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Empresas que cultivam boas práticas ambientais têm melhores resultados

 

Um estudo realizado recentemente pelo The Boston Consulting Group aponta que as empresas que cultivam boas práticas ambientais apresentam resultados melhores ao longo do tempo. Um bom exemplo é o uso de energia renovável, como a adesão às placas solares. É que o uso de equipamentos de grande porte em processos de produção representa alto consumo de energia. Com isso, a possibilidade de reduzir os gastos beneficia a indústria ao decidir pela energia sustentável.

Os setores da indústria, comércio e serviços representam cerca de 39,5% de toda energia solar utilizada no Brasil, atualmente, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. No Maranhão, um bom exemplo vem da Granorte S/A, com sede no município de Bacabeira. Trata-se da maior pedreira do estado e que atua com permanente investimento em tecnologia, máquinas e equipamentos.

A empresa investiu maciçamente em energia renovável e passou a dispor de uma usina solar para reduzir os impactos ambientais. A pedreira, conquistou, há alguns anos, a certificação de  Gestao Ambiental ISO 14001, bem como a certificação de Qualidade ISO 9001, a única da região as duas certificações.

O investimento em uma usina solar de 2 MWh,  se deu a partir da parceria com uma empresa de consultoria em gestão de energia elétrica consolidada no Brasil.

“Nossa ideia é alinhar sustentabilidade e desempenho financeiro, ao mesmo tempo em que reduzimos os impactos ambientais. Nós temos mais de 50 motores elétricos de diferentes potências em operação diariamente. É uma economia  que já pode ser empregado em outras coisas”, diz Pedro Salgueiro, que integra a diretoria da Granorte.

A energia solar acaba sendo a favorita entre as opções disponíveis no mercado por ser mais econômica a longo prazo, além de sustentável. No geral, em meio a uma das maiores crises hídricas da história do Brasil, os baixos níveis nos reservatórios de água refletiram negativamente no bolso da população. Com o aumento considerável na conta de energia, o cidadão tem buscado alternativas mais baratas e acessíveis no consumo de energia.

A alternativa de acompanhar em tempo real a quantidade de energia elétrica que está sendo produzida por meio da luz solar também é uma medida eficaz na redução do consumo, diminuindo custos que podem ser utilizados para a modernização da empresa e gerando mais lucro nos produtos com o valor agregado que a marca conquista por meio de reconhecimento de responsabilidade social atraindo e fidelizando o consumidor consciente e, também, recebendo mais valor no mercado de ações.

Investir em sistema de energia solar implica em retorno certo em uma fonte de energia que vai gerar economia de até 95% na conta de luz. A popularização do setor, em virtude dos benefícios, é um dos principais motivos que têm motivados empreendedores a instalarem energia solar em seus negócios.

Benefícios

São muitos os benefícios. É uma fonte de energia limpa e enquanto houver sol, haverá energia. As placas solares têm vida útil de 25 anos, e o investimento tem retorno em cinco anos, em média. É uma tecnologia livre de ruídos ou barulhos indesejáveis e se trata de um sistema de energia seguro.

Hoje em dia, o setor que mais investe em energia solar no Brasil é o de serviços e negócios. Um dos principais benefícios desses estabelecimentos é a redução imediata na conta de luz. Segundo estudos, essa economia acaba sendo convertida em potenciais diferenciais competitivos para as empresas, o que é outro diferencial para esse setor.

Nos segmentos do “líder” dos setores que mais investem em energia solar no Brasil, os restaurantes lideram o ranking de empresas que contam com o sistema. Escolas e faculdades aparecem logo abaixo. Assim como hotéis, padarias e academias finalizam os cinco segmentos que mais utilizam a energia solar.

No caso das pequenas empresas, a economia obtida a partir da instalação de um sistema de energia solar consegue dar uma segurança em relação ao desenvolvimento do empreendimento. A partir disso, é possível investir em equipamentos, parcerias e até mesmo em tecnologias.

