São Luís

Segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo será em um estádio desmontável

O Estádio 974, onde acontecerá o segundo jogo do Brasil na Copa, desta vez contra a Suíça, na próxima segunda-feira (28), é assim chamado porque o número é o indicativo telefônico do Qatar e, também, porque foi construído com 974 contentores. Trata-se do primeiro estádio desmontável do mundo e estima-se que tenha custado mais de 300 milhões de euros.

Os contentores, fabricados pela China International Marine Containers, estão ligados por aço modular reciclado, que permite que seja desmontado após o Qatar 2022. No entanto, poderá ser convertido em infraestruturas variadas para os mais diferentes fins. Poderá, ainda, ser alugado e seguir para qualquer parte do mundo, onde poderá ser montado exatamente como está ou com ligeiras alterações.

Visto como imagem de sustentabilidade econômica e inovação, a infraestrutura permite uma economia de 40% de água e abdica do uso de ar condicionado, algo impensável nos outros sete estádios que acolhem o campeonato do Catar, onde as temperaturas superam os 30 graus e a humidade pode alcançar 65%. O projeto permite ventilação natural por meio de lacunas da estrutura e espaços entre os assentos, com brisas vindas do mar.

Aprovados estímulos à habitação popular

Um conjunto de medidas para estimular a aderência a programas sociais de habitação popular foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS). As medidas incluem regulamentações acerca dos depósitos futuros, novidades no orçamento para 2023 e novos aportes no Orçamento Plurianual de 2024 a 2026.

A ideia, entre outras coisas, é ampliar o poder aquisitivo de grupos familiares elegíveis a programas sociais de habitação popular. O Conselho havia autorizado, em agosto, a utilização de depósitos futuros do FGTS (ou seja, valores que os empregadores ainda depositarão na conta dos funcionários) para amortizar ou liquidar dívidas de financiamentos imobiliários.

A medida funciona como caução, em que o trabalhador com carteira assinada amplia a capacidade de pagamento por meio da somatória de valores do FGTS e ainda reduz a taxa de juros cobrada pela instituição financeira contratada.

A novidade inclui grupos familiares com renda de até R$ 2.400,00 por mês (inclusos no Grupo 1 do programa Casa Verde e Amarela) à possibilidade de utilização deste benefício. Para a adaptação das instituições financeiras ao novo intervalo de renda, o Conselho também liberou prazo de 90 dias para implementar a medida.

Em relação ao orçamento para 2023, foi disponibilizado para a área da habitação R$3,7 bilhões a mais do que o aporte disponibilizado em 2022. Além disso, foi determinado investimento de R$ 9,5 bilhões em subsídios (descontos) para as famílias de baixa renda.

Com a deliberação, o orçamento passa a prever aplicação de R$68,1 bilhões em habitação, além do investimento em subsídios. A decisão é extremamente relevante segundo especialistas, já que, mais uma vez, o governo não previu subsídios no Orçamento da União para a aquisição de moradias no programa habitacional Casa Verde e Amarela.

Foi aprovado um investimento crescente de valores financiados para a habitação popular no Orçamento Plurianual de 2024 a 2026. Ao final do último ano, calcula-se que as contribuições chegarão a R$ 73,8 bilhões.

Já os recursos previstos para subsídios ficaram fixados em R$ 8,5 bilhões por ano — montante que poderá ser revisto anualmente, dependendo da saúde financeira do FGTS e da geração de empregos com carteira assinada.

Construção civil deve ter crescimento acima do PIB este ano

A Confederação Nacional da Indústria e o Sindicato da Construção de São Paulo projetam alta de 7% e 6,1%, respectivamente, no setor este ano. Ou seja, acima do percentual previsto para o crescimento do país, de 2,7%, segundo Pesquisa Focus.

Em outras palavras, isto quer dizer que a indústria da construção poderá superar o nível pré-pandemia, de 2019. No segundo trimestre deste ano, enquanto o PIB brasileiro registrou alta de 1,2%, na comparação com os primeiros três meses de 2022, o setor cresceu 2,7%, de acordo com o IBGE. Essa aceleração fez com que a variação do acumulado dos 12 meses atingisse 10,5%, superando a taxa registrada no ano passado.

