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Granorte diz que Copa do Mundo impulsiona demanda por brita e agregados

Obras de infraestrutura para o Mundial movimentam a cadeia da construção civil, aquecem o setor mineral e reforçam o papel estratégico da brita na execução de estádios, rodovias, aeroportos e sistemas de transporte
A Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México, mobilizou investimentos bilionários em infraestrutura esportiva e urbana. E ainda movimenta com o evento em andamento. Embora boa parte dos estádios já estivesse pronta, os três países promoveram ampliações e modernizações em rodovias, aeroportos, sistemas de transporte público e instalações de apoio, mantendo aquecida a demanda por concreto, asfalto e agregados da construção civil.
Para empresários que atuam no setor, megaeventos esportivos evidenciam a importância estratégica do nicho de agregados, considerado a base da infraestrutura moderna. “Sem brita, areia e outros materiais minerais, obras de mobilidade, saneamento, edificações e equipamentos esportivos simplesmente não saem do papel”, afirma Pedro Salgueiro, integrante da diretoria da Granorte, sediada em Bacabeira (MA), empresa especializada na produção de agregados para a construção civil,
De acordo com Pedro Salgueiro, a brita é um insumo indispensável para praticamente todas as grandes obras de infraestrutura. “Quando falamos em rodovias, aeroportos, viadutos, sistemas de drenagem ou estádios, estamos falando de empreendimentos que dependem diretamente de agregados de qualidade. A brita está presente desde as fundações até a pavimentação final”, destaca.
Enquanto os holofotes se voltam para os craques em campo, uma cadeia produtiva pouco lembrada desempenha papel fundamental para o sucesso da competição. Das pedreiras aos estádios, a brita é um dos insumos que sustentam, literalmente, a realização de uma Copa do Mundo.
Por possuir baixo valor agregado por tonelada e alto custo de transporte, a brita é produzida, em geral, próxima aos centros consumidores. Essa característica faz com que grandes obras de infraestrutura movimentem diretamente as pedreiras instaladas nas regiões onde os investimentos são realizados, gerando empregos e impulsionando transportadoras, fornecedores de equipamentos e empresas de serviços especializados.
Setor aquecido antes, durante e depois do Mundial
Para Salgueiro, megaeventos esportivos também servem como um indicador da importância estratégica da mineração para o desenvolvimento econômico. “A construção civil é uma das primeiras atividades a responder aos ciclos de investimento em infraestrutura, e isso se reflete imediatamente na demanda por agregados. Toda grande obra começa na mineração”, explica.
Os efeitos da Copa sobre a mineração começam muitos anos antes do primeiro jogo. A preparação para um Mundial normalmente se inicia entre cinco e sete anos antes da competição, período em que governos e iniciativa privada intensificam investimentos em infraestrutura urbana e ampliam o consumo de materiais básicos para a construção.
O legado para o setor mineral também vai além do encerramento do torneio. A expansão da capacidade produtiva, a modernização das operações e a instalação de novas plantas industriais costumam permanecer como herança econômica das obras realizadas.
A experiência brasileira durante a preparação para a Copa do Mundo de 2014 ilustra esse cenário. Na ocasião, dezenas de empreendimentos, como estádios, aeroportos, corredores de transporte e intervenções viárias, dependeram do fornecimento contínuo de agregados minerais para cumprir os cronogramas de execução.
Segundo o diretor da Granorte, a experiência brasileira demonstrou como o planejamento de longo prazo influencia toda a cadeia produtiva. “As pedreiras precisam se preparar com antecedência para atender volumes elevados de fornecimento. Isso exige investimentos em equipamentos, capacidade operacional, logística e controle de qualidade, garantindo que as obras avancem dentro dos cronogramas previstos”, afirma.
Além das arenas esportivas, obras de drenagem, fundações, túneis, pontes, estacionamentos e vias de acesso consomem grandes volumes de brita de diferentes granulometrias, tornando o setor mineral um dos primeiros elos da cadeia econômica beneficiados pelos investimentos.
“Mesmo antes do apito inicial da Copa de 2026, a preparação para o torneio movimentou uma ampla cadeia produtiva. Cada obra certamente consumiu milhares de toneladas de brita, areia e outros agregados minerais, matérias-primas indispensáveis para a produção de concreto e pavimentação”, complementou Pedro Salgueiro.
Segundo especialistas do setor, aproximadamente 80% do volume do concreto é composto por agregados minerais. Nas obras de pavimentação, a brita também representa a maior parte dos materiais empregados. Como consequência, grandes eventos esportivos elevam significativamente a demanda das pedreiras e mineradoras responsáveis pelo abastecimento da construção civil.
Salgueiro ressalta ainda que, embora seja um produto muitas vezes invisível para a população, a brita está presente em praticamente toda a infraestrutura urbana. “As pessoas enxergam o estádio pronto, a rodovia concluída ou o aeroporto ampliado, mas poucas percebem que tudo isso só foi possível graças aos agregados minerais. Eles são a base física sobre a qual toda a infraestrutura é construída”, observa.
A Copa do Mundo, sem dúvida alguma, demonstra que seu impacto econômico vai muito além do esporte. Antes da festa nos estádios, existe uma extensa cadeia produtiva que começa nas pedreiras e fornece os materiais essenciais para transformar projetos em infraestrutura, deixando um legado que permanece mesmo após o apito final.
Para a Granorte, o legado de grandes eventos como a Copa do Mundo vai além das arenas esportivas. O aumento da demanda por agregados evidencia a importância de um setor que abastece obras essenciais para o desenvolvimento urbano e econômico. “A mineração de agregados acompanha o crescimento das cidades. Sempre que há investimento em infraestrutura, há necessidade de brita, areia e outros materiais minerais. É uma cadeia que gera emprego, renda e desenvolvimento regional”, conclui Pedro Salgueiro.