Em segundo lugar na lista de setores que mais investem em energia solar, o agronegócio, um dos principais setores do nosso país, vem aderindo cada vez mais ao sistema de geração própria de eletricidade. Um dos principais pontos positivos do investimento para esse setor é a economia. Afinal, os produtores precisam muito do uso de energia, porém os altos valores das contas de energia comprometem o orçamento.

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Linha ferroviária construída pela China vai cruzar o deserto do Saara

 

Destinada a conectar a mina de ferro Gâra Djebilet, uma das mais significativas globalmente, ao resto da rede ferroviária do país, a China deu início à construção de uma linha ferroviária de 575 km na Argélia. A mina localizada no Deserto do Saara é parte de um acordo maior entre os dois países, que compreende a construção de mais de seis mil quilômetros de trilhos, com investimentos na ordem de US$ 36 bilhões.

A colaboração entre a China Railway Construction Corporation (CRCC) e a Argélia reflete um esforço contínuo para diversificar a economia argelina, atualmente dependente do petróleo e gás.

A nova infraestrutura não só facilitará o acesso ao ferro, que é essencial para a indústria siderúrgica chinesa, como também promete criar milhares de empregos, ligando regiões isoladas e potencializando o desenvolvimento econômico local.

Além disso, o projeto surge em um contexto de necessidade mútua. A China, um dos maiores produtores de aço do mundo, busca reduzir sua dependência de importações de ferro, especialmente da Austrália, com quem teve relações tensas nos últimos anos. Por outro lado, a Argélia procura aproveitar seus recursos minerais como uma alternativa às receitas do petróleo e gás.

O projeto é apenas uma parte dos acordos de cooperação firmados entre os dois países, que já resultaram na construção de mais de 1.200 quilômetros de rodovias na Argélia nos últimos 16 anos.

A China também se tornou a maior fonte de importações para a Argélia, fortalecendo ainda mais os laços econômicos e estratégicos entre as duas nações.

O interesse da China na mina de ferro se deve ao fato de o país ser um dos principais produtores de aço, mas que importa praticamente todo o ferro que utiliza e 70% dessas importações vêm de um único país: a Austrália. O problema é que as relações entre os dois países não eram as melhores há alguns anos e a China tem procurado diversificar as suas fontes.

Em 2017, a ideia de explorar a mina Gâra Djebilet começou a ser explorada, mas foi um desafio por dois motivos: o primeiro foi que ela fica no meio do nada, então algo como uma linha de trem muito longa teria que ser implantada. A segunda é que o ferro da mina contém grande quantidade de fósforo, algo que pode prejudicar o aço em certos níveis. Agora eles podem ter encontrado a chave para separar os dois minerais.

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Workshop discute transição energética

 

As projeções do Banco Mundial indicam que, nas próximas décadas, haverá um crescimento exponencial da demanda por alguns minerais, como cobre, lítio, grafita, cobalto e níquel, para atender ao consumo gerado pela transição energética.

Em razão dessas projeções, várias questões têm surgido, tanto por parte dos produtores desses minerais quanto das empresas que precisam deles para suprir o mundo das tecnologias e produtos que a descarbonização requer.

Foi justamente esse o assunto abordado no workshop “Minerais da Transição: Energias Limpas, Mobilidade e Novas Tecnologias”, realizado recentemente pela Brasil Mineral em São Paulo.

Foram debatidas questões como os caminhos para parcerias entre produtores de matérias-primas e consumidores; de que forma as indústrias de veículos elétricos, geração de energias limpas renováveis e outras tecnologias que contribuem para a descarbonização do mundo podem atuar conjuntamente com os produtores das matérias-primas minerais que elas demandam; e o papel que pode ser desempenhado pelo nióbio (do qual o Brasil é o maior produtor mundial) nas tecnologias para transição energética.

