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Granorte realiza capacitação de colaboradores para interpretação das normas ISO 14001/2015 e ISO 9001/2015 e formação de auditores internos

A Granorte promoveu um treinamento comandado por profissionais do Instituto Nacional de Educação e Desenvolvimento (INAED) visando à capacitação dos colaboradores em torno das certificações ISO 9001:2015 (Qualidade) e ISO 14001:2015 (Meio Ambiente), ambos conquistadas pela empresa há, pelo menos, quatro anos.

O treinamento foi voltado para a interpretação dos requisitos das normas e a formação da equipe como auditores internos. “O treinamento é de extrema importância para promover conhecimento dos procedimentos internos da empresa visando sempre às melhorias contínuas dos nossos processos”, disse Marynalda Ferreira, coordenadora administrativa da Granorte.

Marynalda Ferreira explicou que as duas normas têm validade de três anos, com auditorias anuais de verificação, tendo em vista a eficácia e melhoria do Sistema de Gestão da empresa.

“Quando uma empresa não cumpre o que é estabelecido por uma norma e não consegue manter a eficácia do sistema de gestão, ela corre o risco de perder a certificação. Logo, é essencial essa capacitação, durante a qual também fazemos uma avaliação das nossas ações nessas duas áreas específicas”, frisou,

A coordenadora administrativa destacou que todo sistema de gestão busca otimizar os processos no dia a dia do empreendimento por meio dos procedimentos e controles internos. “Por isso, o processo de interpretação e formação de auditores internos foi de fundamental importância para capacitar os gestores a administrar o Sistema de Gestão Integrado de forma que todos os processos sejam cumpridos como estabelece os procedimentos internos de gestão”, finalizou.

A certificação IS0 9001 é uma norma mundial de Sistema de Gestão de Qualidade que, no Brasil, baseia-se nas definições da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ela pode ser implementada em conjunto com outras normas e por empresas de qualquer porte, independentemente da área de atividade. No início, tinha como foco a padronização de processos e produtos.

Após atualizações, passou a auxiliar, também, na qualidade da entrega de produtos e serviços, bem como no processo de planejamento estratégico das empresas. Para isso, envolve diretamente todos os escalões das organizações certificadas. O Sistema de Gestão de Qualidade atua de modo a contribuir com a gestão.

Assim, permite encontrar e corrigir processos ineficientes que ocorrem dentro de uma empresa. A implementação é, ainda, uma maneira de documentar a cultura da organização, de modo a garantir que o negócio cresça e mantenha a qualidade tanto de seus bens quanto dos serviços prestados.

Já a certificação ISO 14001 é almejada por empresas que desejam estabelecer ou aprimorar seus sistemas de gestão ambiental, estar seguras sobre políticas ambientais praticadas ou demonstrar estar de acordo com práticas sustentáveis.

A aplicação da norma depende de fatores como a política ambiental da organização, a natureza das atividades por ela desenvolvidas, seus produtos e serviços, dos locais e as condições nas quais o sistema funciona. Os princípios de gestão da norma são comuns aos da ISO 9001.

Essa certificação obriga a identificação de todos os aspectos ambientais provocados pelas operações, o estudo de como eles acontecem e as soluções para minimizá-los e eliminá-los. Isso ajuda na preservação do meio ambiente, no controle de seus impactos, no controle de custos, na redução de riscos, na melhoria do desenvolvimento sustentável e, até mesmo, na melhoria de produtividade e redução de custos”, frisa, enfatizando a questão do gerenciamento de resíduos sólidos, que permite melhor reaproveitamento dos materiais que são resultados do processo produtivo e a redução dos impactos ao meio ambiente, o que é feito pela Granorte.

Escolha do agregado é essencial para a qualidade da obra

Eles são de suma importância para o setor da construção civil. Esses materiais granulares com dimensões e propriedades adequadas para a elaboração de concreto e argamassa são provenientes da mineração e sua granulometria é definida pelo processo de britagem. Na verdade, são as substâncias minerais mais consumidas no Brasil e no mundo.

O termo deriva do fato da areia e da brita serem utilizados para fabricação de produtos artificiais resistentes associados ao cimento para fabricação de concreto e ao betume para produção de asfalto. Areia, saibro, cascalho, rocha britada e reciclados são alguns exemplos. Eles podem ser utilizados na construção de habitações populares, edificações residenciais, comerciais, industriais, em obras públicas, serviços de infraestrutura, pavimentação e manutenção de ruas e estradas, entre outros.

