeto de paisagismo, é preciso criar um sistema de drenagem realmente eficaz, pois o excesso de água das regas e da chuva pode encharcar a terra e apodrecer as raízes. Há grande quantidade de brita para jardim disponível no mercado.

Enquanto as pedras mais “nobres” ficam bem na decoração, a brita ainda é a mais indicada para o sistema de drenagem por seu baixo custo e funcionalidade garantida. “A brita, sem dúvida, é excelente para esse fim. É uma prática altamente sustentável, principalmente neste momento em que o Brasil precisa comunicar ao mundo atitudes dessa natureza”, frisa o publicitário Pedro Salgueiro, da equipe de comunicação da Granorte, empresa especializada na produção de material britado para construção.

Segundo os especialistas em jardinagem, para cada vaso ou jardineira, o processo de drenagem é formado por 1/3 de brita e 2/3 de areia misturada com terra vegetal adubada. Nesse caso, a brita do tipo 1 e a areia produzidas são excelentes opções para garantir a qualidade do serviço.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na incorporação de pó de rocha ao solo, podem ser aproveitados elementos como cálcio, magnésio, potássio, cobre, ferro, manganês, silício e zinco, entre outros. Debruçados sobre o assunto, os pesquisadores detectaram ainda a necessidade de uso de microrganismos para melhor absorção desses minérios. Fungos ou bactérias se alimentam do agromineral e liberam no solo nutrientes que serão aproveitados pela planta, formando uma cadeia alimentar específica.

 

Montagem de vasos

 

A drenagem pode e deve ser utilizada no plantio doméstico. Veja o passo a passo:

– Escolha o vaso levando em conta o tamanho da espécie a ser plantada

– Coloque um caco de telha sobre o furo do vaso para impedir que ele entupa

– Coloque uma camada de brita

– Aplique a manta de bidim

– Coloque a areia com terra vegetal adubada

Décima sexta edição do ‘Encontro de Miolos’ acontecerá graças ao patrocínio da Granorte

A Granorte é a patrocinadora oficial do 16º Encontro de Miolos, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O evento, já tradicional no calendário junino local, acontece nesta sexta-feira, das 9h às 20h, na Praça dos Catraieiros, em frente à Casa do Maranhão, na Praia Grande.

“Nós já incentivamos o esporte maranhense patrocinando o Moto Club. Agora, estamos de mãos dadas com a cultura, contribuindo para o sucesso do Encontro de Miolos, que valoriza os brincantes que dão vida e graça ao couro do boi, personagem principal do bumba meu boi do nosso estado”, diz o publicitário Pedro Salgueiro, coordenador do setor de Marketing da empresa.

A Lei Estadual de Incentivo à Cultura é uma oportunidade para as empresas patrocinem projetos culturais e tenham ganho de marca significativo, uma vez que investem o recurso que seria o pagamento de um imposto, transformando-o em um ganho para a sociedade com ações culturais.

“Nós estamos muito felizes com essa parceria. Já tínhamos a informação de que a Granorte incentivava o esporte e, assim, buscamos um diálogo para que tivéssemos esse apoio, também, na área cultural, o que para nós é uma honra, dada a importância da empresa para o Maranhão”, afirma Sandra Barbosa, integrante da produção do evento.

O ‘Encontro de Miolos’ terá início às 9h, com a apresentação da banda de músicos do Exército Brasileiro, horário em que o público poderá acompanhar, também, a exposição de couros de bois. Por volta das 15h, será a vez da banda marcial da Guarda Municipal e, às 17h, o cortejo de miolos pelas ruas do Centro Histórico. Mais tarde, às 18h, haverá apresentação de cantadores de grupos de bumba meu boi. O encerramento da festa, às 19h, será com o Boi da Maioba.

Vale confirma acordo com Tesla para fornecimento de níquel para baterias

A vice-presidente executiva de Metais Básicos da Vale, Deshnee Naidoo, confirmou, recentemente, que a empresa assinou contrato de longo prazo com a Tesla Inc. para fornecimento de níquel Classe 1 nos Estados Unidos a partir de suas operações no Canadá.

“Nós temos o prazer de ter a Tesla, líder em produção de veículos elétricos, entre nossos clientes. Esse acordo reflete um compromisso compartilhado com sustentabilidade e mostra muito claramente que somos o fornecedor preferencial para produtos de níquel de baixa emissão de carbono e alta pureza, essenciais para baterias de longo alcance”, disse  Deshnee Naidoo.