A recuperação do mercado de trabalho, formal e informal é a principal força desse crescimento. Afinal, em ano eleitoral há investimento maior, numa conjunção de finanças ainda mais favorável, em paralelo com o ciclo imobiliário de lançamentos e de vendas dos últimos dois anos, que estão se traduzindo em obras.

O impacto no mercado de trabalho resultou em 216 mil vagas no setor de janeiro a julho deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Trata-se de uma expansão de 9,38% na comparação com o registro de funcionários contratados no final do ano passado. Somente em julho, houve criação de 32.082 novas vagas, alta de 1,29% na comparação com junho.

Os números estão em linha com os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, que registrou alta de 13,2%, ou mais 866 mil vagas na construção, em junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2021.

No período de isolamento durante a pandemia, com o homeoffice e o auxílio emergencial pago pelo governo à população de baixa renda para enfrentar a crise sanitária, as famílias perceberam a necessidade de realizar reformas em casa. Segundo o Ibre FGV, isso deu um impulso na demanda por materiais de construção, que também se refletiu dentro do setor da construção.

Mesmo com a queda do PIB em 2020, principalmente por conta da contração no mercado de trabalho e na produção de material de construção, o ciclo de negócios do setor não parou, e até a redução da taxa de juros, até março de 2021, contribuiu para que o mercado ganhasse fôlego.

Órgão especializado em paisagismo trabalha para deixar São Luís cada vez mais arborizada

Com cinco equipes operacionais encarregadas dos serviços direcionados às áreas verdes, incluindo plantio, poda, roço e retirada de vegetações em caso de emergência, o Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur) segue trabalhando para tornar São Luís uma cidade cada vez mais bonita, arborizada e sustentável. De janeiro a agosto deste ano, por exemplo, realizou 1.200 plantios e trans plantio de 15 exemplares. Além disso, fez 3.850 podas, 130 supressões e 37 remoções.

“Nós também realizamos serviços gerais de manutenção em 208 praças nesse mesmo intervalo de tempo, bem como roço e limpeza em 218.816 mil metros quadrados, incluindo canteiros e rotatórias”, informou Walber Filho, presidente do Impur.

Segundo ele, desde 2021, já na gestão do prefeito Eduardo Braide, a meta é obter maior celeridade na execução das atividades. Com a transferência da sede para a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP), o trabalho passou a ser alinhado às intervenções civis com propósitos e ações que visam à melhoria do paisagismo na capital.

“Atualmente, estamos executando um projeto paisagístico na rotatória do Caolho, na Avenida dos Holandeses, dentro do programa ‘Trânsito Livre’. Os canteiros serão requalificados por meio de áreas permeáveis compostas por forrações e espécies arbustivas, proporcionando o embelezamento e revitalização do local”, detalhou.

 

Plantio

Conforme o presidente, algumas avenidas de São Luís, com corredores primários e que apresentam alto tráfego de automóveis e circulação de pedestres, precisam de plantio de novas árvores e manutenção constante da vegetação existente. É o caso da Avenida dos Franceses, São Luís Rei de França, Daniel de La Touche, Jerônimo de Albuquerque, Presidente Médici, Vitorino Freire, Euclides Figueiredo, Colares Moreira e Holandeses.

Ele informou, também, que o órgão tem grande interesse em firmar parcerias com a iniciativa privada e que, atualmente, isso é feito por meio de um termo de cooperação prévio entre o órgão municipal e a empresa, a qual apresenta o projeto paisagístico que pretende realizar.

“Posteriormente, esse projeto passa por uma análise do corpo técnico capacitado, que sugere adequações e decide a viabilidade dessa intervenção. O convênio apresenta ao setor privado as vantagens de se investir no paisagismo de espaços públicos livres, como rotatórias, canteiros centrais e praças por meio da valorização e embelezamento do entorno, bem como pela utilização do espaço para publicidade da empresa com sinalizações adequadas e padronizadas”, explicou.

Além das ações em associação com empresas, o órgão busca ampliar parcerias entre a comunidade e seus comitês gestores localizados no entorno de praças. Com isto, quer envolver a comunidade na fiscalização, cuidado e manutenção de áreas públicas. Dessa forma, os moradores dos bairros ocuparão os espaços gerando um sentimento de pertencimento e evitando depredação e vandalismo.

