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Granorte aposta em estratégias para preservar o meio ambiente

Coleta seletiva, implantação de dispositivos de umectação no processo de britagem para minimizar a aspersão de material particulado, monitoramento ambiental de ruído e realização de oficinas de reciclagem são algumas das estratégias utilizadas na Granorte para preservar o meio ambiente.
“Nós temos uma preocupação constante quanto a esse aspecto, uma vez que somos compromissados com o meio ambiente”, afirma a coordenadora administrativa da empresa, Marynalda Ferreira da Silva.

Marynalda afirma que há uma preocupação com a coleta e destinação dos resíduos sólidos, umectação de vias internas e no que diz respeito ao processo de britagem. Dentro dessa filosofia de preservação do meio ambiente, a empresa também promove palestras de conscientização sobre o uso dos recursos naturais, coleta seletiva e, além disso, realiza oficinas de reciclagem visando ao melhor uso dos resíduos gerados e à viabilização de possível geração de renda para a comunidade.

A conquista do ISO 14001 (selo relacionado à gestão ambiental), de acordo com a coordenadora, fortaleceu ainda mais o compromisso da Granorte com o gerenciamento de seus resíduos. “Nós construímos, por exemplo, uma central de resíduos que armazena temporariamente o material por tipologia para posterior destinação final em parceria com empresas licenciadas. No que diz respeito a alguns resíduos, como baterias e pneus, nós adotamos a prática da logística reversa, ou seja, fazendo o retorno eficiente e sustentável dos materiais já utilizados na cadeia produtiva”, destaca Marynalda Silva.

A empresa também investe em energia limpa por meio da migração ao Mercado Livre, um ambiente de negociação onde consumidores de grande porte podem comprar energia diretamente de um gerador, ao invés de adquirir da concessionária. Com essa estratégia, reduz o impacto ambiental e economia em cerca de 20% nos custos com energia.

“São mais de 50 motores elétricos de diferentes potências em operação diariamente. Logo, temos uma solução de energia limpa e ainda favorece nosso desempenho financeiro”, explica Pedro Salgueiro, da Diretoria de Marketing da Granorte

Pedro acrescenta que há uma preocupação de toda a empresa com relação ao que se pode fazer para preservar o planeta. “Nós observamos que as empresas do setor de construção civil e áreas afins estão cada vez mais adequando seus projetos e obras com o propósito da harmonia social, resgate da natureza e outros males. São ações de suma importância e nós fazemos a nossa parte aqui na Granorte”, finaliza Pedro Salgueiro.

10 formas de minimizar os impactos ambientais da sua empresa

1. Faça uma correta gestão dos seus resíduos. É preciso saber como coletar, armazenar, transportar, tratar e dar a devida destinação ao lixo da empresa.
2. Adote a coleta seletiva dos resíduos.
3. Reduza o consumo de papel. Lembre-se, inclusive, que a transformação digital é a porta de entrada para a Indústria 4.0. Digitalizar os processos e documentos traz eficiência, agilidade, produtividade e economia.
4. Recicle o que for possível reciclar.
5. Reduza a conta de água e de energia elétrica. Os resultados da empresa agradecerão, e a natureza também.
6. Faça uso da logística reversa, ou seja, recolha e reutilize, quando possível, produtos e materiais que tiverem o ciclo produtivo encerrado.
7. Embalagens descartáveis? Substitua-as por refis recicláveis.
8. Copinhos de café e água nunca mais! Distribua canecas de louça para cada colaborador tomar seu café e sua água sem agredir o meio ambiente.
9. Incentive os colaboradores a usarem meios de transporte alternativos, como bicicletas. É preciso contar com uma determinada infraestrutura para isso. Aqueles que aderirem podem ser recompensados (e isso não gera custo porque não será preciso utilizar vale-transporte).
10. Opte por parceiros que adotem a mesma política e optem por insumos recicláveis e não poluentes.

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Dicas para economizar na reforma

Reformar a casa, o apartamento ou outro espaço de moradia ou de trabalho é um desejo de grande parte da população brasileira. Para auxiliar quem está nessa jornada, listamos cinco dicas para quem deseja mudar e economizar neste processo:

Planejamento adequado

É de suma importância planejar tudo detalhadamente, buscando incluir as etapas da reforma, mão de obra necessária e materiais adequados. Assim, será possível ter um controle efetivo do orçamento

e evitar surpresas desagradáveis ao término.

Não mude de ideia. Siga o projeto estabelecido

Muitas das vezes, ao longo da reforma, surgem ideias que podem parecer boas na hora, mas que podem impactar significativamente no orçamento. Mantenha o foco no projeto estabelecido e evite mudanças desnecessárias que possam aumentar os gastos.

Escolha dos materiais

É uma das etapas mais importantes na reforma. É preciso levar em consideração a qualidade, a durabilidade e o custo. Os de baixa qualidade podem resultar em problemas no futuro, enquanto escolher materiais muito caros pode impactar negativamente no orçamento.

Evitar desperdício

A tinta é um item essencial em uma reforma. Por isso, é importante evitar o desperdício e calcular com precisão a quantidade necessária. Além disso, é importante usar uma boa técnica de aplicação para garantir uma boa cobertura e evitar o desperdício. Caso não tenha a destreza para aplicar a tintura, contrate um profissional capacitado.

Calcule de forma mais precisa os materiais necessários

É importante calcular a quantidade certa de materiais necessários para evitar o desperdício e o excesso de compras. Caso não tenha realizado uma reforma antes, conte com a ajuda de uma ferramenta que possa calcular para vocês esses materiais que deseja em seu projeto. Seguir essas dicas é uma ótima maneira de economizar na reforma da sua casa e garantir um resultado satisfatório sem ultrapassar o orçamento estabelecido.

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Granorte tem mulheres atuantes em seu quadro de colaboradores

Elas se orgulham de trabalhar em uma empresa do ramo industrial e ganham cada vez mais representatividade em uma área ainda dominada por homens

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A presença de mulheres nos diversos setores da construção civil tem se mostrado cada vez mais forte nos últimos anos. Apesar de ainda representarem uma parcela inferior a 20% do total de profissionais nesse ramo, as pesquisas mais recentes indicam um crescimento significativo.

Segundo dados mais recentes do Painel da Relação Anual de Informações Sociais do Ministério do Trabalho relativos a 2020, a participação das mulheres trabalhando com carteira assinada teve aumento de 5,5% em relação ao ano anterior.

Os dados também mostram que o número de postos ocupados por elas aumentou de 205.033 em 2019 para 216.330 em 2020. O aumento dessa participação se deve à maior procura das mulheres em busca de capacitação para atuar no setor. Para elas, essa mudança implica em mais empoderamento.

“Elas fazem a diferença. São competentes, comunicativas e extremamente dedicadas. Felizmente, há cada vez mais mulheres dispostas a enfrentar e vencer a desigualdade e o preconceito, pavimentando uma carreira em um segmento ainda dominado por homens. Aqui, elas ocupam diversos cargos”, diz o publicitário Pedro Salgueiro, da equipe da Granorte S/A, com sede em Bacabeira (MA).

Pedro Salgueiro conta que a empresa especializada em exploração, beneficiamento e comercialização de material britado para construção tem pelo menos dez funcionárias em seus quadros, sendo que algumas foram admitidas recentemente. É o caso de Amanda Duarte, que assumiu a Gerência Administrativa e Financeira há apenas três meses.

“Como mulher, eu me sinto realizada em receber a confiança do corpo diretivo da empresa, composto por homens. E trabalhar aqui também representa um recomeço na minha vida, pois perdi meu marido e precisei me ausentar do mercado, mas a empresa tem me permitido reingressar no campo profissional, contribuindo para o meu empoderamento”, afirma ela, que ficou viúva há três anos e tem uma filha de seis.

Amanda revela que tem prazer em trabalhar neste nicho, onde atua desde 2018, seja como consultora financeira ou funcionária direta, podendo participar de um quadro de gestão financeira com um papel de responsabilidade para a tomada de decisões. “Além, claro, de ter autonomia para negociar com fontes de recursos, ou seja, bancos e fornecedores”, frisa.

A coordenadora do Setor Pessoal da empresa, Thaila Albuquerque, que está há um ano na Granorte, acrescenta que trabalhar nesse segmento é uma experiência desafiadora e extremamente gratificante. “Ver projetos concluídos e saber que contribuí nesse processo é uma sensação incrível. Também me permite ter oportunidade de aprender novas habilidades e expandir as que já domino”, afirma.

Thaila tem a consciência de que o trabalho que realiza é gratificante e essencial para seu desenvolvimento profissional e pessoal. “Na Granorte, além de ter oportunidade de crescimento e liberdade de expressão para a tomada de decisões, também me sinto envolvida, participando ativamente dos novos projetos”.

 

De serviços gerias a coordenadora administrativa

 

Há mais tempo na empresa, a coordenadora administrativa Marynalda Ferreira da Silva começou como faxineira, assim que foi admitida, em 2014. “Durante nove anos, passei por diversos setores e cargos, tais como almoxarife, assistente administrativa, analista de qualidade e meio ambiente. Tudo isso contribuiu para o meu empoderamento na empresa e mostra que lugar de mulher é onde ela quiser”, orgulha-se.

Solteira e mãe de uma filha, Marynalda ressalta que tem satisfação de fazer parte de uma empresa acolhedora que investe em seus colaboradores, dando suporte e oportunidades de crescimento. “Durante toda minha trajetória na Granorte, me foram proporcionadas qualificações técnicas visando ao meu crescimento profissional, inclusive fora do meu estado de origem. Isso é gratificante para qualquer mulher. E mais ainda quando se trata do setor da industria da construção civil, área ainda com forte presença masculina”, pontuou.

Ana Paula Vieira, superintendente da empresa, destaca o crescimento da mão de obra feminina tanto no setor administrativo quanto no operacional da Granorte. Ela diz que, especificamente sobre a cultura de gêneros, a quebra desse paradigma depende muito mais do líder do que dos liderados.

“A situação só se torna um problema quando não se enxerga uma solução. Percebo que, atualmente, a mão de obra disponível no mercado já vem sendo moldada a essa nova realidade. No meu caso, por exemplo, minha equipe não me enxerga como mulher apenas, mas como uma líder que trabalha junto com eles para alcançar um objetivo em comum”, finaliza.

 

Mulheres no setor da construção civil

 

Entre os estados com maior desigualdade no que se refere a participação das mulheres na construção civil, estão: São Paulo, com apenas 15,5% de um total de 319.790 profissionais, Alagoas, com 18,05%, e Paraná, com 18,73%. Por outro lado, entre os estados com menor desigualdades estão Roraima (33,31%), Pará (28,23%), e Acre (27,44%).

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Mercado de imóveis é nicho rentável

São Luís – Um em cada quatro imóveis são comprados para investimentos no Brasil, segundo pesquisa da Brain Inteligência Estratégica. É uma prova de que o mercado de imóveis é muito presente na vida da população brasileira desde sempre.
Segundo especialistas, é quase impossível perder dinheiro com aplicações no mercado imobiliário. É que a valorização e o consequente resultado financeiro são certos quando se trata de transações no segmento, especialmente a longo prazo.

Entre as principais vantagens está a segurança do investimento e a rentabilidade proporcionada pela transação, principalmente durante períodos de instabilidade política e financeira, que podem influenciar nos investimentos em bolsas de valores, por exemplo.
Se bem estudado e com investimentos corretos, o mercado imobiliário pode trazer ganhos acima de fundos imobiliários, alternativa de renda variável na bolsa de valores.
É importante o comprador estar ciente de que no mercado imobiliário ele vai ter duas formas de receber os ativos, sendo na rentabilidade que é o valor que ele recebe oriundos do aluguel, e na valorização do imóvel na futura venda.

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Melhoram expectativas da construção civil

Divulgada nesta sexta-feira, 24/02, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Sondagem Indústria da Construção de janeiro aponta um movimento de queda no nível de atividade e no nível de emprego na construção civil, de novembro de 2022 até janeiro de 2023, mas as expectativas melhoram.

Segundo os economistas, essa queda é um movimento sazonal para o período. Em janeiro, o resultado é igual à sua média mensal.

Seja a média mensal do trimestre móvel de novembro a janeiro, seja somente o mês de janeiro, os resultados estão dentro de uma média histórica e podem ser atribuídos em grande parte pelo movimento sazonal do setor.

Pela pesquisa, as expectativas surpreenderam, pois apresentaram avanço expressivo em relação à queda. A confiança registrou recuperação de janeiro para fevereiro, bem como a intenção de investimento, após o recuo desses indicadores, que predominou nos últimos meses de 2022.

Além disso, embora os empresários do setor mostrem preocupação com a situação atual da economia brasileira, há uma percepção de melhora associada às condições da empresa para os próximos meses.

Todos os indicadores de expectativas subiram entre 4 e 5 pontos, voltando a atingir o campo otimista. Os empresários estão animados para novos lançamentos, geração de emprego, nível de atividade e para a compra de insumos.

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Setor da construção civil quer juros baixos em 2023

A indústria da construção civil defende uma política econômica que permita a redução da taxa básica de juros (Selic), estimule a competição entre fabricantes de matérias-primas e ajude a manter um fluxo regular de investimentos no governo a ser assumido pelo presidente eleito em 2023. O setor almeja que, nos próximos quatro anos, não haja alterações na regulamentação da construção (atualmente mais enxuta) e que Luiz Inácio Lula da Silva retome estímulos para a construção de moradia para a população mais carente.

Recentemente , o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, afirmou que o ponto-chave para o segmento é a regularidade no fluxo de investimentos. Ele disse ser preferível um volume menor de capital a um ritmo constante do que grandes aportes seguidos por freadas bruscas.

Afirmou que durante o governo Bolsonaro foram feitas concessões para investimentos estruturantes, como de rodovias e aeroportos, mas que, por outro lado, a infraestrutura de pequeno porte ficou em segundo plano e precisa ser retomada.

No principal programa de habitação do governo atual, o Casa Verde e Amarela (que substituiu o Minha Casa, Minha Vida), praticamente não houve contratações nos últimos anos no Grupo 1, destinado à população de renda mais baixa. Ele defende um debate em torno do assunto, pois “ninguém quer estourar o teto de gastos, mas é preciso resolver essa questão no Congresso”.

Alguns especialistas defendem ser imprescindível manter em ordem as contas públicas para que os juros possam cair. Atualmente a 13,75%, a taxa básica torna o investimento financeiro mais atraente do que o imobiliário. Segundo o executivo, a indústria da construção trabalha razoavelmente bem com um juro na faixa de 8,5%.

E mais: que é necessário estimular a indústria e desonerar as importações. Em 2020, foi reformulada uma norma que regulamenta o setor e que, por exemplo, permite que a gestão de riscos nos canteiros seja feita pela própria construtora, e não por uma fornecedora. Cálculos do Ministério da Economia indicavam que a mudança nas regras garantiu ao setor uma redução de custos de quase R$ 5 bilhões em dez anos.

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“Indústria maranhense está otimista com novo cenário local”, diz Cláudio Azevedo

Estimular a integração das cadeias produtivas e contribuir para um ambiente de negócios mais favorável é uma das funções do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão (CIMAR), atualmente sob o comando do empresário Cláudio Azevedo, vice-presidente executivo da Fiema. Nesta entrevista, o presidente da entidade fala sobre as estratégias para 2023, entraves que ainda dificultam o desemprenho das empresas locais fronteira agrícola,  invasões de terras, entre outros assuntos.

 

Em resumo, quais as estratégias do Centro das Indústrias do Estado do Maranhão para alavancar o desenvolvimento econômico local em 2023, exatamente após um período pandêmico?

O Centro das Indústrias do Maranhão tem trabalhado constantemente na atração de investimentos para o estado, fomentando o fortalecimento das cadeias produtivas e estimulando parcerias entre nossas empresas associadas e, também, grandes empresas que têm o desejo de estabelecer negócios no Maranhão. É finalidade principal do CIMAR, além de representar o interesse de seus associados, a expansão e promoção da atividade industrial, articulando ações e estimulando a competitividade no setor produtivo maranhense.

