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Brita sustenta avanço da construção civil no Maranhão em 2026

Insumo essencial para obras de infraestrutura e habitação mantém demanda aquecida no estado, apesar de desafios econômicos e pressões por maior sustentabilidade no setor mineral

SÃO LUÍS – A pedra brita segue como um insumo fundamental para obras públicas e privadas, mantendo forte correlação com a dinâmica da construção civil e dos investimentos em infraestrutura no Maranhão em 2026. A brita, agregado mineral utilizado na concretagem, pavimentação, fundações e estruturas, continua sustentando boa parte das obras de infraestrutura urbana e rural, desde estradas vicinais e saneamento até edifícios e habitações populares.

Este ano, embora o setor de construção civil no Brasil tenda a enfrentar um ritmo de crescimento mais contido em relação aos anos anteriores, devido a um cenário econômico ainda desafiador, a demanda por agregados como a pedra brita no Maranhão vem sendo impulsionada pela continuidade de programas públicos de infraestrutura e por projetos residenciais em municípios do interior, que buscam atender à urbanização e regularização fundiária.

Um exemplo é a obra de extensão da Avenida Litorânea, um dos principais projetos de mobilidade urbana da capital e da região metropolitana. A obra, que dobra de extensão a avenida que liga o bairro Olho d’Água à Praia do Araçagi, integrando São Luís e São José de Ribamar, envolve uma série de etapas de engenharia que dependem diretamente da brita como insumo básico para garantir estabilidade, resistência e durabilidade das camadas estruturais da pavimentação e dos dispositivos de contenção do solo.

Nessa obra da Litorânea, a brita é utilizada tanto na composição das camadas de sub-base e base da via, garantindo a sustentação adequada do pavimento, quanto em aplicações específicas como enrocamento em áreas de erosão e estabilização de taludes, importantes em um trecho litorâneo sujeito tanto a ação da água quanto às condições climáticas da região.

O Maranhão, aliás, figura entre os estados com consumo significativo de agregados no Nordeste, com cerca de 14 milhões de toneladas consumidas em períodos recentes. Isso, de certa maneira, enfatiza a relevância da brita no cenário nacional, sobretudo em razão da intensificação de obras rodoviárias, de mobilidade urbana e de saneamento básico que demandam brita em grande escala.

No contexto nacional, a perspectiva para o mercado de agregados aponta para expansão moderada a partir deste ano, com crescimento projetado até 2034, sustentado por gastos em infraestrutura e construção residencial.

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