“O órgão está de portas abertas para a comunidade como um meio de diálogo entre o poder público e seus representantes, possibilitando maior agilidade no processo de solicitação e diminuindo o tempo de atendimento da demanda solicitada”, disse.

O Impur foi criado em 2012 e tem a função de planejar, operar e manter as áreas verdes públicas do município localizadas em ruas e avenidas, praças e parques, espaços abertos, ao redor de instituições públicas e privadas, bem como áreas livres de lotes.

 

A sede física fica na Avenida Santos Dumont, 2000, no bairro São Cristóvão.

As solicitações podem ser feitas presencialmente ou pelo email impurma@gmail.com ou pelo telefone 9186.6892.

Com trabalho exemplar no Ministério do Desenvolvimento Regional, maranhense trabalha para universalizar acesso aos serviços de saneamento básico no Brasil

Atual secretário nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, o maranhense Pedro Maranhão tem realizado um trabalho centrado e focado visando à universalização do acesso aos serviços de saneamento básico no Brasil. Economista, empresário e gestor de projetos de infraestrutura, ele atua desde a década de 80 em órgãos da administração pública, ocupando cargos de relevância como ministro interino, secretário de Estado da Casa Civil, chefe de Gabinete, diretor superintendente, secretário executivo, coordenador de projetos e membro de diversos Conselhos.

No âmbito do setor privado, sobressaiu-se em atividades nas áreas de energia, agroindústria e reflorestamento, sempre exercendo o papel de gestor e formulador de novos negócios. À frente do órgão nacional, tem contribuindo com sua expertise para dinamizar o setor. Entre 2019 e 2022, por exemplo, foram investidos pela Secretaria Nacional de Saneamento mais de R$ 9,3 bilhões em ações nas suas quatro componentes, além de investimentos em estudos e projetos e desenvolvimento institucional, beneficiando mais de 700 municípios, com destaque para esgotamento sanitário (R$ 4,2 bilhões) e abastecimento de água (R$ 2,7 bilhões).

No mesmo período, a Secretaria aprovou o total de 38 projetos de captação no mercado financeiro por meio de debêntures incentivadas (títulos de crédito) para o setor de saneamento, totalizando R$ 10,3 bilhões e a previsão de R$ 17,5 bilhões em investimentos. Destes R$ 10,3 bilhões aprovados, R$ 7,04 já foram captados no mercado. Paralelamente, promoveu ações e eventos visando à regionalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos e o encerramento de lixões. Como resultado decorrente dessas ações, destacam-se o encerramento do lixão que atendia ao município de Itacaré, na Bahia, entre outros.

Em entrevista exclusiva ao site da Granorte, Pedro Maranhão destacou o novo marco legal do saneamento básico que, segundo ele, modernizou o ambiente regulatório nacional, adicionando segurança jurídica e previsibilidade necessária à atração de investimentos privados significativos para o setor, de modo a estabelecer novas alternativas de financiamento e mecanismos para o alcance da universalização do acesso a esses serviços no Brasil, que, no caso dos componentes ‘abastecimento de água’ e ‘esgotamento sanitário’, consistem em atender pelo menos 99% e 90% da população, respectivamente, até 2033.

“Como resultados iniciais, cito os primeiros leilões realizados sob a influência da nova legislação, que garantiram investimentos em expansão e melhoria da infraestrutura e da operação da ordem de R$ 70 bilhões no setor, beneficiando uma população estimada em 19.660.221 habitantes, distribuída em 220 municípios”, frisa.

 

Maranhão

Ele informou que, conforme dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, o Maranhão apresenta alguns dos piores indicadores de saneamento quando comparado aos indicadores obtidos para os demais estados ou os indicadores nacionais. Em relação ao acesso aos serviços de saneamento, apenas 56,5% da população do estado é atendida com rede de água e 13,8% com rede de esgoto.

Esses percentuais observados para o Brasil foram 84,1% e 55,0%, respectivamente. Destacam-se, ainda, o índice de água não contabilizada ou perdida na distribuição de 59,1% e o índice de tratamento do esgoto gerado de apenas 13,6%. “Tais percentuais observados para o Brasil foram 40,1% e 50,8%, respectivamente. Nesse sentido, observa-se que o novo marco legal do saneamento traz novas esperanças para a melhoria e o alcance da universalização do acesso aos serviços de saneamento básico ao Maranhão”, pontua.