 

Quais seriam os principais gargalos que ainda atrapalham o desempenho da indústria maranhense em relação aos outros estados do Nordeste?

A indústria maranhense está bastante otimista com o novo cenário local, pós-eleições estaduais. O nosso estado ainda sofre bastante com a burocratização na obtenção de licenças, sejam elas ambientais, sanitárias ou de operação, o que tem dificultado o desempenho das nossas indústrias, além de gargalos logísticos que são históricos no Maranhão. Algumas questões como invasões de terras e de plantas industriais também tem nos preocupado, mas o CIMAR tem trabalhado ativamente para amenizar esses gargalos junto aos entes públicos e em parceria com a Fiema e seus conselhos temáticos.

 

Como se dá o papel do Cimar na criação da nova fronteira agrícola de grãos na região central do Maranhão?

O CIMAR, seguindo seu propósito de estimular a integração de cadeias produtivas e contribuir para um ambiente de negócios mais favorável a seus associados e ao setor produtivo maranhense, foi peça fundamental na articulação do estabelecimento da GEE S/A (Antiga RISA) em Barra do Corda, inserindo definitivamente o município na rota do agronegócio. Serão realizados investimentos nos segmentos de agricultura, fertilizantes, máquinas, defensivos, logística e trading, e nós, do Centro das Indústrias, promovemos, além do apoio na chegada da empresa à cidade, também o encontro dos investidores com o poder público local. Não podemos entrar em detalhes ainda, mas essa parceria gerará grandes frutos para a região central do nosso estado.

 

Quais os planos da entidade para auxiliar os associados nas mais diversas áreas, incluindo as de responsabilidade social, meio ambiente e crédito?

O CIMAR, como uma entidade que faz parte do Sistema Fiema, oferece a seus associados a possibilidade de usufruir de serviços da mais alta qualidade como o NAC (Núcleo de Acesso ao Crédito), que tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para as micro, pequenas e médias empresas. Participamos, também, do Conselho Temático do Meio Ambiente, onde discutimos as pautas ambientais no âmbito estadual e federal, colaborando com a sociedade e os entes governamentais e orientando nossos associados, e do Conselho Temático de Assuntos Legislativos, onde discutimos pautas legais de interesse do setor produtivo maranhense.

 

Quais as ações da entidade no que diz respeito a incidentes como invasões de terras, principalmente do segmento da siderurgia, celulose e mineração?

Infelizmente, nos últimos meses, temos acompanhado e testemunhado incidentes de invasões de terras no interior do nosso estado, e temos sido procurados para intermediar as negociações entre as empresas e o poder público, com bastante êxito, como podemos acompanhar pelas notícias da mídia. Tentamos sempre buscar uma solução conciliatória e equilibrada, pois entendemos que há sempre um contexto por trás de todas as ações que são tomadas. O CIMAR tem atuado junto ao setor produtivo como representante de seus interesses e defendendo o direito à propriedade de nossas indústrias, reconhecendo e exaltando o papel essencial que todas elas têm no desenvolvimento do Maranhão, na geração de emprego, renda, riquezas e pela grande contribuição tributária que todas elas geram para o erário estadual.

 

Quais suas considerações finais?

É importante salientar que somos uma entidade apartidária e sem fins lucrativos, que atua representando o interesse dos nossos associados com foco na expansão e promoção da atividade industrial no Maranhão. O CIMAR, apesar de criado em 1967, foi reativado em 2022 e já conta com dezenas de grandes indústrias, agroindústrias e empresas em seu quadro de associados, discutindo diariamente temas do interesse do Maranhão, participando de grupos de trabalho e conselhos com o objetivo de estimular o crescimento local com foco global, acreditando que temos potencial para nos tornarmos referência no Brasil e no mundo, nos fazendo valer dos grandes diferenciais que temos, como a altíssima capacidade produtiva das nossas terras, a posição estratégica do nosso porto e do nosso estado entre os biomas do nosso país. O CIMAR está de portas abertas para receber todas as empresas que tenham interesse de fazer parte do nosso quadro de associados com a certeza de que estaremos sempre ao lado do setor produtivo.

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Segundo jogo do Brasil na Copa do Mundo será em um estádio desmontável

O Estádio 974, onde acontecerá o segundo jogo do Brasil na Copa, desta vez contra a Suíça, na próxima segunda-feira (28), é assim chamado porque o número é o indicativo telefônico do Qatar e, também, porque foi construído com 974 contentores. Trata-se do primeiro estádio desmontável do mundo e estima-se que tenha custado mais de 300 milhões de euros.

Os contentores, fabricados pela China International Marine Containers, estão ligados por aço modular reciclado, que permite que seja desmontado após o Qatar 2022. No entanto, poderá ser convertido em infraestruturas variadas para os mais diferentes fins. Poderá, ainda, ser alugado e seguir para qualquer parte do mundo, onde poderá ser montado exatamente como está ou com ligeiras alterações.

Visto como imagem de sustentabilidade econômica e inovação, a infraestrutura permite uma economia de 40% de água e abdica do uso de ar condicionado, algo impensável nos outros sete estádios que acolhem o campeonato do Catar, onde as temperaturas superam os 30 graus e a humidade pode alcançar 65%. O projeto permite ventilação natural por meio de lacunas da estrutura e espaços entre os assentos, com brisas vindas do mar.

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Aprovados estímulos à habitação popular

Um conjunto de medidas para estimular a aderência a programas sociais de habitação popular foi aprovado por unanimidade pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS). As medidas incluem regulamentações acerca dos depósitos futuros, novidades no orçamento para 2023 e novos aportes no Orçamento Plurianual de 2024 a 2026.

A ideia, entre outras coisas, é ampliar o poder aquisitivo de grupos familiares elegíveis a programas sociais de habitação popular. O Conselho havia autorizado, em agosto, a utilização de depósitos futuros do FGTS (ou seja, valores que os empregadores ainda depositarão na conta dos funcionários) para amortizar ou liquidar dívidas de financiamentos imobiliários.

A medida funciona como caução, em que o trabalhador com carteira assinada amplia a capacidade de pagamento por meio da somatória de valores do FGTS e ainda reduz a taxa de juros cobrada pela instituição financeira contratada.

A novidade inclui grupos familiares com renda de até R$ 2.400,00 por mês (inclusos no Grupo 1 do programa Casa Verde e Amarela) à possibilidade de utilização deste benefício. Para a adaptação das instituições financeiras ao novo intervalo de renda, o Conselho também liberou prazo de 90 dias para implementar a medida.

Em relação ao orçamento para 2023, foi disponibilizado para a área da habitação R$3,7 bilhões a mais do que o aporte disponibilizado em 2022. Além disso, foi determinado investimento de R$ 9,5 bilhões em subsídios (descontos) para as famílias de baixa renda.

Com a deliberação, o orçamento passa a prever aplicação de R$68,1 bilhões em habitação, além do investimento em subsídios. A decisão é extremamente relevante segundo especialistas, já que, mais uma vez, o governo não previu subsídios no Orçamento da União para a aquisição de moradias no programa habitacional Casa Verde e Amarela.

Foi aprovado um investimento crescente de valores financiados para a habitação popular no Orçamento Plurianual de 2024 a 2026. Ao final do último ano, calcula-se que as contribuições chegarão a R$ 73,8 bilhões.

Já os recursos previstos para subsídios ficaram fixados em R$ 8,5 bilhões por ano — montante que poderá ser revisto anualmente, dependendo da saúde financeira do FGTS e da geração de empregos com carteira assinada.

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Construção civil deve ter crescimento acima do PIB este ano

A Confederação Nacional da Indústria e o Sindicato da Construção de São Paulo projetam alta de 7% e 6,1%, respectivamente, no setor este ano. Ou seja, acima do percentual previsto para o crescimento do país, de 2,7%, segundo Pesquisa Focus.

Em outras palavras, isto quer dizer que a indústria da construção poderá superar o nível pré-pandemia, de 2019. No segundo trimestre deste ano, enquanto o PIB brasileiro registrou alta de 1,2%, na comparação com os primeiros três meses de 2022, o setor cresceu 2,7%, de acordo com o IBGE. Essa aceleração fez com que a variação do acumulado dos 12 meses atingisse 10,5%, superando a taxa registrada no ano passado.

A recuperação do mercado de trabalho, formal e informal é a principal força desse crescimento. Afinal, em ano eleitoral há investimento maior, numa conjunção de finanças ainda mais favorável, em paralelo com o ciclo imobiliário de lançamentos e de vendas dos últimos dois anos, que estão se traduzindo em obras.

O impacto no mercado de trabalho resultou em 216 mil vagas no setor de janeiro a julho deste ano, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Trata-se de uma expansão de 9,38% na comparação com o registro de funcionários contratados no final do ano passado. Somente em julho, houve criação de 32.082 novas vagas, alta de 1,29% na comparação com junho.

Os números estão em linha com os da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, que registrou alta de 13,2%, ou mais 866 mil vagas na construção, em junho deste ano, em relação ao mesmo período de 2021.

No período de isolamento durante a pandemia, com o homeoffice e o auxílio emergencial pago pelo governo à população de baixa renda para enfrentar a crise sanitária, as famílias perceberam a necessidade de realizar reformas em casa. Segundo o Ibre FGV, isso deu um impulso na demanda por materiais de construção, que também se refletiu dentro do setor da construção.

Mesmo com a queda do PIB em 2020, principalmente por conta da contração no mercado de trabalho e na produção de material de construção, o ciclo de negócios do setor não parou, e até a redução da taxa de juros, até março de 2021, contribuiu para que o mercado ganhasse fôlego.

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Órgão especializado em paisagismo trabalha para deixar São Luís cada vez mais arborizada

Com cinco equipes operacionais encarregadas dos serviços direcionados às áreas verdes, incluindo plantio, poda, roço e retirada de vegetações em caso de emergência, o Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur) segue trabalhando para tornar São Luís uma cidade cada vez mais bonita, arborizada e sustentável. De janeiro a agosto deste ano, por exemplo, realizou 1.200 plantios e trans plantio de 15 exemplares. Além disso, fez 3.850 podas, 130 supressões e 37 remoções.

“Nós também realizamos serviços gerais de manutenção em 208 praças nesse mesmo intervalo de tempo, bem como roço e limpeza em 218.816 mil metros quadrados, incluindo canteiros e rotatórias”, informou Walber Filho, presidente do Impur.

Segundo ele, desde 2021, já na gestão do prefeito Eduardo Braide, a meta é obter maior celeridade na execução das atividades. Com a transferência da sede para a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos (SEMOSP), o trabalho passou a ser alinhado às intervenções civis com propósitos e ações que visam à melhoria do paisagismo na capital.

“Atualmente, estamos executando um projeto paisagístico na rotatória do Caolho, na Avenida dos Holandeses, dentro do programa ‘Trânsito Livre’. Os canteiros serão requalificados por meio de áreas permeáveis compostas por forrações e espécies arbustivas, proporcionando o embelezamento e revitalização do local”, detalhou.

 

Plantio

Conforme o presidente, algumas avenidas de São Luís, com corredores primários e que apresentam alto tráfego de automóveis e circulação de pedestres, precisam de plantio de novas árvores e manutenção constante da vegetação existente. É o caso da Avenida dos Franceses, São Luís Rei de França, Daniel de La Touche, Jerônimo de Albuquerque, Presidente Médici, Vitorino Freire, Euclides Figueiredo, Colares Moreira e Holandeses.

Ele informou, também, que o órgão tem grande interesse em firmar parcerias com a iniciativa privada e que, atualmente, isso é feito por meio de um termo de cooperação prévio entre o órgão municipal e a empresa, a qual apresenta o projeto paisagístico que pretende realizar.

“Posteriormente, esse projeto passa por uma análise do corpo técnico capacitado, que sugere adequações e decide a viabilidade dessa intervenção. O convênio apresenta ao setor privado as vantagens de se investir no paisagismo de espaços públicos livres, como rotatórias, canteiros centrais e praças por meio da valorização e embelezamento do entorno, bem como pela utilização do espaço para publicidade da empresa com sinalizações adequadas e padronizadas”, explicou.

Além das ações em associação com empresas, o órgão busca ampliar parcerias entre a comunidade e seus comitês gestores localizados no entorno de praças. Com isto, quer envolver a comunidade na fiscalização, cuidado e manutenção de áreas públicas. Dessa forma, os moradores dos bairros ocuparão os espaços gerando um sentimento de pertencimento e evitando depredação e vandalismo.

“O órgão está de portas abertas para a comunidade como um meio de diálogo entre o poder público e seus representantes, possibilitando maior agilidade no processo de solicitação e diminuindo o tempo de atendimento da demanda solicitada”, disse.

O Impur foi criado em 2012 e tem a função de planejar, operar e manter as áreas verdes públicas do município localizadas em ruas e avenidas, praças e parques, espaços abertos, ao redor de instituições públicas e privadas, bem como áreas livres de lotes.

 

A sede física fica na Avenida Santos Dumont, 2000, no bairro São Cristóvão.

As solicitações podem ser feitas presencialmente ou pelo email impurma@gmail.com ou pelo telefone 9186.6892.

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Com trabalho exemplar no Ministério do Desenvolvimento Regional, maranhense trabalha para universalizar acesso aos serviços de saneamento básico no Brasil

Atual secretário nacional de Saneamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, o maranhense Pedro Maranhão tem realizado um trabalho centrado e focado visando à universalização do acesso aos serviços de saneamento básico no Brasil. Economista, empresário e gestor de projetos de infraestrutura, ele atua desde a década de 80 em órgãos da administração pública, ocupando cargos de relevância como ministro interino, secretário de Estado da Casa Civil, chefe de Gabinete, diretor superintendente, secretário executivo, coordenador de projetos e membro de diversos Conselhos.

No âmbito do setor privado, sobressaiu-se em atividades nas áreas de energia, agroindústria e reflorestamento, sempre exercendo o papel de gestor e formulador de novos negócios. À frente do órgão nacional, tem contribuindo com sua expertise para dinamizar o setor. Entre 2019 e 2022, por exemplo, foram investidos pela Secretaria Nacional de Saneamento mais de R$ 9,3 bilhões em ações nas suas quatro componentes, além de investimentos em estudos e projetos e desenvolvimento institucional, beneficiando mais de 700 municípios, com destaque para esgotamento sanitário (R$ 4,2 bilhões) e abastecimento de água (R$ 2,7 bilhões).

No mesmo período, a Secretaria aprovou o total de 38 projetos de captação no mercado financeiro por meio de debêntures incentivadas (títulos de crédito) para o setor de saneamento, totalizando R$ 10,3 bilhões e a previsão de R$ 17,5 bilhões em investimentos. Destes R$ 10,3 bilhões aprovados, R$ 7,04 já foram captados no mercado. Paralelamente, promoveu ações e eventos visando à regionalização dos serviços de manejo de resíduos sólidos e o encerramento de lixões. Como resultado decorrente dessas ações, destacam-se o encerramento do lixão que atendia ao município de Itacaré, na Bahia, entre outros.

Em entrevista exclusiva ao site da Granorte, Pedro Maranhão destacou o novo marco legal do saneamento básico que, segundo ele, modernizou o ambiente regulatório nacional, adicionando segurança jurídica e previsibilidade necessária à atração de investimentos privados significativos para o setor, de modo a estabelecer novas alternativas de financiamento e mecanismos para o alcance da universalização do acesso a esses serviços no Brasil, que, no caso dos componentes ‘abastecimento de água’ e ‘esgotamento sanitário’, consistem em atender pelo menos 99% e 90% da população, respectivamente, até 2033.

“Como resultados iniciais, cito os primeiros leilões realizados sob a influência da nova legislação, que garantiram investimentos em expansão e melhoria da infraestrutura e da operação da ordem de R$ 70 bilhões no setor, beneficiando uma população estimada em 19.660.221 habitantes, distribuída em 220 municípios”, frisa.

