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Desafios e práticas devem orientar planejamento de empresas da construção civil em 2026

 

Segurança e qualidade das obras serão itens a serem levados em conta

O setor da construção civil voltou a crescer. O percentual é 1,3% no terceiro trimestre de 2025 em relação a 2024, e isto supera o desempenho da economia como um todo. Quem conclui é da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Assim sendo, o planejamento para este ano exige atenção redobrada, entendendo quais práticas, ferramentas e investimentos são indispensáveis para manter a competitividade no mercado.

A busca por eficiência deve se intensificar em 2026. Com um mercado mais competitivo e consumidores mais atentos aos prazos, as construtoras passam a concentrar esforços em entregas antecipadas ou, no mínimo, rigorosamente dentro do cronograma. É uma estratégia que se tornou um diferencial importante, especialmente em empreendimentos residenciais e corporativos.

Para alcançar esse ritmo mais acelerado, as empresas estão revisando processos, investindo em metodologias de gestão de obra e adotando soluções que reduzam retrabalho, uma das principais causas de atrasos e desperdícios no setor. A preservação de etapas já concluídas faz parte desse movimento. Elementos como pisos, revestimentos e esquadrias passam a demandar maior atenção desde o momento da instalação, uma vez que qualquer dano pode resultar não apenas em custos extras, mas também em atraso nas próximas fases do cronograma.

A segurança no canteiro de obras sempre foi um requisito legal, mas nos últimos anos ela passou a ocupar um papel mais estratégico dentro das construtoras. A mudança ocorre porque as empresas perceberam que canteiros mais organizados e limpos não apenas reduzem acidentes, mas também aumentam produtividade, diminuem retrabalhos e tornam o fluxo de trabalho mais previsível.

Especialistas apontam que o setor deve intensificar práticas que promovam previsibilidade na rotina da obra. Isso inclui treinamentos contínuos, sinalização adequada, ferramentas de checklist digital e uso de materiais que minimizem riscos no dia a dia. Superfícies protegidas também contribuem nesse cenário. Além de evitar danos que possam gerar retrabalho, reduzem riscos de escorregamentos, tropeços e queda de materiais, criando um ambiente mais seguro para equipes e prestadores de serviço.

Custo por metro quadrado

O custo da construção segue pressionado. Segundo o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), em março de 2025 o custo por metro quadrado atingiu R$ 1.810,25, com parcela significativa relativa a materiais.

Diante desse cenário, economizar com retrabalhos, desperdício e danos torna-se essencial. Investir em métodos e soluções que protejam materiais já assentados, evitem retrabalho e preservem a durabilidade do acabamento é uma estratégia inteligente — e muitas vezes decisiva para a saúde financeira da obra.

Consumidores estão mais atentos aos detalhes, influenciados pela facilidade de comparar imóveis, pelo aumento da competitividade e pela valorização da experiência do cliente na entrega. Pequenas falhas visuais, riscos no piso, manchas, lascas ou peças substituídas de última hora podem comprometer a percepção de qualidade do empreendimento, mesmo quando o projeto estrutural é bem-executado.

O acabamento pode ser um dos principais fatores de desistência de compra durante visitas de inspeção e entrega de unidades. Essa mudança de comportamento tem levado construtoras a intensificar inspeções internas, adotar padrões mais altos de controle e ampliar cuidados no pós-colocação. A atenção ao que já está finalizado evita custos extras e acelera o processo de entrega, além de garantir que o imóvel chegue ao cliente com o nível de excelência prometido.

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