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Workshop discute transição energética

 

As projeções do Banco Mundial indicam que, nas próximas décadas, haverá um crescimento exponencial da demanda por alguns minerais, como cobre, lítio, grafita, cobalto e níquel, para atender ao consumo gerado pela transição energética.

Em razão dessas projeções, várias questões têm surgido, tanto por parte dos produtores desses minerais quanto das empresas que precisam deles para suprir o mundo das tecnologias e produtos que a descarbonização requer.

Foi justamente esse o assunto abordado no workshop “Minerais da Transição: Energias Limpas, Mobilidade e Novas Tecnologias”, realizado recentemente pela Brasil Mineral em São Paulo.

Foram debatidas questões como os caminhos para parcerias entre produtores de matérias-primas e consumidores; de que forma as indústrias de veículos elétricos, geração de energias limpas renováveis e outras tecnologias que contribuem para a descarbonização do mundo podem atuar conjuntamente com os produtores das matérias-primas minerais que elas demandam; e o papel que pode ser desempenhado pelo nióbio (do qual o Brasil é o maior produtor mundial) nas tecnologias para transição energética.

Dividido em três painéis, o evento reuniu representantes da cadeia de produção de minerais considerados essenciais para a transição energética e empresas produtoras de veículos elétricos e energias limpas e procurou discutir conjuntamente de que forma se pode enfrentar o desafio de suprir o mundo dos minerais que a transição energética requer.

O workshop foi idealizado para proporcionar o diálogo entre os diversos atores dessa cadeia e abrir o leque de discussões, visando contribuir para quebrar o paradigma do setor mineral falando para si mesmo, como ocorre na maioria dos casos.

Um dos painéis abordou como e quanto o setor automotivo pode colaborar com a indústria de mineração e o papel que todos têm para a descarbonização. Aliás, o grande desafio que a indústria automobilística tem hoje é a descarbonização, pois a emissão do dióxido de carbono em suas várias formas precisa ser mitigada ou zerada. E isso depende de toda a cadeia do automóvel.

Outro painel discutiu o que está acontecendo no Brasil em termos de evolução da produção e consumo de energias limpas, o papel que se espera para esse tipo de energia no futuro, para compor com energia hídrica (também renovável), um portfólio que deixa o Brasil numa posição única no mundo: um país em que mais de 90% de sua geração vem de fontes que não são as chamadas “fontes sujas”.

O evento mostrou que o Brasil tem recursos e tecnologia para desempenhar um papel preponderante na transição energética e se trata de discutir caminhos para agregar valor aos recursos que produz.

O Brasil tem uma posição ímpar na produção de terras raras, principalmente aquelas provenientes de argilas iônicas, cujo processo de produção é muito mais sustentável do ponto de vista ambiental. O setor tem se unido no sentido de procurar verticalizar a produção, indo desde a mineração até os produtos finais.

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Indústrias brasileiras ampliam volume de produção

 

Diante de uma melhora substancial na demanda, crescimento da atividade industrial do Brasil atingiu um pico de quase dois anos em fevereiro. Esse comportamento impulsionou a produção, conforme a pesquisa Índice de Gerentes de Compras.

O PMI da indústria brasileira subiu a 54,1 em fevereiro, de 52,8 em janeiro, chegando ao nível mais alto em 20 meses. A marca de 50 separa crescimento de contração.

As indústrias brasileiras registraram em fevereiro a segunda melhora seguida na entrada de novos trabalhos, no ritmo mais forte desde julho de 2021, embora as vendas internacionais tenham voltado a cair.

Tendo em vista essa melhora, os produtores ampliaram os volumes de produção, que chegou ao nível mais elevado em mais de dois anos e meio, com aquisições de maquinário e tentativas de reconstruir estoques.

O setor buscou aumentar a capacidade contratando funcionários de forma permanente em fevereiro, com o nível de emprego chegando ao nível mais forte em mais de um ano e meio.

É certo que os custos dos insumos aceleraram em fevereiro, mas a inflação no segmento ainda permaneceu abaixo da média de longo prazo. Enquanto algumas empresas citaram preços mais elevados de químicos, componentes eletrônicos, alimentos e fretes, outras relataram reduções em commodities agrícolas, combustíveis, gás natural e aço.

Algumas, no entanto, optaram por repassar parte dos custos aos clientes, resultando em um aumento dos preços cobrados, ainda que de forma moderada.

Um fator que ajudou a restringir a inflação de insumos foi a falta de pressão nas cadeias de ofertas, com os tempos de entrega de insumos aumentando apenas ligeiramente. As empresas que informaram atrasos citaram a lentidão de fretes internacionais, escassez de matéria-prima e bloqueio de importações, de acordo com o levantamento.

Em relação às perspectivas para os próximos 12 meses, os produtores brasileiros mostraram-se otimistas diante da inflação contida e da queda da taxa de juros, citando ainda lançamento de novos produtos e expectativas favoráveis para a demanda.

Após cinco cortes consecutivos de meio ponto percentual pelo Banco Central, a taxa Selic está atualmente em 11,25%, nível ainda elevado e restritivo à atividade econômica. O BC tem indicado manutenção do ritmo de afrouxamento monetário para as próximas reuniões, mas ponderando que os juros devem continuar em patamar contracionista.

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