 

Maranhão

Ele informou que, conforme dados do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento, o Maranhão apresenta alguns dos piores indicadores de saneamento quando comparado aos indicadores obtidos para os demais estados ou os indicadores nacionais. Em relação ao acesso aos serviços de saneamento, apenas 56,5% da população do estado é atendida com rede de água e 13,8% com rede de esgoto.

Esses percentuais observados para o Brasil foram 84,1% e 55,0%, respectivamente. Destacam-se, ainda, o índice de água não contabilizada ou perdida na distribuição de 59,1% e o índice de tratamento do esgoto gerado de apenas 13,6%. “Tais percentuais observados para o Brasil foram 40,1% e 50,8%, respectivamente. Nesse sentido, observa-se que o novo marco legal do saneamento traz novas esperanças para a melhoria e o alcance da universalização do acesso aos serviços de saneamento básico ao Maranhão”, pontua.

Para que o Maranhão avance nessa área, Pedro Maranhão afirmou que o primeiro passo foi dado com a aprovação da Lei Complementar 239/2021, que regionaliza em microrregiões de saneamento a prestação dos serviços de saneamento básico. “Restam os demais passos e a vontade política para estabelecer institucionalmente as estruturas regionalizadas de governança, de regulação e fiscalização da prestação dos serviços, a modelagem econômico-financeira adequada da prestação regionalizada no estado e a licitação das concessões”, diz.

Apesar dos entraves observados para a universalização dos serviços de saneamento básico, os avanços jurídicos, regulatórios e institucionais introduzidos pelo novo marco legal resultaram em um ambiente favorável à ampliação dos investimentos privados estruturantes no setor, de acordo com o maranhense. “O processo de superação do atraso existente no desenvolvimento do setor é complexo, entretanto, resultados importantes começam a ser observados no caminho em direção à universalização dos serviços públicos. Estes resultados devem ser comemorados”.

 

Modelo de políticas públicas

– Antes da aprovação do novo marco legal do saneamento, o modelo de políticas públicas adotado para o setor era predominantemente fundamentado na execução direta dos serviços pelos municípios ou por meio de delegação às companhias estaduais. Em tal modelo de prestação de serviços, com algumas exceções, não havia o estabelecimento de metas contratuais claras para o alcance da universalização do acesso aos serviços e de melhorias de eficiência operacional.

– Também não havia um marco regulatório eficiente na promoção da segurança jurídica e da estruturação dos arranjos institucionais necessários para o aporte de investimentos privados no setor. Tal situação em conjunto com a elevada dependência de recursos públicos para a realização dos investimentos necessários comprometeu a sustentabilidade econômico-financeira dos projetos da infraestrutura essenciais à universalização dos serviços assim como o desenvolvimento institucional em nível de regulação e fiscalização do setor.

– As ineficiências operacional, financeira, jurídica e institucional desse modelo resultaram nos déficits atuais de investimentos em expansão e operação. Com o objetivo de alterar esse cenário, foi aprovado o novo marco legal do saneamento básico (Lei 14.026/2020).

 

Novo marco legal

– O novo marco legal do saneamento básico modernizou o ambiente regulatório nacional, adicionando segurança jurídica e previsibilidade necessária à atração de investimentos privados significativos para o setor, de modo a estabelecer novas alternativas de financiamento e mecanismos para o alcance da universalização do acesso aos serviços de saneamento básico no Brasil, que no caso dos componentes abastecimento de água e esgotamento sanitário, consistem em atender pelo menos 99% e 90% da população, respectivamente, até 2033.

– Como resultados iniciais, destacam-se os primeiros leilões realizados sob a influência da nova legislação, que garantiram investimentos em expansão e melhoria da infraestrutura e da operação da ordem de R$ 70 bilhões no setor, beneficiando uma população estimada em 19.660.221 habitantes, distribuída em 220 municípios.

– O objetivo do novo marco legal do saneamento consiste exatamente em obter ganhos de escala a partir da modelagem por meio da formação de grupos de municípios que viabilizem, sob o ponto de vista econômico-financeiro, a universalização do acesso aos serviços de saneamento em municípios que não possuam capacidade individual para o alcance das metas, nos prazos estabelecidos

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Elementos que remetem à natureza ganharão destaque em 2023

Faltando menos de 90 dias para o fim do ano, reformas, mudanças na decoração e até a compra de uma nova casa para melhorar o estilo de vida são projetos em evidência para 2023. A tendência é a utilização de muita pedra, madeira, materiais orgânicos e outros elementos que rementem à natureza. A ideia é, também, projetar espaços menos monótonos e que valorizem a luz.

Segundo a arquiteta maranhense Paula Azevedo, toda a linha orgânica está sendo levada para o lar, onde o consumidor pode se sentir mais confortável e ter mais aconchego, o que implica em mais saúde.

“Nós, seres humanos, temos a necessidade de estar em contato com a natureza. Na modernidade, com as construções urbanas e a grande demanda de trabalho, nos afastamos dela. Logo, uma forma de compensar é incorporar aos projetos elementos como pedras, lâminas de madeira e tudo aquilo que nos remeta à natureza e nos traga paz. A arquitetura consegue atingir esse objetivo. Não é apenas a questão de beleza ou estética. É muito mais do que isso”, diz Paula Azevedo.

Ao aliar estética e funcionalidade, as pedras naturais são parte integrante da decoração de casas, apartamentos e espaços comerciais, ajudando a trazer mais beleza, sofisticação e conforto aos espaços em que são instaladas.

As tendências ganham, cada vez mais, também, um toque de personalidade por meio de objetos e cores, ao contrário do minimalismo, moda que vai ficando para trás. As pessoas tendem a procurar conforto e ambientes mais acolhedores e menos estéreis e frios.

Segundo os especialistas, a harmonia é sempre positiva. As apostas são áreas de jantar e cozinhas integradas, salas integradas com a área externa aumentando a amplitude do ambiente, contribuindo também com uma melhor iluminação do imóvel e circulação de ar, bem como possibilitando uma maior relação com a natureza.

A escolha da cor para compor os ambientes também afeta diretamente a qualidade de vida das pessoas dentro de um ambiente. Estão em alta os tons terrosos, quais sejam, o bege, o marrom e o creme. Estas cores, além de remeter à natureza, contribuem para a sensação de acolhimento dentro dos espaços. Esses tons também garantem um efeito de amplitude e ficam excelentes com pontos de cores na tonalidade azul e verde.

Seguindo a ideia de fluidez nos espaços, equilíbrio e conforto, as formas arredondadas destacam as formas mais orgânicas. Inclusive, referências dos anos 60 e 70 têm sido destaque quando se fala em móveis em curvas.  Além disso, os materiais também têm papel importante, com destaque para tecidos que sejam agradáveis ao toque, como o linho.

A restrição de contato com o mundo externo intensificou o movimento de trazer a natureza para dentro de casa. Com isso, cada vez mais os espaços precisam ser projetados considerando essa incorporação. Sendo assim, o estilo Urban Jungle continuará em destaque em 2023, favorecendo, inclusive, o desenvolvimento espiritual e a melhoria da saúde mental.

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Mercado imobiliário e da construção civil aquecido na região de Barreirinhas – MA

A alta procura por imóveis foi uma das consequências positivas da pandemia do novo coronavírus no município de Barreirinhas e áreas próximas, porta de entrada para a região dos Lençóis Maranhenses. É que, segundo empresários da região, o mercado imobiliário e o setor da construção civil naquele ponto do mapa estão em franca-expansão, com destaque para imóveis usados como segunda residência.  Essa expansão também é uma realidade em Santo Amaro.

O turismo interno também está sendo favorecido, devido à alta permanente do dólar, que tem atraído não somente turistas de outras regiões do Brasil como do próprio estado. Empresas do ramo têm se instalado nos últimos meses na região, a exemplo de usinas de concreto e de terraplanagem.

“Percebe-se que no pós-pandemia o maranhense passou a investir na segunda moradia estilo veraneio. Essa tendência, que já se verifica em vários outros estados, ganhou espaço nos últimos anos tornando os Lençóis a região mais desejada quando se pensa nesse tipo de projeto”, afirma o empresário Ricardo Batista Costa, da RBC Construções, que gerencia o Residencial Quinta das Águas, empreendimento de médio/alto padrão, e o Cidade Jardins, do programa Casa Verde Amarela.

O empresário Vinicius Mota, proprietário da VM Empreendimentos, que gerencia oito condomínios em Barreirinhas, Santo Amaro e Atins, além de cinco em obras, sendo dois a serem entregues nos próximos três meses, destaca que as famílias estão cada vez mais buscando um refúgio para confraternizar e, nesse sentido, os empreendimentos erguidos naquela região são projetados pensando-se em cada detalhe. “Tudo para proporcionar esses momentos agradáveis. Esse comportamento aumentou durante e, principalmente, depois da pandemia”, frisa.

Na opinião do empresário, a região tem um potencial gigante. “São belezas naturais que encantam. Eu costumo dizer que aquela área dos Lençóis Maranhenses, por exemplo, é um lugar tão lindo e especial que podemos sentir a presença de Deus. Uma das razões para muitos maranhenses e pessoas de outros estados buscarem um imóvel em Barreirinhas ou em outra área daquela região”, enfatiza Mota.

Vinícius afirma que a empresa segue trabalhando e gerando, aproximadamente, 300 empregos diretos e indiretos, contribuindo com o desenvolvimento social e urbanístico da região. “Trabalhamos em parceria com a Prefeitura de Barreirinhas em projetos que beneficiam diretamente a população local e, também, a de Atins”, afirma.

O empresário, no entanto, aponta um ponto fraco. “A falta de infraestrutura em toda a região. É preciso muito investimento nessa área para proporcionar, inclusive, um turismo de melhor qualidade”, diz ele, informando que a empresa está lançando dois condomínios em Barreirinhas, um em Santo Amaro e outro em Atins.

De acordo com o contador Afonso Câmara, que tem residência em Santo Amaro, para onde costuma ir aos fins de semana e feriados, é visível o progresso da região no que diz respeito à construção de novos imóveis, motivada sobremaneira pelo melhoramento do acesso à cidade após a construção da ponte.

“O setor hoteleiro também cresceu bastante. Quando eu estava construindo a minha casa, havia poucos hotéis e pousadas, assim como restaurantes. Agora, está tudo movimentado e a tendência é crescer. Os imóveis estão muito bem avaliados com esse boom”, contou Afonso Câmara.

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Custo da construção desacelera e sobe 0,33%

 

No mês de agosto, o Índice Nacional de Custo da Construção-M (Incc-M) desacelerou em relação a julho e subiu 0,33%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). Conforme a FGV, no mês anterior, o índice teve taxa de 1,16%. Com isso, o índice acumula alta de 8,80% no ano e 11,40% em 12 meses.

Já na comparação interanual, em agosto do ano passado o índice havia subido 0,56%, com alta de 17,05% acumulada em 12 meses.

Além disso, entre os componentes do índice, a taxa relativa a materiais, equipamentos e serviços passou de 0,60% em julho para 0,14% em agosto. Já a taxa correspondente a materiais e equipamentos variou 0,03% em agosto, após subir 0,62% no mês anterior.

Todos os subgrupos tiveram decréscimo, com destaque em materiais para estrutura, que passou de 0,63% para -0,08%.

Os serviços passaram de 0,49% em julho para 0,68% em agosto, puxados pelo avanço da refeição pronta no local de trabalho, que subiu de 0,29% para 1,54%.

Já a mão de obra variou 0,54% em agosto, após alta de 1,76% em julho, puxada pela taxa de ajudante especializado, que foi de 1,68% em julho para 0,62% em agosto.

Entre as capitais, todas as pesquisadas apresentaram desaceleração em suas taxas de variação na passagem de julho para agosto: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo. Tiveram variação negativa Belo Horizonte (-0,06%) e Porto Alegre (-0,08%).

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Espaço colaborativo que estimula a criatividade

Um espaço que adota o conceito de coworking e ainda oferece diversos cursos de marcenaria e serralheria é a proposta da Casa da Árvore (@casadaarvorecoworking), com instalações no bairro Olho d’Água e no Centro Histórico. Criado pelo designer Edie Garcia em parceria com os mestres em Design Helton Bezerra e Leanjoelson Andrade, o projeto disponibiliza um ambiente compartilhado entre amadores e profissionais para a fabricação de móveis e outros tipos de objetos. Existe desde 2019, deslanchando no período da pandemia do novo coronavírus.

Com ferramentas e maquinário à disposição dos frequentadores, é possível trabalhar por quantas horas se quiser levando-se apenas os insumos. O trabalho é prazeroso, um exercício de criatividade e desenvolvido em perfeita harmonia com a sustentabilidade. Nada é jogado fora, mas tudo é reaproveitado.

Edie Garcia conta que, como ele e os sócios perceberam que havia necessidade de capacitar as pessoas para usar o espaço e assim produzir os seus objetos, começaram a oferecer os cursos. Com o domínio das técnicas, é muito mais fácil tirar as ideias do papel e colocar na prática. Uma vez dado o pontapé inicial, os alunos viajam em suas criações e se surpreendem com eles próprios.

“O primeiro curso foi ministrado em julho de 2019 e, assim, nos tornamos uma escola de marcenaria e serralheria, além de oferecermos o espaço para coworking, que funciona durante toda a semana. O curso fez tanto sucesso que não paramos mais”, revelou, explicando que quando o interessado se inscreve, recebe todos os materiais necessários para as aulas práticas.

Terapia – O designer explica que a Casa da Árvore é geralmente procurada por pessoas que buscam fabricar móveis para suas próprias residências como passatempo. Ou seja, exatamente o que aconteceu durante a pandemia, quando muita gente utilizou o espaço para terapia ou como hobby. Como a graça pegou, muitos não paraam mais.

O fluxo diário varia entre 8 a 12 pessoas no coworking. Já os cursos, em sua maioria, têm duração de um dia com, no máximo, seis pessoas. O mais procurado, batizado de “Bem-vindo à Marcenaria”, custa R$ 299,90 e acontece das 8h30 às 18h. “Nossa missão é, também, incentivar o ‘faça você mesmo’ e levamos em consideração, ainda, a questão da sustentabilidade com o reaproveitamento de material”, detalha.

Edie conta que tudo começou com a ajuda de um amigo que estudou com ele na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O ex-sócio e idealizador do projeto, Leanjoelson, que era coordenador do curso de Designer da Universidade Ceuma à época, fez a proposta. “Eu tinha uma empresa de móveis planejados, mas havia fechado as portas. Como eu tinha muito maquinário e ele também, unimos o útil ao agradável. Decidimos abrir o espaço para podermos usar tudo o que estava parado. E aí, acabei reabrindo a fábrica dentro do próprio espaço”, conta.

O público que mais procura a Casa da Árvore é formado por mulheres, em torno de 65%. O projeto oferece mais de 15 cursos, que acontecem mensalmente. Edie destaca que o de marcenaria moderna, com duração de três semanas, já atraiu dezenas de alunos. “Alguns passaram a trabalhar nessa área e estão se dando muito bem”, finaliza.

 

Preços do aluguel da oficina

  • 1 hora – R$ 24,00
  • 8 horas – R$ 96,00
  • 40 horas – R$ 399,00
  • 160 horas – R$ 960,00

Contato: (98) 99162-4671

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Sucessão empresarial exige união, foco, competência e muita persistência

As metas de crescimento das empresas familiares no Brasil são otimistas. Um estudo da PWC (PricewaterhouseCoopers) aponta que 78% delas esperam bons resultados para este ano. Essa perspectiva positiva se deve ao forte desempenho antes da Covid-19, no qual 63% experimentaram crescimento e apenas 13% registraram redução nas vendas.

Apesar do momento positivo, muitas empresas dessa natureza acabam entrando para o ranking das que fecham as portas antes do terceiro ano de existência. Uma das explicações é a falta de uma boa estrutura organizacional e da implantação de uma estrutura mínima de governança, uma vez que é comum não haver hierarquia administrativa, ou seja, todos os sócios delegam funções e tomam decisões importantes.