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Escassez de mão de obra desafia crescimento da construção civil em Barreirinhas

Expansão do turismo impulsiona novos empreendimentos, mas falta de profissionais preocupa empresários do setor

BARREIRINHAS – O crescimento acelerado do turismo em Barreirinhas, principal porta de entrada para os Lençóis Maranhenses, tem impulsionado investimentos em hotéis, pousadas, restaurantes, condomínios e infraestrutura urbana. No entanto, a expansão da construção civil na região enfrenta um desafio cada vez mais evidente: a falta de mão de obra.

O problema não é exclusivo do município. Um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) aponta que a escassez de trabalhadores tem afetado diversos setores da economia brasileira, especialmente a construção civil. Segundo a mais recente Sondagem da Construção, 71,2% das empresas do setor relataram dificuldades para contratar profissionais qualificados, enquanto 39% afirmaram enfrentar muita dificuldade no processo de recrututamento.

Em Barreirinhas, empresários relatam dificuldades para encontrar pedreiros, carpinteiros, eletricistas, encanadores, armadores e mestres de obras. A situação tem provocado aumento nos custos das construções, atrasos em cronogramas e uma concorrência cada vez maior entre empresas pela contratação de profissionais experientes.

Para o engenheiro civil e especialista em Estruturas de Concreto Armado, Protendido e Fundações Mario Calheiros, a escassez de mão de obra é resultado de uma mudança geracional que ocorreu ao longo das últimas décadas.

“As principais profissões da construção civil, como pedreiro, carpinteiro e armador, eram atividades transmitidas de pai para filho. Com o aumento do acesso ao ensino superior e programas de financiamento estudantil, muitos pais passaram a incentivar os filhos a buscar outras carreiras, principalmente a engenharia. Isso reduziu gradativamente a formação de novos profissionais especializados nessas funções”, explica.

Segundo Calheiros, outro fator que contribuiu para o cenário atual foi a redução do interesse de parte da população por ocupações tradicionalmente ligadas aos canteiros de obras, o que diminuiu ainda mais a oferta de trabalhadores qualificados. Como consequência, os salários desses profissionais vêm registrando aumentos sucessivos. “Hoje, a mão de obra especializada está mais valorizada. A dificuldade para contratar faz com que o custo das obras aumente cada vez mais”, afirma o engenheiro.

Mercado imobiliário – O impacto dessa realidade também pode ser sentido no mercado imobiliário. De acordo com Calheiros, muitos consumidores investem na compra de terrenos em condomínios planejando construir a casa dos sonhos no futuro. No entanto, a escalada dos custos da construção pode transformar esse planejamento em um desafio financeiro.

