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Zona de Processamento de Exportação vai atrair centenas de empresas e gerar milhares de empregos no Maranhão

O projeto estadual em Bacabeira prevê uma infraestrutura com oito milhões de metros quadrados de área locável

SÃO LUÍS – Atrair investimentos estrangeiros voltados predominantemente para as exportações, colocar as empresas nacionais em igualdade de condições com seus concorrentes de outros países e aumentar o valor agregado das exportações são alguns dos objetivos da Zona de Processamento de Exportação do Maranhão (ZPE), aprovada pelo Governo Federal e validada pelo Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação no mês de maio deste ano.

Com a aprovação da criação da ZPE, no município de Bacabeira – MA, o Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação poderá avaliar a instalação de projetos industriais na região. O primeiro já apresentado prevê a instalação de uma refinaria modular de combustível com potencial de produção de combustível sustentável para a aviação.

O regime das Zonas de Processamento de Exportação é um importante instrumento para promoção da industrialização do Brasil, com foco em produtos e serviços brasileiros com atratividade internacional. A ZPE vai atrair centenas de empresas e gerar milhares de empregos, deixando o Maranhão altamente competitivo por meio da exportação de produtos que terão isenção fiscal. Assim sendo, o estado vai atrair diversas empresas de forma natural.

O projeto estadual em Bacabeira prevê uma infraestrutura com oito milhões de metros quadrados de área locável, área alfandegária com três galpões de 1.800m², pátio para contêineres, heliporto, refeitório e espaço de eventos. A ZPE tem potencial para atrair empresas dos setores de siderurgia e metalurgia e, ainda, indústrias de não ferrosos (alumínio), petrolíferas (refinarias) e de alta tecnologia (eletroeletrônicos e espacial), além de investimentos em agroindústria alimentar, hidrogênio verde e indústria de transformação.

Além das novas vagas de trabalho, a ZPE-MA também vai favorecer novas conexões rodoviárias, ferroviárias, portuárias e aeroportuárias. Além de desenvolver a cultura exportadora e fortalecer a balança comercial, esse tipo de projeto contribui para o desenvolvimento local e para a diminuição das desigualdades regionais, com difusão tecnológica e a criação de vagas de emprego. O Brasil chegou a autorizar a criação de mais de 20 dessas zonas, mas somente conseguiu colocar duas delas em funcionamento: a de Pecém, no Ceará, e, mais recentemente, a de Parnaíba, no Piauí.

Duas principais razões explicam por que as ZPEs, apesar de irem muito bem no resto do mundo, demoraram tanto a sair do papel no Brasil: a falta de competitividade da legislação de regência e o arraigado protecionismo da indústria nacional, que sempre contou com a simpatia da área do governo responsável pelo programa.

Estímulo

A implantação de ZEEs vem sendo estimulada pelas mais importantes entidades internacionais voltadas para a promoção do desenvolvimento, tais como o Banco Mundial, a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, a Conferência das Nações Unidas para Comércio e o Desenvolvimento e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Essas instituições têm apoiado a criação de ZEEs em várias partes do mundo.

As empresas industriais instaladas em ZPE têm direito a um pacote de incentivos tributários, cambiais e administrativos, conforme a Lei 11.508/2007, com as modificações introduzidas pela Lei 14.184/2021). Entre esses incentivos estão a suspensão de impostos nas importações e aquisições no mercado interno de insumos, a exemplo do Imposto de Importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS e PIS-Importação, Cofins e Cofins-Importação, Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e liberdade cambial, além de procedimentos administrativos simplificados nas exportações e importações.

Quando os produtos fabricados por essas empresas forem exportados, a suspensão se converte em isenção. E, quando vendidos no mercado interno, serão cobrados os impostos/ contribuições suspensos, acrescidos de uma multa, que poderá ser evitada com o pagamento dos tributos na ocorrência do fato gerador. Tudo isso garantido por 20 anos prorrogáveis, conforme uma lei aprovada pelo Congresso Nacional. Não haverá risco, portanto, de mudança nas regras do jogo, por todo esse período. Em outras palavras, tem-se segurança jurídica.

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Gigante norte-americana projeta expansão pelo Nordeste e terá resort em Barreirinhas

Maior empresa de franquia de hotéis do mundo, com mais de 9.200 empreendimentos em cerca de 95 países, a Wyndham Hotels & Resorts começou 2024 no Brasil com a área de novos negócios aquecida. Já nos primeiros meses deste ano, a companhia alcançou a marca de cinco contratos assinados, sendo todos projetos de multipropriedade. Um deles será o Wyndham Lençóis Maranhenses Blue Resort, em Barreirinhas (MA).