Para que o Maranhão avance nessa área, Pedro Maranhão afirmou que o primeiro passo foi dado com a aprovação da Lei Complementar 239/2021, que regionaliza em microrregiões de saneamento a prestação dos serviços de saneamento básico. “Restam os demais passos e a vontade política para estabelecer institucionalmente as estruturas regionalizadas de governança, de regulação e fiscalização da prestação dos serviços, a modelagem econômico-financeira adequada da prestação regionalizada no estado e a licitação das concessões”, diz.

Apesar dos entraves observados para a universalização dos serviços de saneamento básico, os avanços jurídicos, regulatórios e institucionais introduzidos pelo novo marco legal resultaram em um ambiente favorável à ampliação dos investimentos privados estruturantes no setor, de acordo com o maranhense. “O processo de superação do atraso existente no desenvolvimento do setor é complexo, entretanto, resultados importantes começam a ser observados no caminho em direção à universalização dos serviços públicos. Estes resultados devem ser comemorados”.

 

Modelo de políticas públicas

– Antes da aprovação do novo marco legal do saneamento, o modelo de políticas públicas adotado para o setor era predominantemente fundamentado na execução direta dos serviços pelos municípios ou por meio de delegação às companhias estaduais. Em tal modelo de prestação de serviços, com algumas exceções, não havia o estabelecimento de metas contratuais claras para o alcance da universalização do acesso aos serviços e de melhorias de eficiência operacional.

– Também não havia um marco regulatório eficiente na promoção da segurança jurídica e da estruturação dos arranjos institucionais necessários para o aporte de investimentos privados no setor. Tal situação em conjunto com a elevada dependência de recursos públicos para a realização dos investimentos necessários comprometeu a sustentabilidade econômico-financeira dos projetos da infraestrutura essenciais à universalização dos serviços assim como o desenvolvimento institucional em nível de regulação e fiscalização do setor.

– As ineficiências operacional, financeira, jurídica e institucional desse modelo resultaram nos déficits atuais de investimentos em expansão e operação. Com o objetivo de alterar esse cenário, foi aprovado o novo marco legal do saneamento básico (Lei 14.026/2020).

 

Novo marco legal

– O novo marco legal do saneamento básico modernizou o ambiente regulatório nacional, adicionando segurança jurídica e previsibilidade necessária à atração de investimentos privados significativos para o setor, de modo a estabelecer novas alternativas de financiamento e mecanismos para o alcance da universalização do acesso aos serviços de saneamento básico no Brasil, que no caso dos componentes abastecimento de água e esgotamento sanitário, consistem em atender pelo menos 99% e 90% da população, respectivamente, até 2033.

– Como resultados iniciais, destacam-se os primeiros leilões realizados sob a influência da nova legislação, que garantiram investimentos em expansão e melhoria da infraestrutura e da operação da ordem de R$ 70 bilhões no setor, beneficiando uma população estimada em 19.660.221 habitantes, distribuída em 220 municípios.

– O objetivo do novo marco legal do saneamento consiste exatamente em obter ganhos de escala a partir da modelagem por meio da formação de grupos de municípios que viabilizem, sob o ponto de vista econômico-financeiro, a universalização do acesso aos serviços de saneamento em municípios que não possuam capacidade individual para o alcance das metas, nos prazos estabelecidos

Elementos que remetem à natureza ganharão destaque em 2023

Faltando menos de 90 dias para o fim do ano, reformas, mudanças na decoração e até a compra de uma nova casa para melhorar o estilo de vida são projetos em evidência para 2023. A tendência é a utilização de muita pedra, madeira, materiais orgânicos e outros elementos que rementem à natureza. A ideia é, também, projetar espaços menos monótonos e que valorizem a luz.

Segundo a arquiteta maranhense Paula Azevedo, toda a linha orgânica está sendo levada para o lar, onde o consumidor pode se sentir mais confortável e ter mais aconchego, o que implica em mais saúde.