“Muitas pessoas compram o lote acreditando que já estão mais próximas da casa pronta. Mas o terreno representa apenas uma pequena parte do investimento total. Quando chegar o momento de construir, daqui a alguns anos, elas poderão encontrar custos de mão de obra muito mais elevados do que os atuais. Logo, comprar uma casa pronta é um investimento mais inteligente, tendo em vista a escalada do custo da mão de obra”, alerta.

Quem também acompanha de perto esse cenário é Diogo Brandão, proprietário de uma empresa de consultoria e engenharia. Segundo ele, o aumento das demandas ligadas à gestão pública e à iniciativa privada evidencia o crescimento do potencial construtivo da região dos Lençóis Maranhenses.

“Por meio das demandas da gestão pública, a gente percebe que realmente tem ampliado bastante o potencial dessa área dos Lençóis, tanto na gestão pública quanto na privada. E, realmente, de fato, a gente tem um pouco de dificuldade em relação à mão de obra, geral mesmo”, afirma.

Brandão acrescenta que a escassez é percebida de forma recorrente por quem atua na região. “Observando que a gente sempre está rodando por aquela área dos Lençóis, a gente observa muito essa questão da deficiência de mão de obra”, completa.

Enquanto o turismo continua impulsionando a economia local, instituições públicas e entidades de capacitação vêm ampliando programas de qualificação profissional na região. Somente em 2025, centenas de moradores do Polo Lençóis e Delta participaram de cursos voltados para atender às demandas do mercado de trabalho.

Apesar dos esforços, especialistas avaliam que a formação de novos profissionais ainda não acompanha a velocidade do crescimento econômico registrado em Barreirinhas. A expectativa é que a pressão por mão de obra qualificada continue nos próximos anos, exigindo investimentos permanentes em capacitação para garantir que o desenvolvimento da cidade ocorra de forma sustentável.

“Com a consolidação de Barreirinhas entre os destinos turísticos de maior crescimento no país, o desafio será equilibrar a expansão dos empreendimentos com a disponibilidade de profissionais capazes de atender às demandas de um mercado cada vez mais aquecido”, analisa Pedro Salgueiro, da Granorte Incorporações, que também está investindo naquela região do Maranhão.

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Crescimento imobiliário acompanha projeção global dos Lençóis Maranhenses

Com novos empreendimentos, valorização acelerada e interesse de investidores e moradores, município se consolida como um dos mercados mais promissores do Maranhão

BARREIRINHAS – O município de Barreirinhas, conhecido como a principal porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, está deixando de ser apenas um destino turístico para se firmar também como um polo promissor do mercado imobiliário. Desde 2024, a região vem experimentado um crescimento acelerado no setor, com canteiros de obras se multiplicando e novos empreendimentos surgindo.

O movimento é visível nas ruas, com terrenos antes vazios dando lugar a condomínios planejados, e pousadas sofisticadas e residências de alto padrão incrementando a paisagem. A transformação acompanha o aumento expressivo da visibilidade internacional dos Lençóis Maranhenses, que vêm conquistando viajantes do mundo inteiro, bem como investidores atentos ao potencial da região.

Há também uma demanda crescente por moradia fixa. Famílias locais e pessoas oriundas de outras cidades buscam na região a oportunidade de adquirir a primeira casa, impulsionadas pelo desenvolvimento econômico e pela melhoria gradual da infraestrutura urbana. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por segundas residências, especialmente em áreas mais exclusivas e próximas da natureza. Santo Amaro, por exemplo, desponta como um dos destinos preferidos dentro da região dos Lençóis, atraindo quem deseja um refúgio com paisagens únicas e acesso privilegiado às lagoas.

Projetos – Nesse cenário de expansão, empresas como a Granorte Incorporação apostam no potencial da região com projetos que combinam planejamento, valorização imobiliária e respeito às características locais. A atuação da incorporadora reflete uma tendência do mercado, ou seja, empreendimentos pensados não apenas para atender à demanda crescente, mas também para elevar o padrão de qualidade e infraestrutura, contribuindo para a consolidação de Barreirinhas como um novo eixo de investimentos no Maranhão.

Nos condomínios mais recentes, já é possível encontrar lotes de alto padrão com propostas que vão além do básico: clubes completos, áreas de lazer sofisticadas e até helipontos integram alguns projetos. A ideia é oferecer não apenas um imóvel, mas uma experiência de vida alinhada ao turismo de alto padrão que cresce na região.