A transição entre gerações pode ser um dos principais desafios enfrentados pelo gestor de uma empresa familiar, de modo que o sucessor tenha capacidade de tomar a melhor decisão, bem como enfrentar as dificuldades que encontrará no decorrer do caminho com preparo e necessário empoderamento para tal

“Os desafios começam quando as próximas gerações vão vindo e a família aumenta. Sou parte da segunda geração de uma empresa familiar e hoje conduzo o negócio com um cunhado”, conta o empresário Márcio Búrigo, presidente do Conselho de Administração da Pozosul Cimentos, em atividade desde a década de 1970, sendo pioneira na produção de cimento com adição de cinzas Pozolânicas.

Búrigo comanda uma empresa familiar que pode servir de exemplo para muitas outras no Brasil. O negócio deu bastante certo, apesar das diversas dificuldades à época da transição, pois as rédeas da Pozosul, com sede em Santa Catarina, tiveram de passar de pai para filhos sem nenhum planejamento. O processo foi delicado e exigiu muita superação e aprendizado. A empresa tem um histórico expressivo nesse ramo de atividade, tendo, entre outras coisas, participado diretamente de grandes obras de infraestrutura, a exemplo da construção de hidroelétricas e túneis como fornecedor de cinza e cimento pozolânico.

O empresário conta que ele, a mãe e os irmãos precisaram assumir o controle com a morte do pai, sendo que, nos primeiros anos da transição, quase foram à bancarrota. “Naquela época, na década de 90, os acordos eram muito pessoais (fio do bigode). Havia pouca formalização de contratos. Logo, tudo foi muito difícil, pois nós não tínhamos a experiência acumulada pelo meu pai para poder tomar decisões do dia para a noite”, revela.

A empresa foi fundada por Aryovaldo Búrigo e tinha como objetivo a comercialização da cinza volante originária da queima de carvão do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda. Estudos sobre esse produto levaram Búrigo a pesquisar um cimento que era produzido no exterior, chamado Portland Pozolânico, que possuía em sua composição a mesma cinza que a Pozolana já comercializava.

Mudança repentina

Do dia para a noite, os herdeiros tiveram de tomar decisões sem entender muito do negócio. Surgiram dificuldades financeiras de toda ordem, incluindo atrasos de fornecedores, impostos a pagar, endividamento bancário e por aí vai. A solução veio com muito trabalho, segundo conta Búrigo.

“Contamos com a tecnologia e a informatização. Foi preciso reorganizar processos e documentos, a parte contábil, jurídica e a administrativa, o que levou entre seis ou sete anos até a estabilidade”, conta.

A família utilizou modelos de governança, como, por exemplo, do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) para poder trabalhar em diferentes planos. “Nós começamos meio que dividindo as tarefas, mas todo mundo tocava. Até formalizar um outro modelo, que depois veio com o Conselho de Administração, separado do Conselho de Família. Alguns familiares não participarem mais do negócio”, detalha.

O executivo afirma que, mesmo atuando em um setor bastante tradicional que é o da construção civil, a nova proposta da empresa se volta muito para todas as possibilidades de inovação. “Assim como meu pai inovou ao utilizar um resíduo da usina termelétrica como componente do cimento hoje usado no Brasil inteiro, acreditamos que a inovação como base é importante para a nossa continuidade, usando a tecnologia ou não, mas principalmente instigando a mentalidade das pessoas que compõem nossa equipe”, frisa.

Márcio Búrigo foi em busca de conhecimento e aprendizado para administrar o negócio da família. Ele é pós-graduado em Gestão de Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV e tem especialização em Marketing pela Madia Associados SP, além de muitos cursos de especialização em diversas áreas.

Além disso, possui certificação financeira CPA-20 pela Anbima e expertise no desenvolvimento de projetos imobiliários inteligentes em São Paulo e Santa Catarina. Ele é, também, responsável por liderar processos de M&A (fusões e aquisições), pela reestruturação de empresas e implantação de Governança Corporativa e Advisor de performance para empresários e empresas familiares.

No Brasil, as empresas mais bem-sucedidas são também longevas, pois possuem uma gestão estável e agem rapidamente. Elas são de fundamental importância e podem ser consideradas um dos pilares da economia. Há diferentes tipos, sendo que as mais conhecidas são a tradicional, onde a administração é exercida pelos próprios sócios, a híbrida, cuja administração é formada por sócios e por executivos, e a profissionalizada, cujos sócios são apenas quotistas, sendo a administração exercida, em quase sua totalidade, por profissionais contratados para essa finalidade mais comum nas SA de capital aberto.

Há vários aspectos que caracterizam uma empresa familiar e um deles é o senso intenso de propriedade. Como herdaram o patrimônio dos pais e dos avôs, a responsabilidade de continuar os negócios torna-se, às vezes, um pesado fardo, já que os herdeiros não tem no negócio seu sonho de vida. Um outro aspecto diz respeito à longa permanência dos membros (geralmente o patriarca concentrador) da família na empresa.

Segundo o IBGE, as empresas familiares representam cerca de 90% dos empreendimentos. Apesar desse percentual expressivo, apenas 24% delas se prepararam para a sucessão. Visando garantir a longevidade e manter a competitividade, tornando-as mais duradouras. A sucessão, por meio de um planejamento bem feito, é de fundamental importância, uma vez que ele proporcionará não só uma melhor operação com redução de custos, mas organizará a passagem do patrimônio para os herdeiros e sucessores de uma forma gradual, organizada, simples e desburocratizada.

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Granorte realiza capacitação de colaboradores para interpretação das normas ISO 14001/2015 e ISO 9001/2015 e formação de auditores internos

A Granorte promoveu um treinamento comandado por profissionais do Instituto Nacional de Educação e Desenvolvimento (INAED) visando à capacitação dos colaboradores em torno das certificações ISO 9001:2015 (Qualidade) e ISO 14001:2015 (Meio Ambiente), ambos conquistadas pela empresa há, pelo menos, quatro anos.

O treinamento foi voltado para a interpretação dos requisitos das normas e a formação da equipe como auditores internos. “O treinamento é de extrema importância para promover conhecimento dos procedimentos internos da empresa visando sempre às melhorias contínuas dos nossos processos”, disse Marynalda Ferreira, coordenadora administrativa da Granorte.

Marynalda Ferreira explicou que as duas normas têm validade de três anos, com auditorias anuais de verificação, tendo em vista a eficácia e melhoria do Sistema de Gestão da empresa.

“Quando uma empresa não cumpre o que é estabelecido por uma norma e não consegue manter a eficácia do sistema de gestão, ela corre o risco de perder a certificação. Logo, é essencial essa capacitação, durante a qual também fazemos uma avaliação das nossas ações nessas duas áreas específicas”, frisou,

A coordenadora administrativa destacou que todo sistema de gestão busca otimizar os processos no dia a dia do empreendimento por meio dos procedimentos e controles internos. “Por isso, o processo de interpretação e formação de auditores internos foi de fundamental importância para capacitar os gestores a administrar o Sistema de Gestão Integrado de forma que todos os processos sejam cumpridos como estabelece os procedimentos internos de gestão”, finalizou.

A certificação IS0 9001 é uma norma mundial de Sistema de Gestão de Qualidade que, no Brasil, baseia-se nas definições da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela pode ser implementada em conjunto com outras normas e por empresas de qualquer porte, independentemente da área de atividade. No início, tinha como foco a padronização de processos e produtos.

Após atualizações, passou a auxiliar, também, na qualidade da entrega de produtos e serviços, bem como no processo de planejamento estratégico das empresas. Para isso, envolve diretamente todos os escalões das organizações certificadas. O Sistema de Gestão de Qualidade atua de modo a contribuir com a gestão.

Assim, permite encontrar e corrigir processos ineficientes que ocorrem dentro de uma empresa. A implementação é, ainda, uma maneira de documentar a cultura da organização, de modo a garantir que o negócio cresça e mantenha a qualidade tanto de seus bens quanto dos serviços prestados.

Já a certificação ISO 14001 é almejada por empresas que desejam estabelecer ou aprimorar seus sistemas de gestão ambiental, estar seguras sobre políticas ambientais praticadas ou demonstrar estar de acordo com práticas sustentáveis.

A aplicação da norma depende de fatores como a política ambiental da organização, a natureza das atividades por ela desenvolvidas, seus produtos e serviços, dos locais e as condições nas quais o sistema funciona. Os princípios de gestão da norma são comuns aos da ISO 9001.

Essa certificação obriga a identificação de todos os aspectos ambientais provocados pelas operações, o estudo de como eles acontecem e as soluções para minimizá-los e eliminá-los. Isso ajuda na preservação do meio ambiente, no controle de seus impactos, no controle de custos, na redução de riscos, na melhoria do desenvolvimento sustentável e, até mesmo, na melhoria de produtividade e redução de custos”, frisa, enfatizando a questão do gerenciamento de resíduos sólidos, que permite melhor reaproveitamento dos materiais que são resultados do processo produtivo e a redução dos impactos ao meio ambiente, o que é feito pela Granorte.

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Realidade aumentada na construção civil e arquitetura é tendência

A moda agora na construção civil é a interação do real com o virtual. Engenheiros e arquitetos estão projetando a realidade das obras aos modelos que estão nas telas dos computadores, algo que os profissionais maranhenses também já dominam. As áreas de arquitetura, engenharia e construção civil estão entre as indústrias que terão maior impacto causado pela realidade aumentada, ficando atrás apenas das de jogos e educação.

Por meio de aplicativos de celular ou tablet, é possível projetar elementos e visualizá-los na tela do aparelho, ou ainda, pode-se observar os objetos no meio físico, com o auxílio de óculos de realidade aumentada.

A ideia de utilização desses aplicativos é realmente auxiliar no momento da obra, pois isso proporciona uma visão mais exata do que será construído, dos materiais, instalações e passo a passo, que muitas vezes é difícil de entender apenas por desenhos. Assim, plantas 3D e hologramas de maquetes são usados para melhorar a compreensão e facilitar a execução.

Um exemplo é quando queremos comprar algum móvel e alguns aplicativos que contêm a realidade aumentada nos permitem ver como ficará no local escolhido apenas usando a câmera do seu celular. É uma interação muito intuitiva a respeito das estruturas e dos ambientes. Uma tecnologia que possibilita identificar e corrigir as inconformidades geométricas, bem como controlar as ações para que o resultado seja mais assertivo.

Os responsáveis pela obra, tais sejam, engenheiros, arquitetos e mestres de obras, podem, ao mesmo tempo e em tempo real, observar o andamento da construção. Para tal, eles nem precisam estar em um mesmo local, uma vez que o software pode ser acessado de qualquer local em que a pessoa esteja, basta ter o programa adequado no computador e acesso à internet. Isto é possível também na arquitetura.

Avaliações – Aliás, tanto em uma quanto na outra a visualização antecipada das formas pode acelerar a avaliação de resultados e de simulações, bem como auxiliar a fabricação de componentes estruturais e agilizar o cotidiano da obra. O impacto é percebido na aceitação dos projetos, nos custos e no valor agregado ao serviço. O melhor de tudo é que a realidade aumentada é capaz de antecipar o resultado final.

No caso da arquitetura, programas são úteis não somente para a decoração de interiores ou pequenos ambientes, mas é possível criar espaços interativos com projetos em 3D, maquetes e até desenhar em três dimensões. A percepção da luminosidade e o dimensionamento dos cômodos são os recursos mais procurados nessa tecnologia. A imersão proporcionada pelas imagens em realidade aumentada traz credibilidade e reduz as chances de dúvidas por parte dos clientes e de erros por parte dos parceiros da obra.

Alguns aplicativos já mostram, por exemplo, o passo a passo de procedimentos e instalações de equipamentos nos canteiros de obras. Isso pode diminuir muito a ocorrência de erros. Além disso, a realidade aumentada possibilita diversos cenários de canteiros de obras e isso auxilia muito no momento de pôr a mão na massa. Os treinamentos desempenham um papel de destaque no sucesso da empresa e com a essa tecnologia, fica mais fácil fazer isso.

 

Realidade Aumentada? Como assim?

Nada mais é do que uma mistura de elementos virtuais e reais em um ambiente físico, diferente da realidade virtual, que cria um ambiente totalmente novo e independente do mundo real. Ela já vem sendo usada há algum tempo e está se popularizando por agora estar viável em celulares e tablets. Além disso, pode beneficiar arquitetos, engenheiros e toda a equipe de construção, aumentando a precisão e eficiência, reduzindo os erros e economizando tempo, dinheiro e recursos.

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Brita: opção para drenagem em jardins e remineralização do solo

A brita é a grande aliada na montagem de jardins, vasos e canteiros. É que o produto garante eficiente drenagem, sem excesso de água. O melhor de tudo é que é excelente para a remineralização do solo, a partir da incorporação do pó da rocha, o que permite diversificar as fontes minerais de macro e micronutrientes a serem absorvidos pela planta.

Na verdade, mais do que escolher as plantas e produtos ideais para cada projeto de paisagismo, é preciso criar um sistema de drenagem realmente eficaz, pois o excesso de água das regas e da chuva pode encharcar a terra e apodrecer as raízes. Há grande quantidade de brita para jardim disponível no mercado.

Enquanto as pedras mais “nobres” ficam bem na decoração, a brita ainda é a mais indicada para o sistema de drenagem por seu baixo custo e funcionalidade garantida. “A brita, sem dúvida, é excelente para esse fim. É uma prática altamente sustentável, principalmente neste momento em que o Brasil precisa comunicar ao mundo atitudes dessa natureza”, frisa o publicitário Pedro Salgueiro, da equipe de comunicação da Granorte, empresa especializada na produção de material britado para construção.

Segundo os especialistas em jardinagem, para cada vaso ou jardineira, o processo de drenagem é formado por 1/3 de brita e 2/3 de areia misturada com terra vegetal adubada. Nesse caso, a brita do tipo 1 e a areia produzidas são excelentes opções para garantir a qualidade do serviço.

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), na incorporação de pó de rocha ao solo, podem ser aproveitados elementos como cálcio, magnésio, potássio, cobre, ferro, manganês, silício e zinco, entre outros. Debruçados sobre o assunto, os pesquisadores detectaram ainda a necessidade de uso de microrganismos para melhor absorção desses minérios. Fungos ou bactérias se alimentam do agromineral e liberam no solo nutrientes que serão aproveitados pela planta, formando uma cadeia alimentar específica.

 

Montagem de vasos

 

A drenagem pode e deve ser utilizada no plantio doméstico. Veja o passo a passo:

– Escolha o vaso levando em conta o tamanho da espécie a ser plantada

– Coloque um caco de telha sobre o furo do vaso para impedir que ele entupa

– Coloque uma camada de brita

– Aplique a manta de bidim

– Coloque a areia com terra vegetal adubada

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Décima sexta edição do ‘Encontro de Miolos’ acontecerá graças ao patrocínio da Granorte

A Granorte é a patrocinadora oficial do 16º Encontro de Miolos, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura. O evento, já tradicional no calendário junino local, acontece nesta sexta-feira, das 9h às 20h, na Praça dos Catraieiros, em frente à Casa do Maranhão, na Praia Grande.

“Nós já incentivamos o esporte maranhense patrocinando o Moto Club. Agora, estamos de mãos dadas com a cultura, contribuindo para o sucesso do Encontro de Miolos, que valoriza os brincantes que dão vida e graça ao couro do boi, personagem principal do bumba meu boi do nosso estado”, diz o publicitário Pedro Salgueiro, coordenador do setor de Marketing da empresa.

A Lei Estadual de Incentivo à Cultura é uma oportunidade para as empresas patrocinem projetos culturais e tenham ganho de marca significativo, uma vez que investem o recurso que seria o pagamento de um imposto, transformando-o em um ganho para a sociedade com ações culturais.