“Nós, seres humanos, temos a necessidade de estar em contato com a natureza. Na modernidade, com as construções urbanas e a grande demanda de trabalho, nos afastamos dela. Logo, uma forma de compensar é incorporar aos projetos elementos como pedras, lâminas de madeira e tudo aquilo que nos remeta à natureza e nos traga paz. A arquitetura consegue atingir esse objetivo. Não é apenas a questão de beleza ou estética. É muito mais do que isso”, diz Paula Azevedo.

Ao aliar estética e funcionalidade, as pedras naturais são parte integrante da decoração de casas, apartamentos e espaços comerciais, ajudando a trazer mais beleza, sofisticação e conforto aos espaços em que são instaladas.

As tendências ganham, cada vez mais, também, um toque de personalidade por meio de objetos e cores, ao contrário do minimalismo, moda que vai ficando para trás. As pessoas tendem a procurar conforto e ambientes mais acolhedores e menos estéreis e frios.

Segundo os especialistas, a harmonia é sempre positiva. As apostas são áreas de jantar e cozinhas integradas, salas integradas com a área externa aumentando a amplitude do ambiente, contribuindo também com uma melhor iluminação do imóvel e circulação de ar, bem como possibilitando uma maior relação com a natureza.

A escolha da cor para compor os ambientes também afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas dentro de um ambiente. Estão em alta os tons terrosos, quais sejam, o bege, o marrom e o creme. Estas cores, além de remeter à natureza, contribuem para a sensação de acolhimento dentro dos espaços. Esses tons também garantem um efeito de amplitude e ficam excelentes com pontos de cores na tonalidade azul e verde.

Seguindo a ideia de fluidez nos espaços, equilíbrio e conforto, as formas arredondadas destacam as formas mais orgânicas. Inclusive, referências dos anos 60 e 70 têm sido destaque quando se fala em móveis em curvas.  Além disso, os materiais também têm papel importante, com destaque para tecidos que sejam agradáveis ao toque, como o linho.

A restrição de contato com o mundo externo intensificou o movimento de trazer a natureza para dentro de casa. Com isso, cada vez mais os espaços precisam ser projetados considerando essa incorporação. Sendo assim, o estilo Urban Jungle continuará em destaque em 2023, favorecendo, inclusive, o desenvolvimento espiritual e a melhoria da saúde mental.

Mercado imobiliário e da construção civil aquecido na região de Barreirinhas – MA

A alta procura por imóveis foi uma das consequências positivas da pandemia do novo coronavírus no município de Barreirinhas e áreas próximas, porta de entrada para a região dos Lençóis Maranhenses. É que, segundo empresários da região, o mercado imobiliário e o setor da construção civil naquele ponto do mapa estão em franca-expansão, com destaque para imóveis usados como segunda residência.  Essa expansão também é uma realidade em Santo Amaro.

O turismo interno também está sendo favorecido, devido à alta permanente do dólar, que tem atraído não somente turistas de outras regiões do Brasil como do próprio estado. Empresas do ramo têm se instalado nos últimos meses na região, a exemplo de usinas de concreto e de terraplanagem.

“Percebe-se que no pós-pandemia o maranhense passou a investir na segunda moradia estilo veraneio. Essa tendência, que já se verifica em vários outros estados, ganhou espaço nos últimos anos tornando os Lençóis a região mais desejada quando se pensa nesse tipo de projeto”, afirma o empresário Ricardo Batista Costa, da RBC Construções, que gerencia o Residencial Quinta das Águas, empreendimento de médio/alto padrão, e o Cidade Jardins, do programa Casa Verde Amarela.

O empresário Vinicius Mota, proprietário da VM Empreendimentos, que gerencia oito condomínios em Barreirinhas, Santo Amaro e Atins, além de cinco em obras, sendo dois a serem entregues nos próximos três meses, destaca que as famílias estão cada vez mais buscando um refúgio para confraternizar e, nesse sentido, os empreendimentos erguidos naquela região são projetados pensando-se em cada detalhe. “Tudo para proporcionar esses momentos agradáveis. Esse comportamento aumentou durante e, principalmente, depois da pandemia”, frisa.

Na opinião do empresário, a região tem um potencial gigante. “São belezas naturais que encantam. Eu costumo dizer que aquela área dos Lençóis Maranhenses, por exemplo, é um lugar tão lindo e especial que podemos sentir a presença de Deus. Uma das razões para muitos maranhenses e pessoas de outros estados buscarem um imóvel em Barreirinhas ou em outra área daquela região”, enfatiza Mota.