O momento é de expansão, mas também de atenção. Especialistas destacam a importância de planejamento urbano e sustentabilidade para garantir que o crescimento ocorra de forma equilibrada, preservando o principal ativo da região: sua natureza singular, o que nos motiva a criar projetos em sintonia com a exuberância do lugar”, diz o executivo Pedro Salgueiro, da Granorte Incorporação.

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Brita sustenta avanço da construção civil no Maranhão em 2026

Insumo essencial para obras de infraestrutura e habitação mantém demanda aquecida no estado, apesar de desafios econômicos e pressões por maior sustentabilidade no setor mineral

SÃO LUÍS – A pedra brita segue como um insumo fundamental para obras públicas e privadas, mantendo forte correlação com a dinâmica da construção civil e dos investimentos em infraestrutura no Maranhão em 2026. A brita, agregado mineral utilizado na concretagem, pavimentação, fundações e estruturas, continua sustentando boa parte das obras de infraestrutura urbana e rural, desde estradas vicinais e saneamento até edifícios e habitações populares.

Este ano, embora o setor de construção civil no Brasil tenda a enfrentar um ritmo de crescimento mais contido em relação aos anos anteriores, devido a um cenário econômico ainda desafiador, a demanda por agregados como a pedra brita no Maranhão vem sendo impulsionada pela continuidade de programas públicos de infraestrutura e por projetos residenciais em municípios do interior, que buscam atender à urbanização e regularização fundiária.

Um exemplo é a obra de extensão da Avenida Litorânea, um dos principais projetos de mobilidade urbana da capital e da região metropolitana. A obra, que dobra de extensão a avenida que liga o bairro Olho d’Água à Praia do Araçagi, integrando São Luís e São José de Ribamar, envolve uma série de etapas de engenharia que dependem diretamente da brita como insumo básico para garantir estabilidade, resistência e durabilidade das camadas estruturais da pavimentação e dos dispositivos de contenção do solo.

Nessa obra da Litorânea, a brita é utilizada tanto na composição das camadas de sub-base e base da via, garantindo a sustentação adequada do pavimento, quanto em aplicações específicas como enrocamento em áreas de erosão e estabilização de taludes, importantes em um trecho litorâneo sujeito tanto a ação da água quanto às condições climáticas da região.

O Maranhão, aliás, figura entre os estados com consumo significativo de agregados no Nordeste, com cerca de 14 milhões de toneladas consumidas em períodos recentes. Isso, de certa maneira, enfatiza a relevância da brita no cenário nacional, sobretudo em razão da intensificação de obras rodoviárias, de mobilidade urbana e de saneamento básico que demandam brita em grande escala.

No contexto nacional, a perspectiva para o mercado de agregados aponta para expansão moderada a partir deste ano, com crescimento projetado até 2034, sustentado por gastos em infraestrutura e construção residencial.

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Desafios e práticas devem orientar planejamento de empresas da construção civil em 2026

 

Segurança e qualidade das obras serão itens a serem levados em conta

O setor da construção civil voltou a crescer. O percentual é 1,3% no terceiro trimestre de 2025 em relação a 2024, e isto supera o desempenho da economia como um todo. Quem conclui é da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Assim sendo, o planejamento para este ano exige atenção redobrada, entendendo quais práticas, ferramentas e investimentos são indispensáveis para manter a competitividade no mercado.

A busca por eficiência deve se intensificar em 2026. Com um mercado mais competitivo e consumidores mais atentos aos prazos, as construtoras passam a concentrar esforços em entregas antecipadas ou, no mínimo, rigorosamente dentro do cronograma. É uma estratégia que se tornou um diferencial importante, especialmente em empreendimentos residenciais e corporativos.

Para alcançar esse ritmo mais acelerado, as empresas estão revisando processos, investindo em metodologias de gestão de obra e adotando soluções que reduzam retrabalho, uma das principais causas de atrasos e desperdícios no setor. A preservação de etapas já concluídas faz parte desse movimento. Elementos como pisos, revestimentos e esquadrias passam a demandar maior atenção desde o momento da instalação, uma vez que qualquer dano pode resultar não apenas em custos extras, mas também em atraso nas próximas fases do cronograma.