“Nós estamos muito felizes com essa parceria. Já tínhamos a informação de que a Granorte incentivava o esporte e, assim, buscamos um diálogo para que tivéssemos esse apoio, também, na área cultural, o que para nós é uma honra, dada a importância da empresa para o Maranhão”, afirma Sandra Barbosa, integrante da produção do evento.

O ‘Encontro de Miolos’ terá início às 9h, com a apresentação da banda de músicos do Exército Brasileiro, horário em que o público poderá acompanhar, também, a exposição de couros de bois. Por volta das 15h, será a vez da banda marcial da Guarda Municipal e, às 17h, o cortejo de miolos pelas ruas do Centro Histórico. Mais tarde, às 18h, haverá apresentação de cantadores de grupos de bumba meu boi. O encerramento da festa, às 19h, será com o Boi da Maioba.

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Tendência no mercado da construção, Granorte investe na produção de areia industrial

Especializada na produção de material britado para construção, a Granorte é a única empresa do segmento no Maranhão que investe na produção de areia industrial: nova tendência no mercado da construção civil. Segundo a superintendente Ana Paula Vieira Silva, eram produzidas, na Central de Britagem, 20 toneladas por hora e a projeção é aumentar esse quantitativo para 50 toneladas por hora.

“Nós fizemos uma pausa na produção para colocarmos em prática nosso projeto de expansão, haja vista que conhecemos as vantagens desse produto, que gera uma alta demanda”, explicou Ana Paula Vieira, informando que a empresa voltará a produzir, em maior escala, a partir do mês de setembro deste ano.

A empresa, conforme a superintendente, subsidiou vários ensaios tecnológicos no laboratório do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em parceria com diversos clientes. O estudo científico ensejou uma bateria de testes e os resultados foram os melhores possíveis, gerando encomendas significativas.

Além disso, a iniciativa da Granorte chamou a atenção de universitários de algumas instituições de ensino superior de São Luís, incluindo a Universidade Ceuma e a UNDB, que estão detalhando a metodologia em suas monografias de conclusão de curso. Em seus trabalhos, eles abordam o emprego da areia industrial na fabricação, por exemplo, de bloquetes e cimento.

A superintendente frisou que a areia industrial difere do pó de brita, uma vez que algumas empresas acabam vendendo “gato por lebre”, o que não é correto, pois os dois produtos diferem conforme suas granulometrias. “O pó de brita tem granulometria de 5 mm para baixo. Já a granulometria da areia equivale a 2,5 mm para baixo”, explicou Ana Paula Vieira.

A areia industrial agrega uma série de vantagens, como economia no uso do cimento, ausência de impurezas orgânicas e materiais argilosos, constância nos traços do concreto, maior aderência da pasta de cimento e preservação de leitos e margens de rios. Trata-se de um agregado gerado pela britagem de rochas e cuja utilização na produção de argamassas tem sido cada vez mais frequente, na medida em que as jazidas de areia natural ou se esgotam ou sofrem restrições ambientais.

O produto é obtido nas instalações de britagem e geralmente tem sua produção em locais mais próximos das centrais de concreto ou das obras, aproveitando parte do material de descarte das minerações. Isso tem aumentado a demanda e feito com que os fabricantes de equipamentos de britagem invistam em tecnologia para obter materiais regulares, com boa distribuição granulométrica e baixo teor de material fino. Ou seja, procura-se ficar mais próximo possível da areia natural, o que permitiria sua substituição total.

Obras civis e de infraestrutura, e até mesmo a construção de rodovias de pavimento rígido, estão entre os mercados. Grandes e pequenas barragens e estruturas de sustentação de energia eólica são outros exemplos.

 

Fique por dentro

 

– Além de diminuir os efeitos sobre o meio ambiente, a areia de brita apresenta vantagens econômicas e tecnológicas.

– Ela pode ser processada a seco, eliminando o ônus inerente ao processo via úmida. Por estarem situadas as pedreiras próximas ao mercado consumidor, isso pode reduzir significativamente os custos de transporte.

– Em vários aspectos, pode ter desempenho superior em concreto e artefatos de cimento, entre outras aplicações, comprovadas em vários estudos e resultados reais de aplicação industrial no Brasil e no mundo.

– Fundamental na construção civil, a areia natural tem ficado cada vez mais cara e distante.

– Mais da metade do preço final da areia ao consumidor corresponde ao custo do frete. Um efeito colateral desta situação é que quanto mais distante a exploração, maior é a emissão de dióxido de carbono (CO2) da frota de caminhões.

–  A barreira para exploração natural da areia não se limita ao Brasil. Há casos radicais, como no Japão, onde a legislação proíbe totalmente sua adoção.

– A Suécia, por sua vez, estimula a substituição pela matéria prima industrializada por meio de tributos especiais sobre a extração da areia natural.

– Do outro lado do globo, na Índia, Cingapura e Malásia, a legislação é mais flexível. Porém, os resultados têm sido a redução rápida dos recursos naturais.

– No Brasil, como se sabe, é cada vez mais difícil conseguir-se uma licença para exploração de areia natural, independente do tipo da reserva.

– Para agravar, a areia natural precisa ser lavada, o que aumenta o impacto ambiental.

– Processada a seco, a areia de brita elimina o problema, com a vantagem de estar próxima do mercado consumidor.

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Vale confirma acordo com Tesla para fornecimento de níquel para baterias

A vice-presidente executiva de Metais Básicos da Vale, Deshnee Naidoo, confirmou, recentemente, que a empresa assinou contrato de longo prazo com a Tesla Inc. para fornecimento de níquel Classe 1 nos Estados Unidos a partir de suas operações no Canadá.

“Nós temos o prazer de ter a Tesla, líder em produção de veículos elétricos, entre nossos clientes. Esse acordo reflete um compromisso compartilhado com sustentabilidade e mostra muito claramente que somos o fornecedor preferencial para produtos de níquel de baixa emissão de carbono e alta pureza, essenciais para baterias de longo alcance”, disse  Deshnee Naidoo.

O acordo está em linha com a estratégia da Vale de ampliar a exposição à indústria de veículos elétricos, alavancando sua baixa pegada de carbono e posição de liderança no mercado como maior produtor de níquel acabado da América do Norte. O objetivo é atingir de 30% a 40% das vendas de níquel Classe 1 para a indústria de veículos elétricos em rápido crescimento.

As operações da Vale no Canadá produzem alguns dos produtos de níquel de menor emissão de carbono do mundo. Em 2020, os rounds da refinaria de Long Harbour em Newfoundland & Labrador tiveram uma pegada de carbono verificada de 4,4 toneladas de CO2 equivalente por tonelada de níquel, enquanto as pelotas e pó da refinaria de níquel de Copper Cliff, em Ontário, tiveram uma pegada verificada de 7,3 toneladas equivalentes.

O diretor-presidente da Tesla, Elon Musk, está em campanha para verticalizar a cadeia logística da montadora, tendo controle de todos os aspectos da produção. A companhia já opera, em conjunto com a Panasonic, uma fábrica de baterias para carros elétricos no stado americano de Nevada.

As sanções dos países ocidentais contra a Rússia, que produz 17% do níquel mundial, metal essencial na fabricação das baterias, fez o preço da commodity disparar, desde o último dia 24 de fevereiro, data de início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

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Entrevista – “A Expo Indústria significa exatamente a força da retomada da economia maranhense”

“Precisamos pensar o Maranhão como política de Estado, para que os gestores deem continuidade às políticas públicas pensadas e articuladas entre os diversos atores sociais”. A afirmação é do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Edilson Baldez das Neves, que tem realizado um trabalho focado no fortalecimento de um ambiente de negócios salutar no estado. Nesta entrevista, além de falar sobre o momento atual, ele destaca as expectativas para a realização da Expo Indústria, a ser realizada de 26 a 29 de maio, no Multicenter Negócios e Eventos.

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Quais os gargalos que a indústria maranhense enfrenta para deslanchar, apesar de todas as vantagens competitivas que o Maranhão possui?

Edilson Baldez – De imediato, as empresas maranhenses, de modo geral, precisam ser mais competitivas e sustentáveis no mercado, não somente no interno, mas no de outros estados do Brasil e do exterior. Quem gera emprego, também agrega valor aos seus produtos. Exportamos soja, milho, celulose e outros produtos sem maior agregação de valor.  Na hora que você agrega pouco valor, emprega menos, cria menos riquezas para o estado e para o país.

O que está sendo feito para mudar essa realidade?

Edilson Baldez – Nós, na Fiema, estamos estudando várias alternativas com o Grupo de Trabalho Pensar o Maranhão. Não podemos pensar no Maranhão como política de governo, focado em quatro ou oito anos. Precisamos pensar o Maranhão como política de Estado, para que os gestores deem continuidade às políticas públicas pensadas e articuladas entre os diversos atores sociais, numa visão de longo prazo. Exportar soja é bom, mas é também importante que se faça o esmagamento, que se exporte o óleo, o farelo e assim sucessivamente.

Que exemplos podem se dados?

Edilson Baldez – O Brasil faz muito isso, exporta muitas commodities. No caso do ferro, por exemplo, a gente exporta o minério de ferro e o ideal seria trabalhar e exportar a matéria pronta. Há também um deficit de qualificação da nossa mão de obra, a necessidade de profissionalização e alguns problemas de infraestrutura que estão sendo equacionados, aos poucos, pelo poder público.  Estamos saindo de uma pandemia. O momento é de retomada e a cada dia reforço que a parceria público-privada e a segurança jurídica são fatores determinantes para que o desenvolvimento de fato aconteça.

O que significa a realização da Expo Indústria Maranhão neste momento em que ainda estamos em endemia?

Edilson Baldez – A Expo Indústria significa exatamente a força da retomada da economia maranhense, na tentativa de superar a crise provocada pela pandemia que afetou a todos os empresários e negócios de todos os portes. Há empreendimentos já instalados aqui ou em processo de implantação, aumento da exportação pelas empresas maranhenses, polos industriais locais, como o de couro. O evento é um reflexo desse momento favorável. Estamos oferecendo oportunidades de negócios, de inovação, de acesso às informações mais atuais no ambiente empresarial, nas áreas de tecnologia, sustentabilidade, disrupção, de obtenção de crédito e de como firmar importantes parcerias comerciais internacionais.

Qual a projeção?

Edilson Baldez – Nossa projeção é a de gerar uma movimentação financeira no estado no valor de R$ 200 milhões. Nós teremos rodadas de negócios nacionais e internacionais que ocorrerão durante a Expo Indústria 2022, promovendo reuniões entre produtores locais e executivos de grandes empresas. Em resumo, a iniciativa do Sistema Fiema e CNI em conjunto com o Governo do Estado, o Sebrae-MA e a Fecomércio, e os mais importantes entes que atuam com o propósito de criar uma cultura de integração e articulação vai oferecer várias possibilidades para as empresas maranhenses melhorarem a performance e, consequentemente, sua produtividade e sustentabilidade.

De que forma o Sistema Fiema tem contribuído para o fomento e o fortalecimento de um ambiente de negócios salutar no Maranhão?

Edilson Baldez – A Expo Indústria é um dos eventos, realizados por nós, com objetivo claro de contribuir para a melhoria do ambiente de negócios no estado, por congregar vários aspectos: considerável abastecimento de informações atualizadas, trazidas pelos maiores especialistas do Brasil, em diversas áreas, e necessárias ao desenvolvimento da atividade empresarial, oportunidades de exposição de produtos e serviços, de linhas de crédito, de know-how para exportação e possíveis acordos a serem firmados com o exterior, entre tantas outras vantagens.  Além disso, precisamos retomar com todos os cuidados necessários, inciativas voltadas para o fortalecimento da atividade industrial, destacando a sustentabilidade empresarial. Destaco, porém, o relacionamento com o poder público como um dos pontos mais importantes nessa tarefa. O poder público tem a função primordial de promover desenvolvimento.

De que forma é estabelecido esse diálogo?

Edilson Baldez – Nós procuramos fazer com que o poder público entenda que, sozinho, não se faz tudo e nem se consegue todas as soluções para os problemas. O setor produtivo é um parceiro fundamental, estratégico, pois é quem emprega, quem gera renda e riqueza, para que o poder público possa se manter. Somos nós que pagamos impostos, que investimos e que aquecemos a economia. Hoje, temos feito uma série de ações em conjunto com o governo, que vão desde a elaboração de projetos, realização de eventos, discussões de temas de interesse mútuo e até de iniciativas que impactam em nossas atividades.

Qual o significado da Expo Indústria para as missões do Sistema FIEMA de desenvolvimento sustentável da indústria, articulação e integração empresarial?

Edilson Baldez – A Expo Indústria Maranhão reúne empresas expositoras, participantes, milhares de visitantes por dia. São números que vem sendo superados a cada edição. Além disso, é uma iniciativa de todas as entidades que integram o Sistema Fiema (Sesi, Senai, IEL e a própria Federação e a CNI), com o Governo do Estado, o Sebrae-MA e a Fecomércio, que atuam com o propósito de criar essa cultura de integração e articulação empresarial e, é claro, de desenvolvimento. Nossos patrocinadores são alguns dos mais importantes empreendimentos instalados no estado, que atuam com responsabilidade social, contribuindo com a geração de emprego e com o fomento de nossa economia.

O que significa realizar um evento como esse?

Edilson Baldez -Realizar um evento deste porte e que a cada edição ganha novas dimensões e atratividades é um enorme desafio, mas sobretudo uma demonstração de que a Federação das Indústrias do Estado do Maranhão – e suas entidades, que atuam, juntos, em prol da profissionalização e da qualidade de vida do trabalhador maranhense – está cumprindo sua missão.  Esse ano serão quatro dias de evento e o que poderá ser visto pelos visitantes da Expo Indústria é uma indústria local em amplo processo de desenvolvimento e empresários integrados em seus propósitos e trabalhando o tema da sustentabilidade tanto no sentido econômico como no sentido ecológico.

Este ano, a Expo Indústria Maranhão contará com um tema discutido em todo o mundo: a sustentabilidade. Essa escolha é decorrente também da pandemia de Covid-19?

Edilson Baldez – Há dois anos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) vem discutindo a sustentabilidade em eventos nacionais e internacionais, como a COP 26 e o Fórum Amazônia +21. Aliado a questão ambiental, tão importante e necessária, ainda mais com a pandemia, que levou diversas empresas à falência, é discutir a sustentabilidade financeira das empresas.

O setor industrial adota princípios da sustentabilidade, como ética, transparência e respeito à sociedade e ao meio ambiente, entendendo que investimentos em projetos ambientais geram ganhos econômicos e sociais e contribuem para a consolidação de uma economia de baixo carbono. A CNI e a FIEMA trabalham na mobilização do setor industrial e na articulação com o governo em todas as esferas. É necessário maior alinhamento das políticas ambientais com políticas tributárias, de infraestrutura e de inovação. Também são fundamentais normas que proporcionem maior segurança jurídica e estimulem o desenvolvimento de soluções inovadoras em produtos, processos e novos modelos de negócios. A indústria deseja cada vez mais, ser parte da solução no desenvolvimento sustentável do país, tendo como norte o Mapa Estratégico da Indústria 2018-2022 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Quais temáticas estão previstas na quarta edição da Expo Indústria Maranhão?

Edilson Baldez – Questões como bioeconomia, economia circular, energia renováveis, licenciamento ambiental, resíduos sólidos, sustentabilidade financeira fazem parte dos assuntos que vamos abordar na feira.  Eu sempre destaco que a Expo já é o maior evento multissetorial da indústria da Região Nordeste do Brasil e se justifica pela necessidade de mostrar a importância do setor produtivo maranhense, promovendo o intercâmbio de experiências entre indústrias nacionais e regionais, o setor produtivo e particularmente interagindo com a população, que nem sempre conhece a indústria local e seus produtos. Serão quatro dias de evento, em um ambiente inovador, visando impulsionar os negócios e a promoção de networking qualificado, fortalecendo o posicionamento de marcas, produtos e serviços. Chegamos à quarta edição da Expo Indústria com diversas atratividades, milhões de reais investidos e alto comprometimento na organização do evento.