O novo empreendimento, que tem abertura prevista para os próximos anos, prevê estrutura atraente com localização paradisíaca. O Wyndham Lençóis Maranhenses Blue Resort terá mais de 1800 m2 de lâmina d’agua que compõem as sete piscinas do complexo e uma extensa área de lazer com jacuzzis, sauna, bar molhado, lounges e bangalôs. Para a diversão, o resort oferecerá salão de jogos, complexo infantil com área baby, kids e teen, além de cineminha e brincadeiras ao ar livre no Acqua Kids e playground.

Para os adeptos das atividades físicas, uma ampla academia com equipamentos modernos e quadras de beach tennis ao ar livre completam a estrutura. O wellness não ficou de fora. O resort terá salão de beleza e spa, além de agência de viagens, loja de conveniência e um centro de convenções para eventos corporativos e sociais, único na cidade de Barreirinhas. O novo complexo nasce com o conceito pet friendly e vai contar com um pet shop e um pet play.

O empreendimento de 325 apartamentos tem investimento projetado de cerca de R$ 150 milhões, a ser feito pela Azure Resorts, empresa maranhense do setor de resorts e multipropriedades, que traz consigo ampla expertise no mercado da construção civil e incorporação imobiliária. A companhia nasceu da união de três empresas do segmento, todas com mais de 20 anos de experiência.

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Empresas que cultivam boas práticas ambientais têm melhores resultados

 

Um estudo realizado recentemente pelo The Boston Consulting Group aponta que as empresas que cultivam boas práticas ambientais apresentam resultados melhores ao longo do tempo. Um bom exemplo é o uso de energia renovável, como a adesão às placas solares. É que o uso de equipamentos de grande porte em processos de produção representa alto consumo de energia. Com isso, a possibilidade de reduzir os gastos beneficia a indústria ao decidir pela energia sustentável.

Os setores da indústria, comércio e serviços representam cerca de 39,5% de toda energia solar utilizada no Brasil, atualmente, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. No Maranhão, um bom exemplo vem da Granorte S/A, com sede no município de Bacabeira. Trata-se da maior pedreira do estado e que atua com permanente investimento em tecnologia, máquinas e equipamentos.

A empresa investiu maciçamente em energia renovável e passou a dispor de uma usina solar para reduzir os impactos ambientais. A pedreira, conquistou, há alguns anos, a certificação de  Gestao Ambiental ISO 14001, bem como a certificação de Qualidade ISO 9001, a única da região as duas certificações.

O investimento em uma usina solar de 2 MWh,  se deu a partir da parceria com uma empresa de consultoria em gestão de energia elétrica consolidada no Brasil.

“Nossa ideia é alinhar sustentabilidade e desempenho financeiro, ao mesmo tempo em que reduzimos os impactos ambientais. Nós temos mais de 50 motores elétricos de diferentes potências em operação diariamente. É uma economia  que já pode ser empregado em outras coisas”, diz Pedro Salgueiro, que integra a diretoria da Granorte.

A energia solar acaba sendo a favorita entre as opções disponíveis no mercado por ser mais econômica a longo prazo, além de sustentável. No geral, em meio a uma das maiores crises hídricas da história do Brasil, os baixos níveis nos reservatórios de água refletiram negativamente no bolso da população. Com o aumento considerável na conta de energia, o cidadão tem buscado alternativas mais baratas e acessíveis no consumo de energia.

A alternativa de acompanhar em tempo real a quantidade de energia elétrica que está sendo produzida por meio da luz solar também é uma medida eficaz na redução do consumo, diminuindo custos que podem ser utilizados para a modernização da empresa e gerando mais lucro nos produtos com o valor agregado que a marca conquista por meio de reconhecimento de responsabilidade social atraindo e fidelizando o consumidor consciente e, também, recebendo mais valor no mercado de ações.

Investir em sistema de energia solar implica em retorno certo em uma fonte de energia que vai gerar economia de até 95% na conta de luz. A popularização do setor, em virtude dos benefícios, é um dos principais motivos que têm motivados empreendedores a instalarem energia solar em seus negócios.

Benefícios

São muitos os benefícios. É uma fonte de energia limpa e enquanto houver sol, haverá energia. As placas solares têm vida útil de 25 anos, e o investimento tem retorno em cinco anos, em média. É uma tecnologia livre de ruídos ou barulhos indesejáveis e se trata de um sistema de energia seguro.

Hoje em dia, o setor que mais investe em energia solar no Brasil é o de serviços e negócios. Um dos principais benefícios desses estabelecimentos é a redução imediata na conta de luz. Segundo estudos, essa economia acaba sendo convertida em potenciais diferenciais competitivos para as empresas, o que é outro diferencial para esse setor.