A segurança no canteiro de obras sempre foi um requisito legal, mas nos últimos anos ela passou a ocupar um papel mais estratégico dentro das construtoras. A mudança ocorre porque as empresas perceberam que canteiros mais organizados e limpos não apenas reduzem acidentes, mas também aumentam produtividade, diminuem retrabalhos e tornam o fluxo de trabalho mais previsível.

Especialistas apontam que o setor deve intensificar práticas que promovam previsibilidade na rotina da obra. Isso inclui treinamentos contínuos, sinalização adequada, ferramentas de checklist digital e uso de materiais que minimizem riscos no dia a dia. Superfícies protegidas também contribuem nesse cenário. Além de evitar danos que possam gerar retrabalho, reduzem riscos de escorregamentos, tropeços e queda de materiais, criando um ambiente mais seguro para equipes e prestadores de serviço.

Custo por metro quadrado

O custo da construção segue pressionado. Segundo o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI), em março de 2025 o custo por metro quadrado atingiu R$ 1.810,25, com parcela significativa relativa a materiais.

Diante desse cenário, economizar com retrabalhos, desperdício e danos torna-se essencial. Investir em métodos e soluções que protejam materiais já assentados, evitem retrabalho e preservem a durabilidade do acabamento é uma estratégia inteligente — e muitas vezes decisiva para a saúde financeira da obra.

Consumidores estão mais atentos aos detalhes, influenciados pela facilidade de comparar imóveis, pelo aumento da competitividade e pela valorização da experiência do cliente na entrega. Pequenas falhas visuais, riscos no piso, manchas, lascas ou peças substituídas de última hora podem comprometer a percepção de qualidade do empreendimento, mesmo quando o projeto estrutural é bem-executado.

O acabamento pode ser um dos principais fatores de desistência de compra durante visitas de inspeção e entrega de unidades. Essa mudança de comportamento tem levado construtoras a intensificar inspeções internas, adotar padrões mais altos de controle e ampliar cuidados no pós-colocação. A atenção ao que já está finalizado evita custos extras e acelera o processo de entrega, além de garantir que o imóvel chegue ao cliente com o nível de excelência prometido.

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Construção civil é vetor da transição climática

Cenário se desdobra em uma agenda doméstica, onde iniciativas sinalizam articulação entre público e privado
A COP30 marcou um momento decisivo para o setor da construção, especialmente no que se refere à redução de emissões e à adoção de práticas sustentáveis. É que o segmento de edificações representa cerca de 34% das emissões globais de CO2, o que o coloca como um dos vetores mais relevantes da transição climática. A constatação é da World Green Building Council.
No Brasil, esse cenário se desdobra em uma agenda doméstica, onde iniciativas como a Câmara Brasileira da Indústria da Construção e a Coalizão pela Habitação Net-Zero 2050 sinalizam articulação entre público e privado para descarbonizar a cadeia habitacional nos próximos 25 anos.
Para a Indústria da Construção Civil, a COP30 traz uma nova lógica: da negociação para a implementação. O foco, conforme destaca a United Nations Environment Programme, é transformar compromissos em entregas. Isto porque o setor, com suas tecnologias, processos e cadeias produtivas, está no centro dessa transformação.
Já se observa no país que a média de emissões de edifícios está em torno de 220 kgCO2e/m², o que demonstra avanços importantes, frente a metas de países desenvolvidos, ainda que haja um grande desafio para ampliar o uso de tecnologias de baixo carbono em escala nacional.
A convergência entre a agenda da COP30 e o setor da construção abre oportunidades para inovação tecnológica, reformas de processos e novas políticas públicas que poderão redefinir a forma como construímos, habitamos e regeneramos as cidades para o futuro.
Debates públicos e privados
Aliás, com a proximidade do final do ano, o futuro da Indústria da Construção Civil volta à pauta central em diversos fóruns de debate, públicos e privados. É que o setor construtivo tem se confirmado como grande gerador de emprego e renda, sendo ainda ferramenta indispensável para o combate ao déficit habitacional por todo o país.
Os resultados têm sido comemorados diante do sucesso alcançado a partir da interação transparente entre a indústria e o poder público, no sentido de fomentar e tirar do papel políticas habitacionais. O futuro do setor, especialmente o da Indústria Imobiliária, passa indubitavelmente pela habitação de interesse social.