Quais as contribuições da Expo Indústria?

Edilson Baldez – Promover a diversidade da indústria maranhense e seus fornecedores; fomentar a atividade industrial sustentável, criando um ambiente propício à oferta e procura de oportunidades de negócios levando soluções inovadoras e projetos tecnológicos aos participantes do evento; aumentar a rede de relacionamento; promover novas parcerias e estar em consonância com as principais necessidades dos empresários estão entre as contribuições da Expo para a economia do Estado. Além disso, destaco a contribuição para a melhoria da competitividade e sustentabilidade das empresas industriais, consequentemente do Maranhão, assim como a oferta de ferramentas inovadoras e adequadas para auxiliar a gestão das empresas industriais no Maranhão.

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Granorte investe em energia limpa e incentiva o desenvolvimento sustentável

A busca por soluções sustentáveis, além de reduzir impactos ambientais, é uma estratégia usada pelas empresas para reduzir custos. Recentemente, a Granorte firmou parceria com a Smart Energia, consultoria independente especializada em gestão de energia elétrica e consolidada como uma das três maiores do Brasil.

A Smart apresentou a oportunidade de economia por meio da migração ao Mercado Livre, que é um ambiente de negociação onde consumidores de grande porte podem comprar energia diretamente de um gerador, ao invés de comprar da concessionária.

Segundo Davi Ferro Costa, da diretoria da Granorte, é uma ótima forma de alinhar sustentabilidade e desempenho financeiro. “Ao mesmo tempo em que reduzimos nosso impacto ambiental, economizamos em mais de 20% nos custos com energia, ou seja, R$ 33 mil por mês, quantia que pode ser utilizada para outras finalidades”, afirma.

Davi Ferro explica que, na mineração, o custo de energia é representativo. No caso da Granorte, são mais de 50 motores elétricos de diferentes potências em operação diariamente. “Logo, uma solução limpa como essa favorece nosso desempenho financeiro”, revela.

O diretor ressalta que é muito importante que os empresários busquem soluções sustentáveis para seus negócios, uma vez que o mundo ficará para as próximas gerações, assim como as empresas. “É importante deixar um cenário sustentável aos nossos filhos”, frisa.

Segurança energética

De acordo com Marcos Kussek, gerente comercial da Smart Energia, o aumento do uso de energia renovável contribui para uma maior segurança energética, devido ao número de fontes, diluindo os riscos provocados pelos períodos de falta de chuvas e, também, o aumento das tarifas, em função da elevação do preço dos combustíveis fósseis.

“Além disso, as energias renováveis oferecem a possibilidade de um desenvolvimento social e econômico sustentável para as regiões onde são implementadas as novas usinas. O uso de fontes alternativas é um fator que ajuda a mitigar as alterações climáticas provocadas pela emissão de CO2 na atmosfera”, ressalta.

Ele explica que, como no Mercado Livre o consumidor tem a liberdade de escolher seu fornecedor, tanto o preço quanto as condições comerciais também podem ser negociadas. Isso torna esse mercado muito mais competitivo do que o regulado, onde as tarifas são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conforme Marcus Kussek, a empresa que deseja aderir ao Mercado Livre de Energia deve cumprir alguns pré-requisitos de acordo com a legislação atual, sendo um deles ter a demanda contratada mínima de 500 kW, o que equivale a uma fatura média superior a R$ 50 mil.

“Para o consumidor, a migração em si não dará trabalho, pois a Smart conduz o processo de ponta a ponta. Esse processo engloba desde a análise de viabilidade econômica da empresa em questão, passando pela adesão à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica até o suporte à adequação do Sistema de Medição e Faturamento”, explica.

Ganho para consumidores

De acordo com Marcus Kussek, o mercado livre oferece grandes oportunidades de ganho para os consumidores de todos os perfis, desde os mais conversadores até os arrojados. A migração possibilita um aumento de competitividade devido à redução de custos proporcionada, fazendo com que as empresas tenham mais caixa para investir no seu próprio negócio, seja com contratação de novos funcionários ou expandindo a operação.

“Apesar de ainda ser um mercado restrito a empresas de grande porte, a tendência é que, para os próximos anos, ocorra a abertura gradual do mercado, possibilitando que empresas com faturas menores também tenham a liberdade de escolher de quem desejam comprar, até que essa possibilidade chegue aos consumidores residenciais”, finaliza Kussek.

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Negros e índios foram os principais responsáveis pelas descobertas de ouro no Maranhão

O Brasil é um importante produtor de ouro, em especial na região dos municípios de Godofredo Viana, Cândido Mendes e Turiaçu, no Maranhão. Em Godofredo Viana, por exemplo, está instalada a Mineração Aurizona S/A, que lá atua desde 2010 e emprega cerca de 800 funcionários.

Segundo o engenheiro de Minas José Fernando Tajra Reis, a evolução dos conhecimentos sobre a região segue duas vertentes, sendo uma histórica e outra sem registro escrito, embora com vasta documentação de campo, haja vista os vestígios da ocupação do homem na atividade de garimpagem.

“Os negros e os índios, inicialmente explorados como mão de obra escrava, ao fugirem para o interior, já mesclados, fundaram quilombos e mocambos, sendo os principais responsáveis pelas descobertas de ouro em toda aquela região. Esses mestiços constituem a base étnica dos garimpeiros formigas, que até hoje resistem em anacrônicos mocambos por toda a Amazônia”, revela.

O primeiro registro histórico sobre a região refere-se à presença de um bem mineral e data de 1624 quando, em Lisboa, Estácio da Silveira publicou sua ‘Relação das Coisas do Maranhão’, na qual mencionou uma região rica em ouro e prata, na Amazônia Oriental. Diz a história que os portugueses de Jerônimo de Albuquerque, ao surpreenderem os franceses de Daniel da La Touche, então governador do Maranhão, encontraram ouro entre os mortos do Gurupi.

“No século XVII, a partir de 1678, os religiosos da Companhia de Jesus se estabeleceram como garimpeiros às margens dos rios Gurupi e Piriá. Em 1722, uma expedição organizada pelo governo maranhense realizou um levantamento das minas da região de Maracu, no rio Pindaré, atual Viana”, prossegue Fernando Tajra.

Viagem de exploração

No ano de 1818, o então governador-geral do Pará, Conde de Vila-Flor, incumbiu o desembargador Miguel Joaquim de Cerqueira e Silva de efetuar uma viagem de exploração de Bragança a Turiaçu, a qual durou seis meses. Como resultado da viagem, o desembargador trouxe para Belém uma pepita de ouro com 135g, além de 3 kg do metal em pó.

Já em 1853, durante uma perseguição aos quilombos e mocambos, nos rios Gurupi e Maracaçumé, notificou-se a presença de ouro em Montes Áureos e Monte Cristo.

Com base nessas informações, o governador do Maranhão, Eduardo Olímpio Machado, criou, em 1854, a Colônia Pirocaua, com 117 portugueses, administrados pela Companhia Progresso do Porto, além da Colônia Gurupi, dirigida por militares. No ano seguinte, foi criada a Colônia Maracaçumé, administrada pela Companhia Maranhense de Mineração, a qual contratou cerca de 40 chineses para a extração de ouro naquela área.

Depósitos auríferos

Em 1884, os mocambos fugindo dos índios urubus, descobriram os depósitos auríferos do rio Piriá. Em1887, durante a construção da linha telegráfica Pará-Maranhão, foram encontrados mocambeiros estabelecidos em Itamauari, garimpando o rio Caramuji. Em 1920, Guilherme Linde cadastrou 11 jazidas filonianas e 22 jazidas aluvionares, nointerflúvio Gurupi-Piriá, no Estado do Pará.

Somente em 1936 foi realizado um trabalho de cunho essencialmente geológico, quando Moura documentou as primeiras citações sobre a ocorrência de rochas pré- cambrianas nas bacias dos rios Piriá, Gurupi e Maracaçumé, destacando a existência de um conjunto de rochas de suposta idade arqueana, representado por gnaisses, granitos e anfibolitos. Denominou, também, Série Gurupi, de provável idade algonquiana, a uma sequência de metassedimentos, constituída por xistos, filitos, quartzitos, itabiritos, entre outros, cortados por frequentes veios de quartzo, por vezes auríferos.

“Há relatos da presença de rochas metassedimentares na bacia do rio Gurupi, com destaque para o importante plutonismo granítico com seus produtos de diferenciação, notadamente veios de quartzo auríferos e turmaliníferos, bem caracterizados naquela região”, conta Fernando Tajra.

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Centro das Indústrias do Maranhão retomará atividades com nova diretoria

O empresário Cláudio Azevedo é o novo presidente do Centro das Indústrias do Maranhão (Cimar) para o biênio 2022-2024. A entidade sem fins lucrativos retoma suas atividades para aproximar empresas industriais, agroindustriais, do agronegócio, empresários, associações ligadas ao setor produtivo e afins, bem como aquelas com a finalidade diretamente relacionada aos interesses da indústria.

“O Centro renasce com uma proposta em defesa da indústria, da agroindústria e do agronegócio. É um momento muito importante para que todas as entidades de classe possam se unir neste momento de crise econômica no Brasil”, disse Cláudio Azevedo, que também atua no setor industrial como presidente do Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Maranhão, ex-presidente da Associação das Siderúrgicas do Brasil em Brasília, ex-presidente da Associação dos Criadores do Maranhão e vice-presidente executivo da Fiema.

O Cimar, conforme Azevedo, atuará em defesa das empresas. “É uma forma que nós encontramos de trazê-las para a Casa da Indústria, uma vez que a própria Fiema tem uma estrutura sindical. Muitas das vezes, as empresas são representadas pelos seus sindicatos. Agora, elas estarão aqui participando conosco das discussões e decisões econômicas e políticas”, complementou.

A diretoria é formada ainda pelos empresários Luiz Carlos Cantanhede Fernandes (1º vice-presidente), Celso Gonçalo de Sousa (diretor administrativo), João Batista Rodrigues (diretor financeiro), Fernando Palácio Duailibe, José Antônio Gorgen, Benedito Bezerra Mendes, Fábio Ribeiro Nahuz,  Nelson José Nagem Frota (membros efetivos do Conselho Fiscal), Pedro Robson Holanda da Costa e Nayhara Miranda Vasconcelos (suplentes do Conselho Fiscal).

A eleição e a posse ocorreram na sede da Fiema, reunindo empresários de diversos setores, além de presidentes das entidades de classe da Fiema, Faema/Senar, ACM-MA, Sebrae, Fecomércio e Ascem, recebidos pelo anfitrião, Edilson Baldez das Neves, presidente da Fiema.

O líder do setor industrial frisou a importância da reestruturação do Cimar para o setor empresarial. “Vejo um Cimar novo, forte, mobilizado, e que renasce em um momento onde há a compreensão da força do empresariado, da importância da união das entidades de classe do comércio, da agricultura, da indústria, enfim, todos juntos para alçarmos os objetivos, que não são nossos, mas que serão capazes de destravar caminhos que levarão à geração de riquezas para o nosso estado e renda para a nossa população, além de empresas mais fortes, bem representadas e competitivas”, afirmou Edilson Baldez.

 

Atividades

O Cimar foi fundado em 1967, mas estava com as atividades paralisadas desde 2003. Teve como primeiro presidente o empresário e executivo Luís da Rocha Porto, do ramo da Oleaginosas Maranhenses S/A (Oleama), indústria fabricante de sabões, velas, óleo de coco de babaçu e produtos saneantes.

Em 2019, ressurgiu a partir da mobilização de um grupo formado pelo setor produtivo e por antigos associados, que elegeu uma diretoria provisória, presidida por Luiz Fernando Renner, que é vice-presidente executivo da Fiema e coordenador do Grupo de Trabalho “Pensar o Maranhão”. Até então, atuou na aprovação do novo estatuto social da entidade, com alterações, principalmente, na composição da diretoria, mandatos e abrangência econômica, assim como a atração de novos sócios e promoção de processo eleitoral da nova diretoria, que ocorreu nesta terça-feira, 5.

Daqui para frente, a proposta é que as ações se sustentem na preservação dos interesses gerais do setor e de seus associados, além de fomentar discussões, debates, levando até as autoridades competentes temas de interesse das classes produtoras, entre eles, entraves que impedem o desenvolvimento econômico do estado.

 

Pós-crise

O presidente da Fecomércio, Maurício Feijó, disse que a pandemia fortaleceu a relação entre as entidades e que o Cimar somará nesse momento pós-crise. “Estamos juntos, integramos vários projetos durante a pandemia, como o Avança Maranhão, o Pensar o Maranhão, e unidos superaremos os entraves com o setor público e com o setor privado”.

O presidente da Associação Comercial do Maranhão, Cristiano Fernandes, destacou que agora é a hora da retomada das atividades econômicas e de um novo momento para o Maranhão. “Essa união é de suma importância, vamos colocar em prática muita coisa pensada nesse período”.

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Ladrilhos hidráulicos estão em alta e demanda aumenta em São Luís

A demanda por ladrilhos hidráulicos está aumentando na capital maranhense. A informação é dos empresários Rafael Novaes e Larissa Borçoi, proprietários da Ladrilhos Brasil (@ladrilhosbrasil), que iniciou suas atividades no Maranhão em 2021. Esses revestimentos, segundo eles, imprimem charme e, não por acaso, sua escolha é capaz de definir o protagonismo e o visual de cada espaço. As pequenas placas de cerâmica, mármore, pedra, porcelana, argila e metal podem ser encontradas em variados formatos e são utilizadas para constituir uma superfície.

“Os ladrilhos hidráulicos remontam mosaicos bizantinos, sendo utilizados para decorar pisos e paredes como forma de expressar a história do lugar. São populares no Brasil desde o século XIX, onde o segredo da técnica foi transmitido aos imigrantes residentes no Brasil. Cada peça é produzida de forma 100% artesanal. Além disso, são produtos sustentáveis”, explica Rafael Novaes, informando que a Ladrilhos Brasil, com sede no Araçagi, atende o mercado brasileiro, principalmente as regiões Norte e Nordeste.

Em São Luís, segundo Larissa Borçoi, o uso desse tipo de material está em alta principalmente para a remontagem de projetos e obras civis. “A restauração de patrimônios arquitônicos é uma demanda que cresce gradativamente em cidades históricas como São Luís do Maranhão”, frisa ela, acrescentando que a empresa trabalha com modelos lisos, decorados, antiderrapantes e tátil, podendo ser hexagonais ou quadrados.

Os ladrilhos podem ser de cerâmica, barro cozido ou de cimento, empregados no revestimento de paredes ou de pavimentos. Um conjunto deles, lado a lado, sem espaços vazios entre eles, é chamado de mosaico. Se a ideia é usar em áreas molhadas, como lavanderias, cozinhas e banheiros, é preciso aplicar um produto impermeabilizante, como hidro óleo repelente ou resina de proteção, formando uma película que impeça o contato e a passagem de água.

Com as suas cores e estampas, os ladrilhos são ótimos aliados quando a ideia é trazer mais contraste e vida aos ambientes. Se a decoração é moderna, com móveis em linha reta e poucos detalhes, é possível criar um ponto focal com os ladrilhos, tanto em uma superfície inteira quanto em um espaço demarcado.

Esses revestimentos ainda combinam perfeitamente com decorações rústicas e vintage, sendo excelentes para áreas de lazer, espaços gourmet e churrasqueiras, além de cozinhas, banheiros e lavabos. Por conta da grande variedade de estampas e cores, é fácil combiná-los com inúmeras decorações. Afinal, sempre se conseguirá encontrar uma opção que utilize as tonalidades da paleta do ambiente, garantindo o clima desejado.

 

História

A primeira vez que se teve notícia do ladrilho foi em 1857, quando ele surgiu como uma alternativa ao mármore e às outras pedras usadas nas construções. O produto foi apresentado na Exposição Universal de 1867, em Paris, pela empresa Garret, Rivet i Cia, como uma forma de cerâmica que dispensava o cozimento e usava um sofisticado sistema de prensas.