O acordo está em linha com a estratégia da Vale de ampliar a exposição à indústria de veículos elétricos, alavancando sua baixa pegada de carbono e posição de liderança no mercado como maior produtor de níquel acabado da América do Norte. O objetivo é atingir de 30% a 40% das vendas de níquel Classe 1 para a indústria de veículos elétricos em rápido crescimento.

As operações da Vale no Canadá produzem alguns dos produtos de níquel de menor emissão de carbono do mundo. Em 2020, os rounds da refinaria de Long Harbour em Newfoundland & Labrador tiveram uma pegada de carbono verificada de 4,4 toneladas de CO2 equivalente por tonelada de níquel, enquanto as pelotas e pó da refinaria de níquel de Copper Cliff, em Ontário, tiveram uma pegada verificada de 7,3 toneladas equivalentes.

O diretor-presidente da Tesla, Elon Musk, está em campanha para verticalizar a cadeia logística da montadora, tendo controle de todos os aspectos da produção. A companhia já opera, em conjunto com a Panasonic, uma fábrica de baterias para carros elétricos no stado americano de Nevada.

As sanções dos países ocidentais contra a Rússia, que produz 17% do níquel mundial, metal essencial na fabricação das baterias, fez o preço da commodity disparar, desde o último dia 24 de fevereiro, data de início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Entrevista – “A Expo Indústria significa exatamente a força da retomada da economia maranhense”

“Precisamos pensar o Maranhão como política de Estado, para que os gestores deem continuidade às políticas públicas pensadas e articuladas entre os diversos atores sociais”. A afirmação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Edilson Baldez das Neves, que tem realizado um trabalho focado no fortalecimento de um ambiente de negócios salutar no estado. Nesta entrevista, além de falar sobre o momento atual, ele destaca as expectativas para a realização da Expo Indústria, a ser realizada de 26 a 29 de maio, no Multicenter Negócios e Eventos.

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Quais os gargalos que a indústria maranhense enfrenta para deslanchar, apesar de todas as vantagens competitivas que o Maranhão possui?

Edilson Baldez – De imediato, as empresas maranhenses, de modo geral, precisam ser mais competitivas e sustentáveis no mercado, não somente no interno, mas no de outros estados do Brasil e do exterior. Quem gera emprego, também agrega valor aos seus produtos. Exportamos soja, milho, celulose e outros produtos sem maior agregação de valor.  Na hora que você agrega pouco valor, emprega menos, cria menos riquezas para o estado e para o país.

O que está sendo feito para mudar essa realidade?

Edilson Baldez – Nós, na Fiema, estamos estudando várias alternativas com o Grupo de Trabalho Pensar o Maranhão. Não podemos pensar no Maranhão como política de governo, focado em quatro ou oito anos. Precisamos pensar o Maranhão como política de Estado, para que os gestores deem continuidade às políticas públicas pensadas e articuladas entre os diversos atores sociais, numa visão de longo prazo. Exportar soja é bom, mas é também importante que se faça o esmagamento, que se exporte o óleo, o farelo e assim sucessivamente.

Que exemplos podem se dados?

Edilson Baldez – O Brasil faz muito isso, exporta muitas commodities. No caso do ferro, por exemplo, a gente exporta o minério de ferro e o ideal seria trabalhar e exportar a matéria pronta. Há também um deficit de qualificação da nossa mão de obra, a necessidade de profissionalização e alguns problemas de infraestrutura que estão sendo equacionados, aos poucos, pelo poder público.  Estamos saindo de uma pandemia. O momento é de retomada e a cada dia reforço que a parceria público-privada e a segurança jurídica são fatores determinantes para que o desenvolvimento de fato aconteça.

O que significa a realização da Expo Indústria Maranhão neste momento em que ainda estamos em endemia?

Edilson Baldez – A Expo Indústria significa exatamente a força da retomada da economia maranhense, na tentativa de superar a crise provocada pela pandemia que afetou a todos os empresários e negócios de todos os portes. Há empreendimentos já instalados aqui ou em processo de implantação, aumento da exportação pelas empresas maranhenses, polos industriais locais, como o de couro. O evento é um reflexo desse momento favorável. Estamos oferecendo oportunidades de negócios, de inovação, de acesso às informações mais atuais no ambiente empresarial, nas áreas de tecnologia, sustentabilidade, disrupção, de obtenção de crédito e de como firmar importantes parcerias comerciais internacionais.

