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Um mineral presente no nosso dia a dia

Ela é essencial para reforço e sustentação de concretos, assentamento e pavimentação de vias, rodovias, ferrovias, túneis e barragens, bem como para a edificação de empreendimentos comerciais e habitacionais. Nem sempre nos damos conta, mas a verdade é que brita é algo mais presente no nosso dia a dia do que imaginamos.

Basta atentar para o fato de que em lajes, pilares e vigas das construções, geralmente os traços empregados contêm brita. Artefatos de concreto também são feitos utilizando aquelas de granulometria menor. Pisos industriais, como granilite, são outros exemplos de utilização desse mineral.

Muita gente não se dá conta, mas a pedra brita está presente em obras robustas de infraestrutura, em drenagem, nos subleitos de pistas de tráfego pesado e lastro de ferrovias, em ambientes decorativos, especialmente em áreas verdes internas e, externamente, em jardins.

O mineral é, sem dúvida, um dos materiais de maior relevância na área da construção civil. A brita é gerada a partir da fragmentação de diversos tipos de rochas, como o calcário, gnaisse, granito e basalto. Primeiramente, são extraídos grandes blocos de maciços rochosos com explosivos e máquinas perfuradoras.

Os explosivos são colocados em locais estratégicos na rocha para realizar a fratura e desmonte da rocha em pedaços menores. As pedras “desmontadas” são transportadas para área de britagem. A britagem ocorre em trituradores em varias etapas para obtenção das granulometrias corretas.

A brita na construção é misturada com cimento, areia e água para a fabricação do concreto utilizado na construção das fundações, estruturas e calçadas. Sua utilização, com granulometria correta, garante que o concreto tenha poucos espaços vazios. Essa característica aumenta sua resistência e economiza na quantidade de cimento.

Como vimos, a brita está ligada intimamente à construção civil. Em todos os cenários de construção, sempre haverá espaço para sua aplicação. É um material de uso histórico e ligado fortemente ao setor, além de ser um material que proporciona bom desempenho, seja aplicado de maneira bruta ou a partir da mistura com outros materiais.

Demanda para o setor da construção civil tende a crescer em 2022

Após dois anos de pandemia, reformas, mudanças e construção devem ser intensificadas a partir de agora.

As perspectivas para o setor da construção civil em 2022 são as melhores possíveis. É que após quase dois anos enfrentando a pandemia, as pessoas estão buscando novas oportunidades e possibilidades, incluindo reformas, mudanças e construção. Com o público consumidor mais seguro em relação ao andamento dessas obras, é possível que a demanda dê um salto nos próximos meses.

Além disso, um ano eleitoral é fator positivo para o setor, uma vez que os gastos públicos com obras e melhorias na infraestrutura tendem a aumentar. “Frente à alta dos juros e de um cenário de incertezas na economia, a demanda por materiais e mão-de-obra para construção deve seguir crescendo”, analisa o consultor de negócios Ricardo André Carreira.

Mesmo durante os momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, o setor da construção civil se manteve forte no Brasil. O setor cresceu 2,7% no segundo trimestre de 2021, mesmo com a economia nacional se mantendo em relativa estabilidade, conforme os resultados do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados em setembro. Para este ano, a expectativa é que o segmento se mantenha em alta, apesar da chance de recessão econômica.

Um aspecto que pode influenciar o crescimento do setor em 2022 são os investimentos represados. Durante a pandemia, muitas pessoas preferiram não entrar em grandes investimentos, que devem ser feitos a partir deste ano.

Papel – Na opinião de Ricardo Carreira, o mercado imobiliário residencial teve um papel importante para a manutenção do setor de construção civil nos últimos anos. “Analisando os dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), observa-se que as vendas de imóveis aumentaram 26,1% em 2020 e, no segundo trimestre de 2021, houve alta de 72,1% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior”, frisou.

Ano passado, um segmento que se destacou foi o mercado imobiliário de luxo, que registrou um crescimento de 32% em relação a 2020, segundo a Abrainc. Esse foi o setor que menos sofreu com a pandemia e, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o número de lançamentos de imóveis de luxo foi de 60.322 unidades no segundo trimestre de 2021.

Diferentemente do mercado imobiliário residencial, a construção civil de indústrias e pontos de varejo não pára, mas se adapta de acordo com as demandas do momento. Em um momento de retração de diversos setores, é esperado que as lojas e fábricas pausem, ao menos temporariamente, os planos de expansão, ampliação e reformas, focando apenas nos reparos essenciais.

Para este ano, as previsões são de crescimento entre 5% e 10% diante de uma alta de 3% do PIB. Diante dos olhos dos especialistas, um dos maiores incentivos, inclusive em época de pandemia, é a viabilidade de crédito proporcionada pelo governo, que incentiva o mercado em taxas junto com os bancos. Neste cenário, sabemos que o mercado não terá crédito para sempre e talvez o crescimento se atenue um pouco.

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