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Escolha do agregado é essencial para a qualidade da obra

Eles são de suma importância para o setor da construção civil. Esses materiais granulares com dimensões e propriedades adequadas para a elaboração de concreto e argamassa são provenientes da mineração e sua granulometria é definida pelo processo de britagem. Na verdade, são as substâncias minerais mais consumidas no Brasil e no mundo.

O termo deriva do fato da areia e da brita serem utilizados para fabricação de produtos artificiais resistentes associados ao cimento para fabricação de concreto e ao betume para produção de asfalto. Areia, saibro, cascalho, rocha britada e reciclados são alguns exemplos. Eles podem ser utilizados na construção de habitações populares, edificações residenciais, comerciais, industriais, em obras públicas, serviços de infraestrutura, pavimentação e manutenção de ruas e estradas, entre outros.

Comparando-se com os outros setores da mineração, o de agregados tem características bem típicas, como grandes volumes de produção, beneficiamento simples e baixo preço unitário, havendo sempre a necessidade de proximidade entre a fonte produtora e o local de consumo.

Segundo Hellayne Gomes Farias, encarregada do Laboratório de Concreto da Megamix, que atua nesse mercado há 12 anos, a qualidade do material é algo decisivo para evitar patologias ou colapsos na estrutura.

“Nós sempre levamos em consideração a qualidade do insumo, atentando para o baixo material pulverulento, uma vez que o aumento desse material no concreto traz problemas em relação ao alto consumo de água e cimento e, consequentemente, referentes a calor de hidratação, que provoca anomalias no concreto”, frisa.

Segundo José Carlos Salgueiro, diretor da Granorte, empresa especializada na produção de material britado para construção, optar por um agregado de valor barato (composto por britas que podem ser de diferentes granulometrias) apenas por economia e não se atentar à sua qualidade pode gerar um custo mais alto na hora da compra do cimento.

“O cliente pode comprar agregados em locais que não seguem os padrões de qualidade e misturá-los. Logo, quando ele for realizar o concreto, possivelmente terá problema com relação a sua resistência”, afirma.

Há uma série de agregados que servem para diferentes tipos de funções. Eles se dividem, primariamente, em duas categorias: miúdos e graúdos. Os agregados miúdos (areia) são utilizados para a fabricação de argamassas para reboco, contrapiso, na fabricação de argamassas colantes e também nos concretos. Já os graúdos, brita 0 e brita 1, são utilizados para a fabricação dos concretos.

Quando se fala em agregados para concreto, os principais são brita 1, brita 0, pedriscos e areia. Todo concreto necessita de areia. Já as britas podem ser utilizadas em conjunto para concretos convencionais, tipo blocos de fundação, estruturas (pilares e vigas). Isoladamente, é comum utilizar a brita 0 em concretos para estacas moldadas in loco (do tipo hélice contínua) e em paredes de baixa espessura.

Além de melhorar o desempenho do concreto, os agregados podem proporcionar economia, uma vez que sua compacidade (baixo teor de vazios) depende da curva granulométrica e a composição dos agregados no traço, fazendo com que o consumo de cimento seja baixo. Consequentemente, gera também uma economia, pois o cimento é o insumo mais caro na formulação de concreto.

 

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Granorte S/A é a nova patrocinadora do Moto Club

Pioneira no Maranhão na área de exploração, beneficiamento e comercialização de material britado para construção, a Granorte S/A é a mais nova patrocinadora do Moto Club, time que entra em uma nova fase dentro da zona de classificação do Grupo B do Campeonato Estadual. A ideia do novo presidente, Yglésio Moisés, é promover uma reestruturação geral do clube, associando-se, também, às grandes marcas.

Segundo Yglésio Moisés, a Granorte S/A é mais uma das empresas que acreditaram no projeto, entrando como parceira por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte para fortalecer as categorias de base.

“No caso, iniciaremos com o time sub-19 do Moto Club, que, claro, permitirá ao clube uma possibilidade de revelar novos jogadores, fazer uma complementação de elenco para competições mais longas, principalmente como a Série D do Campeonato Brasileiro. Portanto, esse apoio da Granorte S/A é fundamental para um Moto Clube cada vez mais forte”, disse o presidente.

Para o coordenador do setor de Marketing da Granorte S/A, publicitário Pedro Salgueiro, apoiar o esporte maranhense é fundamental. “É um reforço para um time que busca ascender e tem grandes chances a partir dessa fase, inaugurada com a nova gestão, comandada por Yglésio Moisés, que está buscando melhorar as condições do grupo, incentivando os jogadores e promovendo uma reestruturação administrativa completa. Nós, da Granorte S/A, também temos esse pensamento de que é preciso crescer cada vez mais, primando pela qualidade daquilo que fazemos”, finalizou Pedro Salgueiro.

De acordo com Pedro Salgueiro, a Granorte S/A está no mercado desde 1972, há 50 anos, e zela continuamente pela melhoria de seus serviços e produtos, os quais passam por um rigoroso controle de qualidade. A empresa, aliás, é detentora dos selos de Qualidade, ISO 9001, e Meio Ambiente, ISO 14001, sendo a única no Brasil nessa área a conquistar as duas certificações, alem de ser a maior pedreira do Maranhão . “Nós estamos sempre investindo em tecnologia, máquinas e equipamentos”, ressalta.

Prestes a iniciar a disputa do Campeonato Brasileiro da Série D, o Papão do Norte está sob os auspícios do técnico Júlio César Nunes, em substituição a Carlos Ferro, que pediu demissão após o empate contra o Pinheiro, por 1×1. Atualmente na segunda colocação do Grupo B, o Moto tem como destaque o atacante Dagson, artilheiro da temporada. O time, aliás, conseguiu chegar à final do primeiro turno do Campeonato Maranhense.

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Granorte explica etapas do processo de britagem

Existente em diferentes tipos, a brita é utilizada como agregado para construção em geral, o que mostra como ela é importante. É exatamente para extrair pedaços grandes de rocha e transformá-las nessa brita, posteriormente utilizada como agregado, que existe o processo de britagem, posto em prática com total segurança e cuidado na Granorte S/A, no município de Bacabeira (MA). Cada etapa segue as mais rigorosas normas e procedimentos.

            Segundo o gerente de produção Jonathan Patrick de Barros Aleixo, tudo começa com a limpeza do terreno, ou seja, a retirada da camada de solo e argila sobre a rocha. Para esse trabalho, são utilizados escavadeiras e caminhões. Depois, é feita a marcação da área a ser desmontada.

            Em seguida, o terreno é perfurado para que sejam colocados explosivos em trechos estratégicos definidos anteriormente. Uma equipe técnica do Exército fiscaliza os explosivos utilizados no desmonte. Os níveis de ruído e vibração devem estar de acordo as normas estabelecidas pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente. A partir daí, é realizado o desmonte da rocha.

            Depois dessa etapa, o material é transportado para as máquinas de britagem, que reduzem o tamanho das pedras. O processo começa pela britagem primária, que reduz o material de 90 centímetros a 35 centímetros. Na britagem secundária, as pedras são reduzidas a até 70 milímetros. Depois, começa a terceira fase, quando o material é reduzido a até 2 ou 3 milímetros. Depois daí, o material segue para as peneiras de classificação. A brita é classifica em pó, 0, 1, 2 e 3, lastro ferroviário e demais matérias para base e sub-base.

Decapagem

– Nesse processo é efetuada a limpeza do terreno para remoção da camada de solo e argila sobre a rocha, ou seja, material impróprio para a britagem.

Desmonte da rocha

– Por meio de explosivos colocados em trechos onde foram feitas as perfurações

Transporte do material para as máquinas de britagem

– O carregamento do material detonado é feito com escavadeiras e caminhões que transportam até a área de britagem primária.

Britagem

Primária

– O material é descarregado e lançado para dentro do britador, onde é triturado.

Secundária

– Nessa fase, o material proveniente da etapa primária é lançado para dentro de outro britador, que reduz ainda mais as dimensões das pedras.

Terciária

O produto é reduzido a até 95%.

Peneiramento, classificação e lavagem

– O material proveniente da britagem secundária é submetido a processos de peneiramento, em peneiras vibratórias inclinadas. Nessas estruturas estão instalados bicos injetores que aspergem água sobre o material em processo de peneiramento com o objetivo de retirar o excesso de poeira.

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Presença feminina é cada vez maior em setores da construção civil e correlacionados

A presença da mulher no setor da construção civil e áreas correlacionadas, tradicionalmente dominadas por homens, tem sido cada vez maior, seja em cargos de gerência, em canteiros de obras ou outros. O Ministério do Trabalho e Emprego estima que a absorção delas pelo segmento tenha crescido quase 50% nos últimos dez anos e que mais de 200 mil trabalhem no setor atualmente no Brasil. Em todo o país, suas habilidades e capacidades acompanham o crescimento do segmento, que surpreendeu em 2020, em plena pandemia de Covid-19.

A área da construção civil, aliás, foi a que mais gerou empregos nos primeiros dez meses do ano 2020, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção. Foram 138.409 formais, de acordo com o Ministério da Economia. O melhor resultado desde 2013. E, claro, a evolução pede mão de obra qualificada. Por isso, tendências como automação de obras, industrialização dos sistemas construtivos e incremento de ferramentas de projetos e gestão devem levar a ainda mais contratações de mulheres ao setor. Pelo menos é o que estima o relatório da McKinsey Global Institute, que aponta um crescimento global de 10% até 2030.

A força de trabalho feminina também está presente em empresas do setor de exploração, beneficiamento e comercialização de material britado para construção. É o caso da Granorte S.A, com sede em Bacabeira (MA), onde na área da pedreira, por exemplo, atuam três mulheres em cargos de liderança. Outras três estão em setores administrativos. É o caso da engenheira de Minas e de Segurança do Trabalho Ana Paula Vieira Silva, há 7 anos à frente da Superintendência. Ela conta que, no início da carreira, era muito mais difícil ganhar espaço.

“Era necessário se superar o tempo todo. Erros não são admitidos quando se atua em setor com predominância de homens, pois as críticas são mais duras e constantes com as mulheres. Ao assumir um cargo de gestão, o maior desafio é ser aceita pelo público masculino e com idade superior a sua. Estar à frente do setor produtivo exige assertividade, destreza, empatia e uma dose de pulso firme para se obter sucesso”, ensina.

Mãe de três filhos. Gabriel, de 15 anos, Maria Valentina, 5, e Melissa, de 1 ano, Ana Paula, atualmente, é referência profissional no setor em que atua, inspirando novos jovens a seguir o mesmo caminho. Além disso, a mulher por trás da profissional se desdobra entre esposa, mãe, filha e amiga, logrando êxito na harmonia entre todos os campos.

Na opinião da superintendente, com o passar dos anos a presença feminina tem sido mais desejada nesses setores com predominância da força de trabalho masculina. “Hoje, na Granorte, temos a presença feminina na Coordenação da Mineração e isso tem demostrado por meio das pesquisas de satisfação do quadro de colaboradores uma melhora no clima organizacional. Mas ainda assim, somos minoria”, afirma.

Há 20 anos no setor comercial da Granorte, Maria Teresa do Nascimento Araújo é outro exemplo de que as mulheres estão muito presentes nessas áreas. Ela diz que atuar em um campo com predominância masculina é gratificante.

“Isso mostra que podemos trabalhar onde quisermos, pois temos capacidade para isso. Prova é que há muitas mulheres em funções de liderança, inclusive aqui na Granorte. É gratificante para mim trabalhar aqui e me orgulho de ser comprometida com a qualidade do meu trabalho”, diz a funcionária, que é casada e tem dois filhos.

Para o publicitário Pedro Salgueiro, do Núcleo de Comunicação e Marketing da Granorte, é notável que as mulheres estão assumindo cada vez mais posições no setor da construção civil e áreas afins. “Nós reconhecemos a importância da força feminina e sua forma de conduzir os processos, estejam eles acontecendo em qualquer setor da empresa”.

Na visão de Pedro Salgueiro, a mulher tem a habilidade natural de enxergar além do resultado e do comportamento. Por isso, se destaca em cargos de comando. “Ela vê onde a pessoa melhor se adapta e tem uma visão mais orgânica dos processos. Isso ajuda em posições de liderança”, finaliza.

 

 

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Granorte investe em máquinas, equipamentos e novos produtos para aumentar produtividade

Com produção anual de mais de 1 milhão e 200 mil toneladas, a Granorte, empresa do ramo de exploração, beneficiamento e comercialização de material britado para construção, deu início a um processo de investimento para melhorar sua produtividade ainda esse ano, incluindo a aquisição de maquinário, equipamentos e softwares.

A empresa com indústria no município de Bacabeira (MA) adquiriu, por exemplo, novas escavadeiras, carregadeiras e caminhões basculantes. Os investimentos estão sendo realizados nas duas plantas de britagem, uma vez que a intenção é aumentar a capacidade de produção anual para 1 milhão e 800 mil toneladas.

“Além disso, estamos investindo em novos produtos para agregar ao nosso portfólio, como areia industrial, que aumenta a eficiência operacional, o que nos possibilita entregar um produto ainda melhor ao cliente final”, afirma o diretor David Ferro Costa.

David Ferro explica que o propósito é, também, ampliar a participação de mercado. Além disso, a Granorte está investindo em ensacados, devido ao crescimento de condomínios com regras de trânsito de material.

A empresa atende, principalmente, os setores de infraestrutura e construção, estando presente desde as linhas férreas e grandes obras, até nas pequenas obras residenciais. De 2018 para cá, segundo o diretor, experimentou crescimento aproximado de 20% ao ano.

“É que 2018 foi um ano problemático para a economia e essa recuperação foi expressiva diante do contexto brasileiro. É fruto da otimização de ativos, redução de custos e melhora de preços”, frisou David.

Sustentabilidade

A Granorte tem reforçado seu compromisso com a sustentabilidade. Por essa razão, conquistou as certificações ISO 9001, referente à qualidade, e a ISO 14001, que diz respeito ao meio ambiente.

“São as duas maiores conquistas dos últimos anos da empresa e confirmam a importância que a satisfação do cliente e a sustentabilidade ambiental têm para nós. Ao longo dos últimos anos, foi intenso o trabalho de conscientização para a mudança de mentalidade dos colaboradores, clientes e fornecedores, com o intuito de engajar a todos e dando um bom exemplo para a sociedade”, salienta o diretor.

Trata-se da única pedreira maranhense que possui duas plantas de britagem, o que torna possível atender demandas de diferentes produtos, garantindo a qualidade ao cliente final. É a pioneira na região a atuar com laboratório próprio. Além disso, é pioneira, também, no emprego de duas balanças rodoviárias para garantir agilidade no atendimento, sempre em menos de 25 minutos.

Atualmente, a empresa emprega mais de 100 funcionários diretos além de vários outros indiretos. Desses, mais de 70% são oriundos da região de Bacabeira e Rosário. “É um orgulho muito grande para a Granorte poder contratar e capacitar colaboradores da região onde está instalada, contribuindo para seu desenvolvimento social e econômico. Importante ressaltar que mais de 50% dos colaboradores administrativos são mulheres. Isso é fruto de uma evolução de percepção da participação delas em um mercado de tão difícil acesso como é o da mineração no Brasil”, finaliza David Ferro.

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Um mineral presente no nosso dia a dia

Ela é essencial para reforço e sustentação de concretos, assentamento e pavimentação de vias, rodovias, ferrovias, túneis e barragens, bem como para a edificação de empreendimentos comerciais e habitacionais. Nem sempre nos damos conta, mas a verdade é que brita é algo mais presente no nosso dia a dia do que imaginamos.

Basta atentar para o fato de que em lajes, pilares e vigas das construções, geralmente os traços empregados contêm brita. Artefatos de concreto também são feitos utilizando aquelas de granulometria menor. Pisos industriais, como granilite, são outros exemplos de utilização desse mineral.