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Agregados para construção são muito mais do que simples insumos, diz membro da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável

Deputado Arnaldo Jardim afirma que principal desafio para o país é conciliar demanda crescente por agregados com necessidade premente de sustentabilidade e eficiência

Arnaldo Jardim, deputado federal membro da Frente Parlamentar da Mineração Sustentável, diz que o principal desafio para o país é conciliar a demanda crescente por agregados com a necessidade premente de sustentabilidade e eficiência. Ele diz que o setor enfrenta a complexidade do licenciamento ambiental, que, quando moroso, dificulta o planejamento e pode levar a gargalos no abastecimento. Somam-se a isso os altos custos logísticos, já que o transporte é um fator crucial para um produto de baixo valor unitário, pressionando o preço final das obras.

Superar esses obstáculos exige um olhar estratégico que una agilidade regulatória, com licenças ágeis, porém rigorosas, e um forte compromisso com as melhores práticas ambientais. O ideal é incentivar a inovação, incluindo a reciclagem de resíduos da construção, e integrar o planejamento da mineração de agregados aos planos diretores municipais. Dessa forma, é possível garantir o suprimento essencial para a infraestrutura de forma competitiva, legal e ambientalmente responsável.

“Os agregados para construção são muito mais do que simples insumos. São a base física sobre a qual nossas cidades se desenvolvem. Seu papel é absolutamente fundamental, e enxergá-los como uma questão de planejamento estratégico é essencial para construirmos cidades mais inteligentes, resilientes e sustentáveis no futuro. No cerne desse planejamento, está a necessidade de integrar a disponibilidade desse recurso à expansão urbana”, diz o deputado.

Conforme Arnaldo Jardim, as fontes de agregados devem ser consideradas, previstas em planos diretores para evitar conflitos de uso do solo e garantir que a matéria-prima para habitação, mobilidade e saneamento esteja disponível a um custo viável, próximo aos centros de consumo.

“Uma cidade que não planeja sua fonte de agregados está fadada a ter obras mais caras, mais demoradas e com maior impacto ambiental devido ao transporte de longo curso. Além disso, as cidades do futuro exigirão uma economia circular robusta. Nesse sentido, os agregados reciclados provenientes de Resíduos de Construção e Demolição (RCD) serão pilares para a sustentabilidade urbana, transformando passivos ambientais em recursos valiosos e reduzindo a pressão sobre a extração de recursos naturais virgens”, enfatiza o deputado, acrescentando que o papel dos agregados evolui, pois são a base tradicional da construção e, cada vez mais, essencial para um modelo de desenvolvimento urbano mais eficiente e regenerativo.

Ordenamento territorial

O parlamentar analisa o ordenamento territorial como um dos pilares estratégicos para o setor de agregados, mas também um desafio complexo que exige integração entre políticas públicas, gestão ambiental e planejamento econômico. No Congresso Nacional, essa discussão, conforme ele, deve avançar por meio de propostas que harmonizem a extração mineral com o desenvolvimento regional sustentável, considerando a diversidade geográfica, social e econômica do país.

“Dados do Instituto Brasileiro de Mineração mostram que mais de 70% dos conflitos envolvendo mineração estão relacionados a questões fundiárias e ambientais, o que evidencia a urgência de uma regulação territorial clara e eficiente”, informa.

A Frente Parlamentar da Mineração Sustentável tem atuado como um fórum central para promover debates técnicos e elaborar propostas legislativas que equacionem a necessidade de agregados, fundamentais para infraestrutura, habitação e mobilidade, com a proteção de áreas sensíveis, como bacias hidrográficas, zonas de preservação permanente e regiões metropolitanas.

Um exemplo é o Projeto de Lei 2.780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e estabelece diretrizes para que a exploração mineral esteja integrada ao ordenamento territorial, trazendo mais previsibilidade, segurança jurídica e sustentabilidade. Outro é o Projeto de Lei 1.105/2023, que moderniza o licenciamento ambiental, oferecendo mais clareza, previsibilidade e segurança jurídica ao setor.