Vinícius afirma que a empresa segue trabalhando e gerando, aproximadamente, 300 empregos diretos e indiretos, contribuindo com o desenvolvimento social e urbanístico da região. “Trabalhamos em parceria com a Prefeitura de Barreirinhas em projetos que beneficiam diretamente a população local e, também, a de Atins”, afirma.

O empresário, no entanto, aponta um ponto fraco. “A falta de infraestrutura em toda a região. É preciso muito investimento nessa área para proporcionar, inclusive, um turismo de melhor qualidade”, diz ele, informando que a empresa está lançando dois condomínios em Barreirinhas, um em Santo Amaro e outro em Atins.

De acordo com o contador Afonso Câmara, que tem residência em Santo Amaro, para onde costuma ir aos fins de semana e feriados, é visível o progresso da região no que diz respeito à construção de novos imóveis, motivada sobremaneira pelo melhoramento do acesso à cidade após a construção da ponte.

“O setor hoteleiro também cresceu bastante. Quando eu estava construindo a minha casa, havia poucos hotéis e pousadas, assim como restaurantes. Agora, está tudo movimentado e a tendência é crescer. Os imóveis estão muito bem avaliados com esse boom”, contou Afonso Câmara.

Custo da construção desacelera e sobe 0,33%

 

No mês de agosto, o Índice Nacional de Custo da Construção-M (Incc-M) desacelerou em relação a julho e subiu 0,33%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Conforme a FGV, no mês anterior, o índice teve taxa de 1,16%. Com isso, o índice acumula alta de 8,80% no ano e 11,40% em 12 meses.

Já na comparação interanual, em agosto do ano passado o índice havia subido 0,56%, com alta de 17,05% acumulada em 12 meses.

Além disso, entre os componentes do índice, a taxa relativa a materiais, equipamentos e serviços passou de 0,60% em julho para 0,14% em agosto. Já a taxa correspondente a materiais e equipamentos variou 0,03% em agosto, após subir 0,62% no mês anterior.

Todos os subgrupos tiveram decréscimo, com destaque em materiais para estrutura, que passou de 0,63% para -0,08%.

Os serviços passaram de 0,49% em julho para 0,68% em agosto, puxados pelo avanço da refeição pronta no local de trabalho, que subiu de 0,29% para 1,54%.

Já a mão de obra variou 0,54% em agosto, após alta de 1,76% em julho, puxada pela taxa de ajudante especializado, que foi de 1,68% em julho para 0,62% em agosto.

Entre as capitais, todas as pesquisadas apresentaram desaceleração em suas taxas de variação na passagem de julho para agosto: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Tiveram variação negativa Belo Horizonte (-0,06%) e Porto Alegre (-0,08%).

Espaço colaborativo que estimula a criatividade

Um espaço que adota o conceito de coworking e ainda oferece diversos cursos de marcenaria e serralheria é a proposta da Casa da Árvore (@casadaarvorecoworking), com instalações no bairro Olho d’Água e no Centro Histórico. Criado pelo designer Edie Garcia em parceria com os mestres em Design Helton Bezerra e Leanjoelson Andrade, o projeto disponibiliza um ambiente compartilhado entre amadores e profissionais para a fabricação de móveis e outros tipos de objetos. Existe desde 2019, deslanchando no período da pandemia do novo coronavírus.

Com ferramentas e maquinário à disposição dos frequentadores, é possível trabalhar por quantas horas se quiser levando-se apenas os insumos. O trabalho é prazeroso, um exercício de criatividade e desenvolvido em perfeita harmonia com a sustentabilidade. Nada é jogado fora, mas tudo é reaproveitado.

Edie Garcia conta que, como ele e os sócios perceberam que havia necessidade de capacitar as pessoas para usar o espaço e assim produzir os seus objetos, começaram a oferecer os cursos. Com o domínio das técnicas, é muito mais fácil tirar as ideias do papel e colocar na prática. Uma vez dado o pontapé inicial, os alunos viajam em suas criações e se surpreendem com eles próprios.