Nos segmentos do “líder” dos setores que mais investem em energia solar no Brasil, os restaurantes lideram o ranking de empresas que contam com o sistema. Escolas e faculdades aparecem logo abaixo. Assim como hotéis, padarias e academias finalizam os cinco segmentos que mais utilizam a energia solar.

No caso das pequenas empresas, a economia obtida a partir da instalação de um sistema de energia solar consegue dar uma segurança em relação ao desenvolvimento do empreendimento. A partir disso, é possível investir em equipamentos, parcerias e até mesmo em tecnologias.

Em segundo lugar na lista de setores que mais investem em energia solar, o agronegócio, um dos principais setores do nosso país, vem aderindo cada vez mais ao sistema de geração própria de eletricidade. Um dos principais pontos positivos do investimento para esse setor é a economia. Afinal, os produtores precisam muito do uso de energia, porém os altos valores das contas de energia comprometem o orçamento.

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Granorte investe em energia limpa e incentiva o desenvolvimento sustentável

A busca por soluções sustentáveis, além de reduzir impactos ambientais, é uma estratégia usada pelas empresas para reduzir custos. Recentemente, a Granorte firmou parceria com a Smart Energia, consultoria independente especializada em gestão de energia elétrica e consolidada como uma das três maiores do Brasil.

A Smart apresentou a oportunidade de economia por meio da migração ao Mercado Livre, que é um ambiente de negociação onde consumidores de grande porte podem comprar energia diretamente de um gerador, ao invés de comprar da concessionária.

Segundo Davi Ferro Costa, da diretoria da Granorte, é uma ótima forma de alinhar sustentabilidade e desempenho financeiro. “Ao mesmo tempo em que reduzimos nosso impacto ambiental, economizamos em mais de 20% nos custos com energia, ou seja, R$ 33 mil por mês, quantia que pode ser utilizada para outras finalidades”, afirma.

Davi Ferro explica que, na mineração, o custo de energia é representativo. No caso da Granorte, são mais de 50 motores elétricos de diferentes potências em operação diariamente. “Logo, uma solução limpa como essa favorece nosso desempenho financeiro”, revela.

O diretor ressalta que é muito importante que os empresários busquem soluções sustentáveis para seus negócios, uma vez que o mundo ficará para as próximas gerações, assim como as empresas. “É importante deixar um cenário sustentável aos nossos filhos”, frisa.

Segurança energética

De acordo com Marcos Kussek, gerente comercial da Smart Energia, o aumento do uso de energia renovável contribui para uma maior segurança energética, devido ao número de fontes, diluindo os riscos provocados pelos períodos de falta de chuvas e, também, o aumento das tarifas, em função da elevação do preço dos combustíveis fósseis.

“Além disso, as energias renováveis oferecem a possibilidade de um desenvolvimento social e econômico sustentável para as regiões onde são implementadas as novas usinas. O uso de fontes alternativas é um fator que ajuda a mitigar as alterações climáticas provocadas pela emissão de CO2 na atmosfera”, ressalta.

Ele explica que, como no Mercado Livre o consumidor tem a liberdade de escolher seu fornecedor, tanto o preço quanto as condições comerciais também podem ser negociadas. Isso torna esse mercado muito mais competitivo do que o regulado, onde as tarifas são definidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Conforme Marcus Kussek, a empresa que deseja aderir ao Mercado Livre de Energia deve cumprir alguns pré-requisitos de acordo com a legislação atual, sendo um deles ter a demanda contratada mínima de 500 kW, o que equivale a uma fatura média superior a R$ 50 mil.

“Para o consumidor, a migração em si não dará trabalho, pois a Smart conduz o processo de ponta a ponta. Esse processo engloba desde a análise de viabilidade econômica da empresa em questão, passando pela adesão à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica até o suporte à adequação do Sistema de Medição e Faturamento”, explica.

Ganho para consumidores

De acordo com Marcus Kussek, o mercado livre oferece grandes oportunidades de ganho para os consumidores de todos os perfis, desde os mais conversadores até os arrojados. A migração possibilita um aumento de competitividade devido à redução de custos proporcionada, fazendo com que as empresas tenham mais caixa para investir no seu próprio negócio, seja com contratação de novos funcionários ou expandindo a operação.

“Apesar de ainda ser um mercado restrito a empresas de grande porte, a tendência é que, para os próximos anos, ocorra a abertura gradual do mercado, possibilitando que empresas com faturas menores também tenham a liberdade de escolher de quem desejam comprar, até que essa possibilidade chegue aos consumidores residenciais”, finaliza Kussek.

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