Muita gente não se dá conta, mas a pedra brita está presente em obras robustas de infraestrutura, em drenagem, nos subleitos de pistas de tráfego pesado e lastro de ferrovias, em ambientes decorativos, especialmente em áreas verdes internas e, externamente, em jardins.

O mineral é, sem dúvida, um dos materiais de maior relevância na área da construção civil. A brita é gerada a partir da fragmentação de diversos tipos de rochas, como o calcário, gnaisse, granito e basalto. Primeiramente, são extraídos grandes blocos de maciços rochosos com explosivos e máquinas perfuradoras.

Os explosivos são colocados em locais estratégicos na rocha para realizar a fratura e desmonte da rocha em pedaços menores. As pedras “desmontadas” são transportadas para área de britagem. A britagem ocorre em trituradores em varias etapas para obtenção das granulometrias corretas.

A brita na construção é misturada com cimento, areia e água para a fabricação do concreto utilizado na construção das fundações, estruturas e calçadas. Sua utilização, com granulometria correta, garante que o concreto tenha poucos espaços vazios. Essa característica aumenta sua resistência e economiza na quantidade de cimento.

Como vimos, a brita está ligada intimamente à construção civil. Em todos os cenários de construção, sempre haverá espaço para sua aplicação. É um material de uso histórico e ligado fortemente ao setor, além de ser um material que proporciona bom desempenho, seja aplicado de maneira bruta ou a partir da mistura com outros materiais.

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Demanda para o setor da construção civil tende a crescer em 2022

Após dois anos de pandemia, reformas, mudanças e construção devem ser intensificadas a partir de agora.

As perspectivas para o setor da construção civil em 2022 são as melhores possíveis. É que após quase dois anos enfrentando a pandemia, as pessoas estão buscando novas oportunidades e possibilidades, incluindo reformas, mudanças e construção. Com o público consumidor mais seguro em relação ao andamento dessas obras, é possível que a demanda dê um salto nos próximos meses.

Além disso, um ano eleitoral é fator positivo para o setor, uma vez que os gastos públicos com obras e melhorias na infraestrutura tendem a aumentar. “Frente à alta dos juros e de um cenário de incertezas na economia, a demanda por materiais e mão-de-obra para construção deve seguir crescendo”, analisa o consultor de negócios Ricardo André Carreira.

Mesmo durante os momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, o setor da construção civil se manteve forte no Brasil. O setor cresceu 2,7% no segundo trimestre de 2021, mesmo com a economia nacional se mantendo em relativa estabilidade, conforme os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados em setembro. Para este ano, a expectativa é que o segmento se mantenha em alta, apesar da chance de recessão econômica.

Um aspecto que pode influenciar o crescimento do setor em 2022 são os investimentos represados. Durante a pandemia, muitas pessoas preferiram não entrar em grandes investimentos, que devem ser feitos a partir deste ano.

Papel – Na opinião de Ricardo Carreira, o mercado imobiliário residencial teve um papel importante para a manutenção do setor de construção civil nos últimos anos. “Analisando os dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), observa-se que as vendas de imóveis aumentaram 26,1% em 2020 e, no segundo trimestre de 2021, houve alta de 72,1% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior”, frisou.

Ano passado, um segmento que se destacou foi o mercado imobiliário de luxo, que registrou um crescimento de 32% em relação a 2020, segundo a Abrainc. Esse foi o setor que menos sofreu com a pandemia e, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o número de lançamentos de imóveis de luxo foi de 60.322 unidades no segundo trimestre de 2021.

Diferentemente do mercado imobiliário residencial, a construção civil de indústrias e pontos de varejo não pára, mas se adapta de acordo com as demandas do momento. Em um momento de retração de diversos setores, é esperado que as lojas e fábricas pausem, ao menos temporariamente, os planos de expansão, ampliação e reformas, focando apenas nos reparos essenciais.

Para este ano, as previsões são de crescimento entre 5% e 10% diante de uma alta de 3% do PIB. Diante dos olhos dos especialistas, um dos maiores incentivos, inclusive em época de pandemia, é a viabilidade de crédito proporcionada pelo governo, que incentiva o mercado em taxas junto com os bancos. Neste cenário, sabemos que o mercado não terá crédito para sempre e talvez o crescimento se atenue um pouco.

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Auditor Eduardo Molena diz que que os selos de qualidade abrem portas, uma vez que o mercado passa a olhar a empresa com outros olhos

Certificações de qualidade ganham cada vez mais importância no mercado.

Ressaltar o compromisso da empresa com a qualidade de seus produtos, serviços e com o desenvolvimento profissional de seus colaboradores é o propósito do selo de qualidade, que passou a fazer a diferença aos olhos dos consumidores nos últimos anos. São diversos os tipos e cada um foca em determinada área de produção. Cada selo de controle possui normas e metodologias próprias para avaliação.

Segundo levantamento do Sistema B, a demanda por certificações aumentou 23% globalmente ano passado. Elas espalham-se por mais de 70 países e atuam em diversas frentes. Eduardo Molena, auditor líder nas normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001e ISO 37001, afirma que um selo atesta o compromisso da empresa e, consequentemente, pode valorizar sua imagem e agregar mais valor ao seu produto. Devido à competitividade do mercado, muitos consumidores valorizam a certificação na hora da compra.

“As certificações indicam que a empresa adotou um padrão de comportamento, a partir da adoção, por exemplo, de uma linguagem simples, objetiva e direta sobre questões de atendimento ao cliente”, exemplifica Molena, acrescentando que empresas da construção civil geralmente optam pelo ISO 9001 e pelo ISO 14001.

Ele ressalta que os selos de qualidade abrem portas, uma vez que o mercado passa a olhar a empresa com outros olhos. As certificações, conforme o auditor, tornaram-se exigências contratuais em muitos casos, bem como para a participação em licitações estatais.

“No entanto, uma empresa pode perder uma certificação caso não cumpra com as exigências contratuais com a certificadora, não realizando, por exemplo, as auditorias determinadas no contrato ou não corrigindo possíveis desvios apontados dentro dos prazos estipulados”, explica Eduardo Molena.

No Maranhão, empresas da área da construção civil como a Granorte conquistaram selos importantes.

“Nós temos o ISO 9001 e o ISO 14001, ambos conquistados em 2018. O processo começou a ser implantado no final de 2016, com o treinamento das equipes, adequação de procedimentos operacionais e métricas de controle, sob supervisão de uma coordenadora. Em 2018, contratamos uma consultoria especializada para conclusão e revisão do processo. Em novembro daquele mesmo ano, recebemos as certificações”, informa a superintendente técnica de produção da Granorte, Ana Paula Vieira.

Conforme Ana Paula Vieira, as certificações tornaram a Granorte mais competitiva no mercado e aumentaram a visibilidade da empresa, que passou a figurar como modelo na área de exploração, beneficiamento e comercialização de material britado. Agora, estuda a implementação das certificações ISO 45001, voltada para a área de segurança, ISO 37301 (complience), ISO 37001(antissuborno) e ISO 17025 (laboratório).

De acordo com Marynalda Ferreira, coordenadora administrativa da Granorte, a empresa é, atualmente, a segunda pedreira certificada nas duas normas no Brasil (ISO 9001 e ISO 14001), o que é motivo de orgulho para seus colaboradores. O ISO 14001, por exemplo, diz respeito às normas do meio ambiente e os princípios que uma empresa deve ter para operar um sistema de gestão ambiental. As ações são tomadas com o objetivo de reduzir os impactos no meio ambiente, a partir da adoção de uma postura sustentável.

No caso de setores de edificação, por exemplo, essa norma deve estabelecer demandas de desenvolvimento sustentável nas obras já terminadas e as que estejam em processo de construção. Dessa forma, é pensado formas de diminuir o uso dos recursos naturais em todo o processo de edificação.

“Implantar o sistema de gestão integrado na Granorte não foi tarefa fácil. No entanto, conquistar o certificado foi muito gratificante e importante. O primeiro passo foi a criação dos procedimentos internos. Depois, implementar esses procedimentos internos e gerenciá-los, iniciando um novo modelo de gestão e mudança na rotina. Com a conquista das certificações ISO 9001 e 14001, a empresa deu um grande passo. Hoje, tudo é disseminado de maneira mais clara, principalmente o foco no cliente e compromisso com a preservação ambiental”, frisa Marynalda Ferreira.

Selo verde

Em sendo um dos setores mais importantes para a economia do país, a construção civil busca se aperfeiçoar e trabalhar de forma mais eficaz e com maior qualidade. Assim, é cada vez maior a procura pelo selo verde nessa área. O objetivo é atestar se um empreendimento segue os preceitos de sustentabilidade.

O cenário atual aponta para a união dos interesses econômicos e ambientais e, por isso, também cresce a procura pela certificação. Enquanto os custos operacionais de construção são maiores, a valorização na revenda do imóvel também cresce. Assim, todos saem ganhando: a construtora, o usuário e o meio ambiente.

O selo verde é uma certificação que destaca a responsabilidade ambiental das empresas em executar suas atividades com o menor impacto para o meio ambiente. As empresas que possuem esse selo adotam as melhores técnicas construtivas para o meio ambiente e para a redução do consumo dos recursos naturais.

Em cada estado brasileiro, o Instituto do Meio Ambiente analisa o atendimento aos critérios e concede a certificação. Mas o selo também pode ser concedido por outros órgãos governamentais, como Ministério de Minas e Energia, ou, ainda, por organismos internacionais.

Não há apenas um selo verde. Trata-se da denominação para as diversas certificações existentes que atestam a responsabilidade ambiental das empresas do setor da construção civil.

O que são certificados?

São documentos, emitidos por entidades específicas, preferencialmente as publicamente reconhecidas, que atestam determinado produto, serviço, atividade ou sistema que está sendo produzido, fornecido, implantado ou mantido de acordo com os requisitos de um padrão específico. Esse padrão pode ser setorial, nacional, regional ou internacional.

Por exemplo, uma determinada empresa receberá do organismo avaliador o certificado ISSO 9001apenas se, após o processo de verificação, o organismo apresentar evidências objetivas de que o Sistema de Gestão da Qualidade implementado pela empresa está em conformidade com todos os requisitos da norma NBR ISO 9001.

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Maranhão é estado promissor na área de não metálicos.

A falta de investimentos em mineração é um entrave para que o setor se desenvolva no Maranhão. A afirmação é do engenheiro de minas e empresário José Fernando Tajra Reis, que acredita no potencial do subsolo maranhense, do qual apenas 10% é explorado. Para o engenheiro, o estado é promissor, mas diversos fatores ainda precisam ser avaliados para que os resultados sejam otimizados. Ele diz que estudos nessa área seriam essenciais para alavancar a produção no futuro.

“Nada foi feito nas duas últimas décadas e não há estudos para expandir investimentos. Além disso, é preciso agilidade dos órgãos reguladores da atividade, bem como dos processos de licenciamento ambiental, que geralmente são demorados”, frisa o engenheiro, especialista em auditoria e perícia ambiental.

Ano passado, por exemplo, o estado produziu mais de 61 mil toneladas de argila e mais de 88 mil de calcário. A produção de gipsita superou 88 mil toneladas e a de brita alcançou 1.337.720t. Esse resultado, no entanto, poderia ser bem mais satisfatório.

Conforme Fernando Tajra, apesar dos entraves, há expectativa de crescimento, principalmente depois da pandemia no novo coronavírus. Ele citou como exemplos o calcário e a gipsita. “Investimentos relativos a esses minerais devem crescer devido ao aumento da demanda por seu uso na agricultura, como fertilizantes e corretivos de solo, o que será de grande valia para o agronegócio na região sul do estado. Acredito que esse crescimento daqui para frente poderá variar de 10% a 20% ao ano”, prospecta.

Expansão vertical

Outros produtos que poderão experimentar expansão vertical são o calcário marinho e as argilas especiais. O calcário ou lithothamnium é extraído do mar e já existe unidade extrativa funcionando no município de Tutóia. “Trata-se de fertilizante natural que, misturado aos químicos, numa proporção de 25% a 30%, aumenta a produtividade da soja em até 40%. Há projetos dessa envergadura na região sul do Maranhão em andamento, aguardando licenciamento ambiental”, informa.

Ele também destaca as argilas especiais, abundantes na região central do Maranhão e que serão viabilizadas com a descoberta de gás, que facilita sua queima. Com relação às pedreiras, que produzem agregados graúdos para a construção civil, Fernando Tajra frisa que sua expansão deverá acontecer nos próprios locais onde há projetos implantados atualmente, devido à inexistência de informações sobre a ocorrência de outras jazidas.

Tajra analisa que a pandemia interferiu no setor, uma vez que não houve instalação de novas unidades nos últimos dois anos. “Todo mundo aguardou para ver o que ia acontecer e se segurou. Logo, ninguém teve coragem de investir. Mas o crescimento está voltando. E as unidades estão vendendo tudo que produzem”, resume.

Primórdios

A mineração no Maranhão, conforme o engenheiro, é uma realidade desde os anos 1800, com a descoberta de ouro na região noroeste (englobando Carutapera, Cândido Mendes, Centro do Guilherme, entre outros municípios), onde o Barão de Mauá, associado a imigrantes ingleses, detinha uma mina batizada de “Montes Altos”. Ainda hoje há reminiscências dessa época.

De acordo com Fernando Tajra, com o passar do tempo, os projetos de exploração de ouro foram expandidos, mas de maneira bastante rudimentar e sem nenhum cuidado ambiental. “Essa região aurícula naquela geografia do Maranhão está sendo explorada, atualmente, por uma multinacional canadense, que produz em larga escala. Outros projetos estão em vias de implantação, mas com dificuldades de obtenção de licenças ambientais, esbarrando, também, na questão da posse da terra e na disputa com garimpos ilegais”, finaliza.

Resultados no Brasil

Em nível nacional, a produção comercializada do setor mineral alcançou 227 milhões de toneladas no primeiro trimestre deste ano, com aumento de 15% na comparação com o mesmo período de 2020. De janeiro a março de 2021, o setor faturou R$ 70 bilhões, o que representa alta de 95% frente aos R$ 36 bilhões obtidos no primeiro trimestre do ano passado. Os dados são do Instituto Brasileiro de Mineração, entidade que reúne as maiores mineradoras que atuam no Brasil.

Três fatores explicariam o bom desempenho do setor em nível nacional, mesmo em meio à pandemia de Covid-19. As principais razões seriam o crescimento da China, a alta dos preços no mercado internacional e a desvalorização do real. As exportações de minérios, em dólar, aumentaram 102%. A moeda norte-americana era cotada em março deste ano a R$ 5,65. No terceiro mês de 2020, valia R$ 4,88.

Ao mesmo tempo, o preço médio da tonelada de minério de ferro teve variação de 87,6% na comparação com o primeiro trimestre deste ano e do ano passado. O Brasil é, depois da Austrália, o maior produtor mundial dessa comodity. O minério de ferro respondeu por 70% do faturamento total do setor mineral brasileiro de janeiro a março deste ano. Em seguida, aparecem o ouro, que respondeu por 11%, o cobre, por 5%, e a bauxita, por 2%.

No recorte por estados, Pará e Minas Gerais, que concentram a maior fatia da produção do país, registraram os melhores resultados. Em Minas, o faturamento, de R$ 28 bilhões, representa alta de 118% e, no Pará, que alcançou R$ 31 bilhões, aumentou 94%, Os estados da Bahia, com R$ 2 bilhões, e de Mato Grosso, com R$ 1,4 bilhão, embora com produções mais modestas, também tiveram crescimento acima de 90%.

No total, 92 projetos integram o portfólio das mineradoras para receber aportes no total aproximado de US$ 38 bilhões entre 2021 e 2025. São empreendimentos minerários que contribuirão para movimentar a economia a longo prazo em 81 municípios de estados variados. Bahia, Pará e Minas Gerais concentram 52 dos 92 projetos.

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