“O primeiro curso foi ministrado em julho de 2019 e, assim, nos tornamos uma escola de marcenaria e serralheria, além de oferecermos o espaço para coworking, que funciona durante toda a semana. O curso fez tanto sucesso que não paramos mais”, revelou, explicando que quando o interessado se inscreve, recebe todos os materiais necessários para as aulas práticas.

Terapia – O designer explica que a Casa da Árvore é geralmente procurada por pessoas que buscam fabricar móveis para suas próprias residências como passatempo. Ou seja, exatamente o que aconteceu durante a pandemia, quando muita gente utilizou o espaço para terapia ou como hobby. Como a graça pegou, muitos não paraam mais.

O fluxo diário varia entre 8 a 12 pessoas no coworking. Já os cursos, em sua maioria, têm duração de um dia com, no máximo, seis pessoas. O mais procurado, batizado de “Bem-vindo à Marcenaria”, custa R$ 299,90 e acontece das 8h30 às 18h. “Nossa missão é, também, incentivar o ‘faça você mesmo’ e levamos em consideração, ainda, a questão da sustentabilidade com o reaproveitamento de material”, detalha.

Edie conta que tudo começou com a ajuda de um amigo que estudou com ele na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O ex-sócio e idealizador do projeto, Leanjoelson, que era coordenador do curso de Designer da Universidade Ceuma à época, fez a proposta. “Eu tinha uma empresa de móveis planejados, mas havia fechado as portas. Como eu tinha muito maquinário e ele também, unimos o útil ao agradável. Decidimos abrir o espaço para podermos usar tudo o que estava parado. E aí, acabei reabrindo a fábrica dentro do próprio espaço”, conta.

O público que mais procura a Casa da Árvore é formado por mulheres, em torno de 65%. O projeto oferece mais de 15 cursos, que acontecem mensalmente. Edie destaca que o de marcenaria moderna, com duração de três semanas, já atraiu dezenas de alunos. “Alguns passaram a trabalhar nessa área e estão se dando muito bem”, finaliza.

 

Preços do aluguel da oficina

  • 1 hora – R$ 24,00
  • 8 horas – R$ 96,00
  • 40 horas – R$ 399,00
  • 160 horas – R$ 960,00

Contato: (98) 99162-4671

Sucessão empresarial exige união, foco, competência e muita persistência

As metas de crescimento das empresas familiares no Brasil são otimistas. Um estudo da PWC (PricewaterhouseCoopers) aponta que 78% delas esperam bons resultados para este ano. Essa perspectiva positiva se deve ao forte desempenho antes da Covid-19, no qual 63% experimentaram crescimento e apenas 13% registraram redução nas vendas.

Apesar do momento positivo, muitas empresas dessa natureza acabam entrando para o ranking das que fecham as portas antes do terceiro ano de existência. Uma das explicações é a falta de uma boa estrutura organizacional e da implantação de uma estrutura mínima de governança, uma vez que é comum não haver hierarquia administrativa, ou seja, todos os sócios delegam funções e tomam decisões importantes.

A transição entre gerações pode ser um dos principais desafios enfrentados pelo gestor de uma empresa familiar, de modo que o sucessor tenha capacidade de tomar a melhor decisão, bem como enfrentar as dificuldades que encontrará no decorrer do caminho com preparo e necessário empoderamento para tal

“Os desafios começam quando as próximas gerações vão vindo e a família aumenta. Sou parte da segunda geração de uma empresa familiar e hoje conduzo o negócio com um cunhado”, conta o empresário Márcio Búrigo, presidente do Conselho de Administração da Pozosul Cimentos, em atividade desde a década de 1970, sendo pioneira na produção de cimento com adição de cinzas Pozolânicas.

Búrigo comanda uma empresa familiar que pode servir de exemplo para muitas outras no Brasil. O negócio deu bastante certo, apesar das diversas dificuldades à época da transição, pois as rédeas da Pozosul, com sede em Santa Catarina, tiveram de passar de pai para filhos sem nenhum planejamento. O processo foi delicado e exigiu muita superação e aprendizado. A empresa tem um histórico expressivo nesse ramo de atividade, tendo, entre outras coisas, participado diretamente de grandes obras de infraestrutura, a exemplo da construção de hidroelétricas e túneis como fornecedor de cinza e cimento pozolânico.