Dividido em três painéis, o evento reuniu representantes da cadeia de produção de minerais considerados essenciais para a transição energética e empresas produtoras de veículos elétricos e energias limpas e procurou discutir conjuntamente de que forma se pode enfrentar o desafio de suprir o mundo dos minerais que a transição energética requer.

O workshop foi idealizado para proporcionar o diálogo entre os diversos atores dessa cadeia e abrir o leque de discussões, visando contribuir para quebrar o paradigma do setor mineral falando para si mesmo, como ocorre na maioria dos casos.

Um dos painéis abordou como e quanto o setor automotivo pode colaborar com a indústria de mineração e o papel que todos têm para a descarbonização. Aliás, o grande desafio que a indústria automobilística tem hoje é a descarbonização, pois a emissão do dióxido de carbono em suas várias formas precisa ser mitigada ou zerada. E isso depende de toda a cadeia do automóvel.

Outro painel discutiu o que está acontecendo no Brasil em termos de evolução da produção e consumo de energias limpas, o papel que se espera para esse tipo de energia no futuro, para compor com energia hídrica (também renovável), um portfólio que deixa o Brasil numa posição única no mundo: um país em que mais de 90% de sua geração vem de fontes que não são as chamadas “fontes sujas”.

O evento mostrou que o Brasil tem recursos e tecnologia para desempenhar um papel preponderante na transição energética e se trata de discutir caminhos para agregar valor aos recursos que produz.

O Brasil tem uma posição ímpar na produção de terras raras, principalmente aquelas provenientes de argilas iônicas, cujo processo de produção é muito mais sustentável do ponto de vista ambiental. O setor tem se unido no sentido de procurar verticalizar a produção, indo desde a mineração até os produtos finais.

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Indústrias brasileiras ampliam volume de produção

 

Diante de uma melhora substancial na demanda, crescimento da atividade industrial do Brasil atingiu um pico de quase dois anos em fevereiro. Esse comportamento impulsionou a produção, conforme a pesquisa Índice de Gerentes de Compras.

O PMI da indústria brasileira subiu a 54,1 em fevereiro, de 52,8 em janeiro, chegando ao nível mais alto em 20 meses. A marca de 50 separa crescimento de contração.

As indústrias brasileiras registraram em fevereiro a segunda melhora seguida na entrada de novos trabalhos, no ritmo mais forte desde julho de 2021, embora as vendas internacionais tenham voltado a cair.

Tendo em vista essa melhora, os produtores ampliaram os volumes de produção, que chegou ao nível mais elevado em mais de dois anos e meio, com aquisições de maquinário e tentativas de reconstruir estoques.

O setor buscou aumentar a capacidade contratando funcionários de forma permanente em fevereiro, com o nível de emprego chegando ao nível mais forte em mais de um ano e meio.

É certo que os custos dos insumos aceleraram em fevereiro, mas a inflação no segmento ainda permaneceu abaixo da média de longo prazo. Enquanto algumas empresas citaram preços mais elevados de químicos, componentes eletrônicos, alimentos e fretes, outras relataram reduções em commodities agrícolas, combustíveis, gás natural e aço.

Algumas, no entanto, optaram por repassar parte dos custos aos clientes, resultando em um aumento dos preços cobrados, ainda que de forma moderada.

Um fator que ajudou a restringir a inflação de insumos foi a falta de pressão nas cadeias de ofertas, com os tempos de entrega de insumos aumentando apenas ligeiramente. As empresas que informaram atrasos citaram a lentidão de fretes internacionais, escassez de matéria-prima e bloqueio de importações, de acordo com o levantamento.

Em relação às perspectivas para os próximos 12 meses, os produtores brasileiros mostraram-se otimistas diante da inflação contida e da queda da taxa de juros, citando ainda lançamento de novos produtos e expectativas favoráveis para a demanda.

Após cinco cortes consecutivos de meio ponto percentual pelo Banco Central, a taxa Selic está atualmente em 11,25%, nível ainda elevado e restritivo à atividade econômica. O BC tem indicado manutenção do ritmo de afrouxamento monetário para as próximas reuniões, mas ponderando que os juros devem continuar em patamar contracionista.