Qual a projeção?

Edilson Baldez – Nossa projeção é a de gerar uma movimentação financeira no estado no valor de R$ 200 milhões. Nós teremos rodadas de negócios nacionais e internacionais que ocorrerão durante a Expo Indústria 2022, promovendo reuniões entre produtores locais e executivos de grandes empresas. Em resumo, a iniciativa do Sistema Fiema e CNI em conjunto com o Governo do Estado, o Sebrae-MA e a Fecomércio, e os mais importantes entes que atuam com o propósito de criar uma cultura de integração e articulação vai oferecer várias possibilidades para as empresas maranhenses melhorarem a performance e, consequentemente, sua produtividade e sustentabilidade.

De que forma o Sistema Fiema tem contribuído para o fomento e o fortalecimento de um ambiente de negócios salutar no Maranhão?

Edilson Baldez – A Expo Indústria é um dos eventos, realizados por nós, com objetivo claro de contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no estado, por congregar vários aspectos: considerável abastecimento de informações atualizadas, trazidas pelos maiores especialistas do Brasil, em diversas áreas, e necessárias ao desenvolvimento da atividade empresarial, oportunidades de exposição de produtos e serviços, de linhas de crédito, de know-how para exportação e possíveis acordos a serem firmados com o exterior, entre tantas outras vantagens.  Além disso, precisamos retomar com todos os cuidados necessários, inciativas voltadas para o fortalecimento da atividade industrial, destacando a sustentabilidade empresarial. Destaco, porém, o relacionamento com o poder público como um dos pontos mais importantes nessa tarefa. O poder público tem a função primordial de promover desenvolvimento.

De que forma é estabelecido esse diálogo?

Edilson Baldez – Nós procuramos fazer com que o poder público entenda que, sozinho, não se faz tudo e nem se consegue todas as soluções para os problemas. O setor produtivo é um parceiro fundamental, estratégico, pois é quem emprega, quem gera renda e riqueza, para que o poder público possa se manter. Somos nós que pagamos impostos, que investimos e que aquecemos a economia. Hoje, temos feito uma série de ações em conjunto com o governo, que vão desde a elaboração de projetos, realização de eventos, discussões de temas de interesse mútuo e até de iniciativas que impactam em nossas atividades.

Qual o significado da Expo Indústria para as missões do Sistema FIEMA de desenvolvimento sustentável da indústria, articulação e integração empresarial?

Edilson Baldez – A Expo Indústria Maranhão reúne empresas expositoras, participantes, milhares de visitantes por dia. São números que vem sendo superados a cada edição. Além disso, é uma iniciativa de todas as entidades que integram o Sistema Fiema (Sesi, Senai, IEL e a própria Federação e a CNI), com o Governo do Estado, o Sebrae-MA e a Fecomércio, que atuam com o propósito de criar essa cultura de integração e articulação empresarial e, é claro, de desenvolvimento. Nossos patrocinadores são alguns dos mais importantes empreendimentos instalados no estado, que atuam com responsabilidade social, contribuindo com a geração de emprego e com o fomento de nossa economia.

O que significa realizar um evento como esse?

Edilson Baldez -Realizar um evento deste porte e que a cada edição ganha novas dimensões e atratividades é um enorme desafio, mas sobretudo uma demonstração de que a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão – e suas entidades, que atuam, juntos, em prol da profissionalização e da qualidade de vida do trabalhador maranhense – está cumprindo sua missão.  Esse ano serão quatro dias de evento e o que poderá ser visto pelos visitantes da Expo Indústria é uma indústria local em amplo processo de desenvolvimento e empresários integrados em seus propósitos e trabalhando o tema da sustentabilidade tanto no sentido econômico como no sentido ecológico.

Este ano, a Expo Indústria Maranhão contará com um tema discutido em todo o mundo: a sustentabilidade. Essa escolha é decorrente também da pandemia de Covid-19?

Edilson Baldez – Há dois anos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vem discutindo a sustentabilidade em eventos nacionais e internacionais, como a COP 26 e o Fórum Amazônia +21. Aliado a questão ambiental, tão importante e necessária, ainda mais com a pandemia, que levou diversas empresas à falência, é discutir a sustentabilidade financeira das empresas.