Comparando-se com os outros setores da mineração, o de agregados tem características bem típicas, como grandes volumes de produção, beneficiamento simples e baixo preço unitário, havendo sempre a necessidade de proximidade entre a fonte produtora e o local de consumo.

Segundo Hellayne Gomes Farias, encarregada do Laboratório de Concreto da Megamix, que atua nesse mercado há 12 anos, a qualidade do material é algo decisivo para evitar patologias ou colapsos na estrutura.

“Nós sempre levamos em consideração a qualidade do insumo, atentando para o baixo material pulverulento, uma vez que o aumento desse material no concreto traz problemas em relação ao alto consumo de água e cimento e, consequentemente, referentes a calor de hidratação, que provoca anomalias no concreto”, frisa.

Segundo José Carlos Salgueiro, diretor da Granorte, empresa especializada na produção de material britado para construção, optar por um agregado de valor barato (composto por britas que podem ser de diferentes granulometrias) apenas por economia e não se atentar à sua qualidade pode gerar um custo mais alto na hora da compra do cimento.

“O cliente pode comprar agregados em locais que não seguem os padrões de qualidade e misturá-los. Logo, quando ele for realizar o concreto, possivelmente terá problema com relação a sua resistência”, afirma.

Há uma série de agregados que servem para diferentes tipos de funções. Eles se dividem, primariamente, em duas categorias: miúdos e graúdos. Os agregados miúdos (areia) são utilizados para a fabricação de argamassas para reboco, contrapiso, na fabricação de argamassas colantes e também nos concretos. Já os graúdos, brita 0 e brita 1, são utilizados para a fabricação dos concretos.

Quando se fala em agregados para concreto, os principais são brita 1, brita 0, pedriscos e areia. Todo concreto necessita de areia. Já as britas podem ser utilizadas em conjunto para concretos convencionais, tipo blocos de fundação, estruturas (pilares e vigas). Isoladamente, é comum utilizar a brita 0 em concretos para estacas moldadas in loco (do tipo hélice contínua) e em paredes de baixa espessura.

Além de melhorar o desempenho do concreto, os agregados podem proporcionar economia, uma vez que sua compacidade (baixo teor de vazios) depende da curva granulométrica e a composição dos agregados no traço, fazendo com que o consumo de cimento seja baixo. Consequentemente, gera também uma economia, pois o cimento é o insumo mais caro na formulação de concreto.

 

Auditor Eduardo Molena diz que que os selos de qualidade abrem portas, uma vez que o mercado passa a olhar a empresa com outros olhos

Certificações de qualidade ganham cada vez mais importância no mercado.

Ressaltar o compromisso da empresa com a qualidade de seus produtos, serviços e com o desenvolvimento profissional de seus colaboradores é o propósito do selo de qualidade, que passou a fazer a diferença aos olhos dos consumidores nos últimos anos. São diversos os tipos e cada um foca em determinada área de produção. Cada selo de controle possui normas e metodologias próprias para avaliação.

Segundo levantamento do Sistema B, a demanda por certificações aumentou 23% globalmente ano passado. Elas espalham-se por mais de 70 países e atuam em diversas frentes. Eduardo Molena, auditor líder nas normas ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001e ISO 37001, afirma que um selo atesta o compromisso da empresa e, consequentemente, pode valorizar sua imagem e agregar mais valor ao seu produto. Devido à competitividade do mercado, muitos consumidores valorizam a certificação na hora da compra.

“As certificações indicam que a empresa adotou um padrão de comportamento, a partir da adoção, por exemplo, de uma linguagem simples, objetiva e direta sobre questões de atendimento ao cliente”, exemplifica Molena, acrescentando que empresas da construção civil geralmente optam pelo ISO 9001 e pelo ISO 14001.

Ele ressalta que os selos de qualidade abrem portas, uma vez que o mercado passa a olhar a empresa com outros olhos. As certificações, conforme o auditor, tornaram-se exigências contratuais em muitos casos, bem como para a participação em licitações estatais.

“No entanto, uma empresa pode perder uma certificação caso não cumpra com as exigências contratuais com a certificadora, não realizando, por exemplo, as auditorias determinadas no contrato ou não corrigindo possíveis desvios apontados dentro dos prazos estipulados”, explica Eduardo Molena.