Para Fernando Mendes Valverde, diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção, o setor de agregados para a construção vive um momento de grandes desafios, mas também de reafirmação da sua importância para o desenvolvimento do Brasil. Segundo ele, mesmo com um crescimento modesto entre 2024 e 2025, a indústria de agregados segue sendo fundamental para atender à crescente demanda por obras de infraestrutura, saneamento e habitação, pilares indispensáveis para o avanço econômico e social do país.

“Como entidade representativa do setor, a Associação Nacional das Entidades de Produtores de Agregados para Construção tem se mantido ativa e presente nos principais canais de diálogo e tomada de decisão. Neste ano, ocupamos importantes espaços de debates que reforçam a relevância da representatividade institucional, entre eles, a Frente Parlamentar de Mineração, em suas esferas federal e estadual, espaços estratégicos para a construção de políticas públicas que garantam segurança jurídica, sustentabilidade e competitividade à atividade mineradora”, frisa Fernando Mendes Valverde.

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Granorte se despede da Expo Indústria Maranhão 2025 com saldo positivo de visitantes em seu estande

Empresa especializada na exploração, beneficiamento e comercialização de material britado recebeu em torno de dois mil e 500 visitantes ao longo de quatro dias de programação
SÃO LUÍS – Foi um sucesso a participação da Granorte na sexta edição da Expo Indústria Maranhão. A empresa pioneira no trabalho de exploração, beneficiamento e comercialização de material britado para construção recebeu mais de dois mil e 500 visitantes ao longo de quatro dias de programação, realizada no Multicenter Negócios e Eventos, no bairro Cohafuma.
Em um estande moderno e acolhedor, o público ficou por dentro do trabalho realizado pela empresa e ainda vivenciou uma experiência inédita na Sala 360o, onde dava para ver, de todos os ângulos, a transformação da pedra bruta em desenvolvimento. Nessa sala de imersão, foram usados painéis de LED, em sintonia com a proposta da Expo Indústria Maranhão 2025, que abordou as novas tecnologias.
Ao visitar o estande, o público era convidado a entrar na sala especial, onde era exibido um vídeo de cinco minutos, elaborado pela produtora 9D, com imagens captadas também por drones. O resultado surpreendeu os visitantes. Quem elogiou bastante foi o governador do Maranhão, Carlos Brandão, que visitou a feira na abertura da programação, na sexta-feira (3). Ele e sua comitiva foram recebidos pelo diretor-presidente da Granorte, José Carlos Salgueiro.
Durante a visita, o governador Carlos Brandão se inteirou ainda mais sobre os pormenores do projeto de expansão da Avenida Litorânea, já que a Granorte é fornecedora de toda a brita e pedra rachão usadas na obra. Os materiais são indispensáveis para a duplicação da extensão da via, que passará de 7 para 14 km, melhorando a mobilidade urbana da Grande Ilha.
“Foi uma grande honra para a Granorte receber a visita do governador Carlos Brandão, que gostou bastante do nosso estande e conversou conosco sobre o trabalho que realizamos ao longo de 50 anos de história, bem como sobre o nosso compromisso no projeto de expansão da Avenida Litorânea. Aproveitamos a oportunidade para parabenizar o Governo do Estado por essa iniciativa, que dinamiza a nossa malha viária, implicando em mobilidade e desenvolvimento para a nossa cidade”, disse o sócio-diretor da Granorte, David Ferro.
O estande também recebeu a visita do presidente da Fiema, Edilson Baldes das Neves, e do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MA, Celso Gonçalo. Além disso, o espaço recebeu uma equipe do Maranhão Atlético Clube (MAC) para uma noite de autógrafos, uma vez que a Granorte é empresa patrocinadora máster do time de futebol maranhense.
José Carlos Salgueiro considerou bastante enriquecedora a participação da Granorte na Expo Indústria Maranhão 2025 e parabenizou o Sistema Fiema e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) pela realização do evento.
“Sem dúvida alguma, um evento que possibilitou um ambiente estratégico para impulsionar a indústria maranhense. Gostaria de parabenizar todos os envolvidos e, claro, agradecer, em especial, ao time da Granorte que se voltou para este estande nos quatro dias de programação. Demos o nosso melhor para receber os visitantes e mostrar um pouco do nosso trabalho em prol do desenvolvimento do Maranhão”, finalizou David Ferro.

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