O setor industrial adota princípios da sustentabilidade, como ética, transparência e respeito à sociedade e ao meio ambiente, entendendo que investimentos em projetos ambientais geram ganhos econômicos e sociais e contribuem para a consolidação de uma economia de baixo carbono. A CNI e a FIEMA trabalham na mobilização do setor industrial e na articulação com o governo em todas as esferas. É necessário maior alinhamento das políticas ambientais com políticas tributárias, de infraestrutura e de inovação. Também são fundamentais normas que proporcionem maior segurança jurídica e estimulem o desenvolvimento de soluções inovadoras em produtos, processos e novos modelos de negócios. A indústria deseja cada vez mais, ser parte da solução no desenvolvimento sustentável do país, tendo como norte o Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Quais temáticas estão previstas na quarta edição da Expo Indústria Maranhão?

Edilson Baldez – Questões como bioeconomia, economia circular, energia renováveis, licenciamento ambiental, resíduos sólidos, sustentabilidade financeira fazem parte dos assuntos que vamos abordar na feira.  Eu sempre destaco que a Expo já é o maior evento multissetorial da indústria da Região Nordeste do Brasil e se justifica pela necessidade de mostrar a importância do setor produtivo maranhense, promovendo o intercâmbio de experiências entre indústrias nacionais e regionais, o setor produtivo e particularmente interagindo com a população, que nem sempre conhece a indústria local e seus produtos. Serão quatro dias de evento, em um ambiente inovador, visando impulsionar os negócios e a promoção de networking qualificado, fortalecendo o posicionamento de marcas, produtos e serviços. Chegamos à quarta edição da Expo Indústria com diversas atratividades, milhões de reais investidos e alto comprometimento na organização do evento.

Quais as contribuições da Expo Indústria?

Edilson Baldez – Promover a diversidade da indústria maranhense e seus fornecedores; fomentar a atividade industrial sustentável, criando um ambiente propício à oferta e procura de oportunidades de negócios levando soluções inovadoras e projetos tecnológicos aos participantes do evento; aumentar a rede de relacionamento; promover novas parcerias e estar em consonância com as principais necessidades dos empresários estão entre as contribuições da Expo para a economia do Estado. Além disso, destaco a contribuição para a melhoria da competitividade e sustentabilidade das empresas industriais, consequentemente do Maranhão, assim como a oferta de ferramentas inovadoras e adequadas para auxiliar a gestão das empresas industriais no Maranhão.

Granorte investe em energia limpa e incentiva o desenvolvimento sustentável

A busca por soluções sustentáveis, além de reduzir impactos ambientais, é uma estratégia usada pelas empresas para reduzir custos. Recentemente, a Granorte firmou parceria com a Smart Energia, consultoria independente especializada em gestão de energia elétrica e consolidada como uma das três maiores do Brasil.

A Smart apresentou a oportunidade de economia por meio da migração ao Mercado Livre, que é um ambiente de negociação onde consumidores de grande porte podem comprar energia diretamente de um gerador, ao invés de comprar da concessionária.

Segundo Davi Ferro Costa, da diretoria da Granorte, é uma ótima forma de alinhar sustentabilidade e desempenho financeiro. “Ao mesmo tempo em que reduzimos nosso impacto ambiental, economizamos em mais de 20% nos custos com energia, ou seja, R$ 33 mil por mês, quantia que pode ser utilizada para outras finalidades”, afirma.

Davi Ferro explica que, na mineração, o custo de energia é representativo. No caso da Granorte, são mais de 50 motores elétricos de diferentes potências em operação diariamente. “Logo, uma solução limpa como essa favorece nosso desempenho financeiro”, revela.

O diretor ressalta que é muito importante que os empresários busquem soluções sustentáveis para seus negócios, uma vez que o mundo ficará para as próximas gerações, assim como as empresas. “É importante deixar um cenário sustentável aos nossos filhos”, frisa.

Segurança energética

De acordo com Marcos Kussek, gerente comercial da Smart Energia, o aumento do uso de energia renovável contribui para uma maior segurança energética, devido ao número de fontes, diluindo os riscos provocados pelos períodos de falta de chuvas e, também, o aumento das tarifas, em função da elevação do preço dos combustíveis fósseis.

“Além disso, as energias renováveis oferecem a possibilidade de um desenvolvimento social e econômico sustentável para as regiões onde são implementadas as novas usinas. O uso de fontes alternativas é um fator que ajuda a mitigar as alterações climáticas provocadas pela emissão de CO2 na atmosfera”, ressalta.