O empresário conta que ele, a mãe e os irmãos precisaram assumir o controle com a morte do pai, sendo que, nos primeiros anos da transição, quase foram à bancarrota. “Naquela época, na década de 90, os acordos eram muito pessoais (fio do bigode). Havia pouca formalização de contratos. Logo, tudo foi muito difícil, pois nós não tínhamos a experiência acumulada pelo meu pai para poder tomar decisões do dia para a noite”, revela.

A empresa foi fundada por Aryovaldo Búrigo e tinha como objetivo a comercialização da cinza volante originária da queima de carvão do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Estudos sobre esse produto levaram Búrigo a pesquisar um cimento que era produzido no exterior, chamado Portland Pozolânico, que possuía em sua composição a mesma cinza que a Pozolana já comercializava.

Mudança repentina

Do dia para a noite, os herdeiros tiveram de tomar decisões sem entender muito do negócio. Surgiram dificuldades financeiras de toda ordem, incluindo atrasos de fornecedores, impostos a pagar, endividamento bancário e por aí vai. A solução veio com muito trabalho, segundo conta Búrigo.

“Contamos com a tecnologia e a informatização. Foi preciso reorganizar processos e documentos, a parte contábil, jurídica e a administrativa, o que levou entre seis ou sete anos até a estabilidade”, conta.

A família utilizou modelos de governança, como, por exemplo, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para poder trabalhar em diferentes planos. “Nós começamos meio que dividindo as tarefas, mas todo mundo tocava. Até formalizar um outro modelo, que depois veio com o Conselho de Administração, separado do Conselho de Família. Alguns familiares não participarem mais do negócio”, detalha.

O executivo afirma que, mesmo atuando em um setor bastante tradicional que é o da construção civil, a nova proposta da empresa se volta muito para todas as possibilidades de inovação. “Assim como meu pai inovou ao utilizar um resíduo da usina termelétrica como componente do cimento hoje usado no Brasil inteiro, acreditamos que a inovação como base é importante para a nossa continuidade, usando a tecnologia ou não, mas principalmente instigando a mentalidade das pessoas que compõem nossa equipe”, frisa.

Márcio Búrigo foi em busca de conhecimento e aprendizado para administrar o negócio da família. Ele é pós-graduado em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV e tem especialização em Marketing pela Madia Associados SP, além de muitos cursos de especialização em diversas áreas.

Além disso, possui certificação financeira CPA-20 pela Anbima e expertise no desenvolvimento de projetos imobiliários inteligentes em São Paulo e Santa Catarina. Ele é, também, responsável por liderar processos de M&A (fusões e aquisições), pela reestruturação de empresas e implantação de Governança Corporativa e Advisor de performance para empresários e empresas familiares.

No Brasil, as empresas mais bem-sucedidas são também longevas, pois possuem uma gestão estável e agem rapidamente. Elas são de fundamental importância e podem ser consideradas um dos pilares da economia. Há diferentes tipos, sendo que as mais conhecidas são a tradicional, onde a administração é exercida pelos próprios sócios, a híbrida, cuja administração é formada por sócios e por executivos, e a profissionalizada, cujos sócios são apenas quotistas, sendo a administração exercida, em quase sua totalidade, por profissionais contratados para essa finalidade mais comum nas SA de capital aberto.

Há vários aspectos que caracterizam uma empresa familiar e um deles é o senso intenso de propriedade. Como herdaram o patrimônio dos pais e dos avôs, a responsabilidade de continuar os negócios torna-se, às vezes, um pesado fardo, já que os herdeiros não tem no negócio seu sonho de vida. Um outro aspecto diz respeito à longa permanência dos membros (geralmente o patriarca concentrador) da família na empresa.

Segundo o IBGE, as empresas familiares representam cerca de 90% dos empreendimentos. Apesar desse percentual expressivo, apenas 24% delas se prepararam para a sucessão. Visando garantir a longevidade e manter a competitividade, tornando-as mais duradouras. A sucessão, por meio de um planejamento bem feito, é de fundamental importância, uma vez que ele proporcionará não só uma melhor operação com redução de custos, mas organizará a passagem do patrimônio para os herdeiros e sucessores de uma forma gradual, organizada, simples e desburocratizada.

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