No Maranhão, empresas da área da construção civil como a Granorte conquistaram selos importantes.

“Nós temos o ISO 9001 e o ISO 14001, ambos conquistados em 2018. O processo começou a ser implantado no final de 2016, com o treinamento das equipes, adequação de procedimentos operacionais e métricas de controle, sob supervisão de uma coordenadora. Em 2018, contratamos uma consultoria especializada para conclusão e revisão do processo. Em novembro daquele mesmo ano, recebemos as certificações”, informa a superintendente técnica de produção da Granorte, Ana Paula Vieira.

Conforme Ana Paula Vieira, as certificações tornaram a Granorte mais competitiva no mercado e aumentaram a visibilidade da empresa, que passou a figurar como modelo na área de exploração, beneficiamento e comercialização de material britado. Agora, estuda a implementação das certificações ISO 45001, voltada para a área de segurança, ISO 37301 (complience), ISO 37001(antissuborno) e ISO 17025 (laboratório).

De acordo com Marynalda Ferreira, coordenadora administrativa da Granorte, a empresa é, atualmente, a segunda pedreira certificada nas duas normas no Brasil (ISO 9001 e ISO 14001), o que é motivo de orgulho para seus colaboradores. O ISO 14001, por exemplo, diz respeito às normas do meio ambiente e os princípios que uma empresa deve ter para operar um sistema de gestão ambiental. As ações são tomadas com o objetivo de reduzir os impactos no meio ambiente, a partir da adoção de uma postura sustentável.

No caso de setores de edificação, por exemplo, essa norma deve estabelecer demandas de desenvolvimento sustentável nas obras já terminadas e as que estejam em processo de construção. Dessa forma, é pensado formas de diminuir o uso dos recursos naturais em todo o processo de edificação.

“Implantar o sistema de gestão integrado na Granorte não foi tarefa fácil. No entanto, conquistar o certificado foi muito gratificante e importante. O primeiro passo foi a criação dos procedimentos internos. Depois, implementar esses procedimentos internos e gerenciá-los, iniciando um novo modelo de gestão e mudança na rotina. Com a conquista das certificações ISO 9001 e 14001, a empresa deu um grande passo. Hoje, tudo é disseminado de maneira mais clara, principalmente o foco no cliente e compromisso com a preservação ambiental”, frisa Marynalda Ferreira.

Selo verde

Em sendo um dos setores mais importantes para a economia do país, a construção civil busca se aperfeiçoar e trabalhar de forma mais eficaz e com maior qualidade. Assim, é cada vez maior a procura pelo selo verde nessa área. O objetivo é atestar se um empreendimento segue os preceitos de sustentabilidade.

O cenário atual aponta para a união dos interesses econômicos e ambientais e, por isso, também cresce a procura pela certificação. Enquanto os custos operacionais de construção são maiores, a valorização na revenda do imóvel também cresce. Assim, todos saem ganhando: a construtora, o usuário e o meio ambiente.

O selo verde é uma certificação que destaca a responsabilidade ambiental das empresas em executar suas atividades com o menor impacto para o meio ambiente. As empresas que possuem esse selo adotam as melhores técnicas construtivas para o meio ambiente e para a redução do consumo dos recursos naturais.

Em cada estado brasileiro, o Instituto do Meio Ambiente analisa o atendimento aos critérios e concede a certificação. Mas o selo também pode ser concedido por outros órgãos governamentais, como Ministério de Minas e Energia, ou, ainda, por organismos internacionais.

Não há apenas um selo verde. Trata-se da denominação para as diversas certificações existentes que atestam a responsabilidade ambiental das empresas do setor da construção civil.

O que são certificados?

São documentos, emitidos por entidades específicas, preferencialmente as publicamente reconhecidas, que atestam determinado produto, serviço, atividade ou sistema que está sendo produzido, fornecido, implantado ou mantido de acordo com os requisitos de um padrão específico. Esse padrão pode ser setorial, nacional, regional ou internacional.

Por exemplo, uma determinada empresa receberá do organismo avaliador o certificado ISSO 9001apenas se, após o processo de verificação, o organismo apresentar evidências objetivas de que o Sistema de Gestão da Qualidade implementado pela empresa está em conformidade com todos os requisitos da norma NBR ISO 9001.

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