Ele explica que, como no Mercado Livre o consumidor tem a liberdade de escolher seu fornecedor, tanto o preço quanto as condições comerciais também podem ser negociadas. Isso torna esse mercado muito mais competitivo do que o regulado, onde as tarifas são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conforme Marcus Kussek, a empresa que deseja aderir ao Mercado Livre de Energia deve cumprir alguns pré-requisitos de acordo com a legislação atual, sendo um deles ter a demanda contratada mínima de 500 kW, o que equivale a uma fatura média superior a R$ 50 mil.

“Para o consumidor, a migração em si não dará trabalho, pois a Smart conduz o processo de ponta a ponta. Esse processo engloba desde a análise de viabilidade econômica da empresa em questão, passando pela adesão à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica até o suporte à adequação do Sistema de Medição e Faturamento”, explica.

Ganho para consumidores

De acordo com Marcus Kussek, o mercado livre oferece grandes oportunidades de ganho para os consumidores de todos os perfis, desde os mais conversadores até os arrojados. A migração possibilita um aumento de competitividade devido à redução de custos proporcionada, fazendo com que as empresas tenham mais caixa para investir no seu próprio negócio, seja com contratação de novos funcionários ou expandindo a operação.

“Apesar de ainda ser um mercado restrito a empresas de grande porte, a tendência é que, para os próximos anos, ocorra a abertura gradual do mercado, possibilitando que empresas com faturas menores também tenham a liberdade de escolher de quem desejam comprar, até que essa possibilidade chegue aos consumidores residenciais”, finaliza Kussek.

Negros e índios foram os principais responsáveis pelas descobertas de ouro no Maranhão

O Brasil é um importante produtor de ouro, em especial na região dos municípios de Godofredo Viana, Cândido Mendes e Turiaçu, no Maranhão. Em Godofredo Viana, por exemplo, está instalada a Mineração Aurizona S/A, que lá atua desde 2010 e emprega cerca de 800 funcionários.

Segundo o engenheiro de Minas José Fernando Tajra Reis, a evolução dos conhecimentos sobre a região segue duas vertentes, sendo uma histórica e outra sem registro escrito, embora com vasta documentação de campo, haja vista os vestígios da ocupação do homem na atividade de garimpagem.

“Os negros e os índios, inicialmente explorados como mão de obra escrava, ao fugirem para o interior, já mesclados, fundaram quilombos e mocambos, sendo os principais responsáveis pelas descobertas de ouro em toda aquela região. Esses mestiços constituem a base étnica dos garimpeiros formigas, que até hoje resistem em anacrônicos mocambos por toda a Amazônia”, revela.

O primeiro registro histórico sobre a região refere-se à presença de um bem mineral e data de 1624 quando, em Lisboa, Estácio da Silveira publicou sua ‘Relação das Coisas do Maranhão’, na qual mencionou uma região rica em ouro e prata, na Amazônia Oriental. Diz a história que os portugueses de Jerônimo de Albuquerque, ao surpreenderem os franceses de Daniel da La Touche, então governador do Maranhão, encontraram ouro entre os mortos do Gurupi.

“No século XVII, a partir de 1678, os religiosos da Companhia de Jesus se estabeleceram como garimpeiros às margens dos rios Gurupi e Piriá. Em 1722, uma expedição organizada pelo governo maranhense realizou um levantamento das minas da região de Maracu, no rio Pindaré, atual Viana”, prossegue Fernando Tajra.

Viagem de exploração

No ano de 1818, o então governador-geral do Pará, Conde de Vila-Flor, incumbiu o desembargador Miguel Joaquim de Cerqueira e Silva de efetuar uma viagem de exploração de Bragança a Turiaçu, a qual durou seis meses. Como resultado da viagem, o desembargador trouxe para Belém uma pepita de ouro com 135g, além de 3 kg do metal em pó.

Já em 1853, durante uma perseguição aos quilombos e mocambos, nos rios Gurupi e Maracaçumé, notificou-se a presença de ouro em Montes Áureos e Monte Cristo.

Com base nessas informações, o governador do Maranhão, Eduardo Olímpio Machado, criou, em 1854, a Colônia Pirocaua, com 117 portugueses, administrados pela Companhia Progresso do Porto, além da Colônia Gurupi, dirigida por militares. No ano seguinte, foi criada a Colônia Maracaçumé, administrada pela Companhia Maranhense de Mineração, a qual contratou cerca de 40 chineses para a extração de ouro naquela área.