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Obras de infraestrutura são esperança de menos problemas em períodos chuvosos na capital maranhense

Alagamentos e transtornos causados por chuvas em diversos bairros têm sido problemas recorrentes em São Luís. A cada gestão, o poder público executa forças-tarefas voltadas para serviços de melhoria da infraestrutura, que nem sempre dão o resultado esperado. No entanto, o esforço é grande para mudar a realidade e evitar uma série de desdobramentos negativos.

Recentemente, a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos de São Luís deu início a mais de 250 obras simultâneas com foco na resolução de problemas históricos causados por precipitações.

Mais de 40 obras de drenagem profunda começaram a ser realizadas em diversas áreas críticas. É o caso de bairros como Jambeiro, Vila Embratel, Santa Clara, Vila América, Vila Sapinho, Cidade Olímpica, Coroadinho, Vila dos Frades do Coroadinho e Avenida Lourenço Vieira da Silva, entre muitas outras localidades.

“Nossa intenção é encerrar problemas crônicos de alagamentos, implementando intervenções em áreas historicamente afetadas. A construção de toda essa infraestrutura desempenhará um papel essencial na prevenção de alagamentos, dando segurança aos moradores desses bairros em períodos chuvosos”, ressalta o prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

Ao resolver alagamentos recorrentes em determinadas áreas, segundo o titular da Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos, David Col Debella, as ações implementadas não apenas melhoram imediatamente a qualidade de vida dos habitantes, mas, também, estabelecem uma base sólida para o desenvolvimento urbano diante das mudanças climáticas.

“Estamos implementando não apenas soluções pontuais, mas construindo uma cidade mais preparada para os desafios climáticos que o futuro pode nos apresentar”, pontua Col Debella.

Na região que conecta os bairros Santa Bárbara e Cidade Olímpica, por exemplo, destaca-se o avanço na implementação da drenagem profunda ao longo dos quase 2 km da Rua da Secretaria, no bairro Santa Clara. A via desempenha uma função crucial ao conectar vários bairros da Zona Rural que historicamente enfrentam muitos problemas de alagamento.

Pavimentação de ruas

 

Todas as obras de drenagem são finalizadas com implantação de nova pavimentação. O programa ‘Asfalto Novo’, criado em 2021, no primeiro ano da atual gestão municipal, já concretizou a pavimentação de mais de 600 km em mais de 230 vias e 37 bairros. Esse esforço incluiu ruas e localidades que nunca foram asfaltadas, especialmente na Zona Rural.

Em conjunto com as intervenções de drenagem, o solo passa por um preparo que otimiza a aplicação do asfalto. Esse enfoque integrado não apenas aprimora a infraestrutura viária, mas contribui diretamente na longevidade dos serviços.

Os moradores compartilharam sua alegria e alívio ao verem as máquinas em ação, na esperança de que a realidade mude. Raimundo Pereira, 71, foi um dos primeiros moradores a chegar no Residencial Nestor. O aposentado, que já mora lá há mais de 20 anos, ressalta o período de espera dos moradores e de alguns dos desafios enfrentados.

“Sou um dos fundadores do bairro e a gente estava lutando há muitos anos por essas melhorias. Aqui, os carros de lotação não querem entrar, mas, agora, com a chegada do asfalto, esperamos que tudo melhore”, frisa Raimundo Pereira.

Luciana Felisberto, que também mora no Residencial Nestor, há 19 anos, e ocupa o cargo de presidente do Instituto Projeção Para Mulheres (IPM), um projeto que promove diálogos sobre garantia de direitos, políticas sociais e combate ao feminicídio entre as mulheres da comunidade.

“Esperamos ansiosamente por este momento. Ver as máquinas aqui é a realização de um sonho, estamos vivenciando algo que parecia impossível e que hoje é possível graças ao prefeito, e nós só temos que agradecer”, diz Luciana Felisberto.

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