Depósitos auríferos

Em 1884, os mocambos fugindo dos índios urubus, descobriram os depósitos auríferos do rio Piriá. Em1887, durante a construção da linha telegráfica Pará-Maranhão, foram encontrados mocambeiros estabelecidos em Itamauari, garimpando o rio Caramuji. Em 1920, Guilherme Linde cadastrou 11 jazidas filonianas e 22 jazidas aluvionares, nointerflúvio Gurupi-Piriá, no Estado do Pará.

Somente em 1936 foi realizado um trabalho de cunho essencialmente geológico, quando Moura documentou as primeiras citações sobre a ocorrência de rochas pré- cambrianas nas bacias dos rios Piriá, Gurupi e Maracaçumé, destacando a existência de um conjunto de rochas de suposta idade arqueana, representado por gnaisses, granitos e anfibolitos. Denominou, também, Série Gurupi, de provável idade algonquiana, a uma sequência de metassedimentos, constituída por xistos, filitos, quartzitos, itabiritos, entre outros, cortados por frequentes veios de quartzo, por vezes auríferos.

“Há relatos da presença de rochas metassedimentares na bacia do rio Gurupi, com destaque para o importante plutonismo granítico com seus produtos de diferenciação, notadamente veios de quartzo auríferos e turmaliníferos, bem caracterizados naquela região”, conta Fernando Tajra.

Ladrilhos hidráulicos estão em alta e demanda aumenta em São Luís

A demanda por ladrilhos hidráulicos está aumentando na capital maranhense. A informação é dos empresários Rafael Novaes e Larissa Borçoi, proprietários da Ladrilhos Brasil (@ladrilhosbrasil), que iniciou suas atividades no Maranhão em 2021. Esses revestimentos, segundo eles, imprimem charme e, não por acaso, sua escolha é capaz de definir o protagonismo e o visual de cada espaço. As pequenas placas de cerâmica, mármore, pedra, porcelana, argila e metal podem ser encontradas em variados formatos e são utilizadas para constituir uma superfície.

“Os ladrilhos hidráulicos remontam mosaicos bizantinos, sendo utilizados para decorar pisos e paredes como forma de expressar a história do lugar. São populares no Brasil desde o século XIX, onde o segredo da técnica foi transmitido aos imigrantes residentes no Brasil. Cada peça é produzida de forma 100% artesanal. Além disso, são produtos sustentáveis”, explica Rafael Novaes, informando que a Ladrilhos Brasil, com sede no Araçagi, atende o mercado brasileiro, principalmente as regiões Norte e Nordeste.

Em São Luís, segundo Larissa Borçoi, o uso desse tipo de material está em alta principalmente para a remontagem de projetos e obras civis. “A restauração de patrimônios arquitônicos é uma demanda que cresce gradativamente em cidades históricas como São Luís do Maranhão”, frisa ela, acrescentando que a empresa trabalha com modelos lisos, decorados, antiderrapantes e tátil, podendo ser hexagonais ou quadrados.

Os ladrilhos podem ser de cerâmica, barro cozido ou de cimento, empregados no revestimento de paredes ou de pavimentos. Um conjunto deles, lado a lado, sem espaços vazios entre eles, é chamado de mosaico. Se a ideia é usar em áreas molhadas, como lavanderias, cozinhas e banheiros, é preciso aplicar um produto impermeabilizante, como hidro óleo repelente ou resina de proteção, formando uma película que impeça o contato e a passagem de água.

Com as suas cores e estampas, os ladrilhos são ótimos aliados quando a ideia é trazer mais contraste e vida aos ambientes. Se a decoração é moderna, com móveis em linha reta e poucos detalhes, é possível criar um ponto focal com os ladrilhos, tanto em uma superfície inteira quanto em um espaço demarcado.

Esses revestimentos ainda combinam perfeitamente com decorações rústicas e vintage, sendo excelentes para áreas de lazer, espaços gourmet e churrasqueiras, além de cozinhas, banheiros e lavabos. Por conta da grande variedade de estampas e cores, é fácil combiná-los com inúmeras decorações. Afinal, sempre se conseguirá encontrar uma opção que utilize as tonalidades da paleta do ambiente, garantindo o clima desejado.

 

História

A primeira vez que se teve notícia do ladrilho foi em 1857, quando ele surgiu como uma alternativa ao mármore e às outras pedras usadas nas construções. O produto foi apresentado na Exposição Universal de 1867, em Paris, pela empresa Garret, Rivet i Cia, como uma forma de cerâmica que dispensava o cozimento e usava um sofisticado sistema de prensas.

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